Sabedoria Ramatis

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os Estigmas do pecado no corpo físico e no perispírito – 7ª parte





PERGUNTA: Rogamos escusas pelas nossas dúvidas, mas sentimos algum embaraço em compreender que no Espaço se possa avaliar o grau espiritual de algumas entidades apenas examinando-se a sua temperatura, magnetismo ou o odor do períspírito. Não vos seria difícil explicar melhor o assunto?


RAMATÍS: Os médiuns eficientemente desenvolvidos podem vos informar como variam as sensações psíquicas provocadas sobre eles pelas diferentes naturezas dos espíritos comunicantes que, em extensa gama vibratória, atuam com fluidos que vão desde a impressão de extrema gelidez até o calor sufocante, quando se trata de infelizes delinquentes, e suaves e balsamizantes, quando se manifestam entidades amorosas. Os dois extremos se contrastam fortemente; de um lado, os desencarnados se sobrecarregam com odores repulsivos e sulfídricos e, em contraposição, as almas elevadas manifestam o fragrante aroma vivo da primavera espiritual. Mas é conveniente não generalizardes o que vos digo pois, entre as trevas e a luz fulgurante, o mau odor e o perfume sutil, a cor trevosa e os matizes resplandecentes, ainda é muito extensa a escala que gradua todos os tipos de almas.
Os espíritos terrícolas, em sua maioria, ainda são portadores de auras possuindo os coloridos intermediários mais diversos, pois situam-se entre os extremos que vos enunciamos, isto é, nem se revelam suficientemente diabólicos, com cores extremamente degradantes, nem bastante angélicos com os matizes celestiais.
Em geral, suas auras são impregnadas de expressões heterogéneas de todas as cores, temperaturas, odores, magnetismo e variações de luz e sombra. Os diversos sentimentos e a multiplicidade de pensamentos, que instantaneamente se entrecruzam nos seus perispíritos, semeiam-nas de todos os matizes acidentais, que então se destacam sobre a aura fundamental e o temperamento psíquico já predominante em sua jornada evolutiva. Daí o motivo por que os desencarnados, através do seu perispírito, reproduzem no mecanismo endócrino e no sistema nervoso sensibilíssimo do médium as próprias características de temperatura, odores e sensações psíquicas, que causam prazer ou repulsa.
Como o perispírito é portador dessa variedade de elementos, que tanto o identificam como entidade superior, delicada e bela, ou como uma veste da alma inferior, envolta em suas emanações repulsivas, a tradição bíblica descreve o inferno como um lugar de temperatura extrema, chamejante, e povoado por demónios que exalam o odor repugnante do enxofre. No entanto, em sentido oposto, o céu é descrito como um panorama resplandecente de luz, impregnado de perfumes, melodias e cores belíssimas, que se casam às auras formosas e refulgentes dos anjos. Em verdade, os espíritos do bem são revestidos de luz intensa, cores translúcidas e límpidas, cujos fluidos são odorantes, balsâmicos e curadores, despertando júbilo e ternura a sua presença. Entretanto, as entidades malfeitores desregradas e sofredoras encontram-se imersas em halos sombrios, revestidos de cores sujas e odores repugnantes, cuja temperatura é extremamente gélida ou então opressiva e sufocante, pois o seu magnetismo só se alimenta do entrechoque das paixões ínfimas e animalizadas.




PERGUNTA: Para nossa melhor compreensão, poderíeis nos descrever, por exemplo, a natureza das cores, luzes, odores ou magnetismo próprios da aura de uma alma absolutamente cruel, debochada ou rebelde aos ensinamentos superiores?


RAMATÍS: Queremos advertir-vos de que não existe no Cosmo um tipo de alma absolutamente subvertida, porquanto somos todos oriundos da mesma essência fundamental do espírito de Deus, por cujo motivo também estaremos garantidos por uma partícula angélica, que intimamente nos impulsiona para o Bem. Em verdade, já nos originamos incapacitados para o "mal absoluto", porque a nossa finalidade é ascender para Deus, que é a fonte de nossa vida. Podemos cobrir uma lâmpada elétrica com envoltórios os mais espessos e até pichar à vontade a sua superfície de vidro; no entanto, não conseguiremos extinguir a sua luz interior, que sempre há de permanecer debaixo da sua forma protetora de vidro, exceto se a desligarmos da energia fornecida pela usina. Isso também se dá conosco; somos impotentes para nos cobrirmos de trevas absolutas ou, então, extinguirmos o princípio criador em nossa alma. A fonte que nos gerou, constituída pela luz absoluta do Espírito Divino, ninguém poderá extingui-la, nem romper os elos que a ela nos ligam.
Essa luz íntima, que existe em nós todos, quer sejamos demónios ou anjos, é o cunho definitivo de nossa individualidade eterna, permanecendo como incessante atração para a fonte original que nutre e ilumina o Cosmo. É chama espiritual, indescritível, como garantia absoluta do "elo religioso" entre a criatura e o seu Criador; é a luz que realmente alimenta o nosso espírito em sua pulsação de vida eterna. Todas as existências malignas e de crueldades, das quais já temos participado no pretérito das trevas de nossa ignorância, significam alguns punhados de fuligem atirados sobre a eterna e formosa lâmpada de luz imorredoura, que forra a nossa consciência espiritual.
Quando todos os homens descobrirem em si mesmos a sua fulgurante identidade sideral, existente no profundo recesso do seu "ego", os seus esforços hão de convergir para a mesma Ventura, dispensando-se todas as religiões e doutrinas, que ainda discordam e separam, mas que serão desnecessárias depois que as criaturas comprovarem que são oriundas da mesma fonte criadora. Repetimos: não há alma absolutamente pervertida, pois, se assim fosse, justificar-se-ia a crença absurda e infantil no Diabo eterno! O mais execrável e cruel demónio das trevas, que puderdes conceber para o fundamento de nossas asserções mediúnicas, de modo algum poderá ser considerado eternamente maligno. Ele nunca poderia se libertar da divina centelha de luz, que também havia de pulsar na intimidade do seu ser e abalar a sua personalidade inferior forjada no tempo e no espaço. Em face do ritmo de ascensão sideral, que orienta implacavelmente o espírito para a luz, como base definitiva de sua consciência, o anjo gasta menos esforços para não prevaricar, do que as energias que o Diabo precisa despender para não se angelizar.
Assim como as almas benfeitoras, por qualquer descuido ou invigilância, podem entrar em contato com as zonas trevosas, os espíritos extremamente pervertidos também permanecem atentos e procuram endurecer os seus próprios ouvidos espirituais, a fim de não se deixarem vencer pela "voz silenciosa" que, no recesso de suas almas, os convida incessantemente para a gloriosa angelitude! Mesmo no âmago da alma extremamente perversa, a lâmpada divina permanece eternamente acesa, impedindo o completo domínio das Trevas! É por isso que os mais terríveis malfeitores do Além, terminam cedendo em sua rebeldia e crueldade, dobrando os joelhos, afogados pelos soluços de arrependimento, clamando por suas culpas e vencidos pela chama eterna do Espírito do Pai que, no âmago de suas almas, consegue atravessar as sombras espessas e mundificar-lhes a consciência para a realidade do espírito angélico.



Do livro: “A Sobrevivência do Espírito” Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento

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