Sabedoria Ramatis

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Alimentação Carnívora e o Vegetarianismo – lX parte











PERGUNTA: Na hora da desencarnação, a alimentação carnívora pode prejudicar o desprendimento do espírito?


RAMATÍS: A Lei é imutável em qualquer setor da vida; o êxito liberatório na desencarnação depende, acima de tudo, do tipo de vibrações boas ou más na hora em que o desencarnante é submetido à técnica espiritual desencarnatória. 
O perverso que se lançou num abismo de crueldade, na vida física, será sempre um campo de energias trevosas e impermeáveis à ação dos espíritos benéficos; mas o santo, que se dá todo em amor e serviço ao próximo, torna-se uma fonte receptiva de energias fulgentes, que lhe abrem clareiras para a ascensão radiosa. Justamente após o abandono do corpo físico é que o campo energético do perispírito revela, no Além, mais fortemente, o resultado do metabolismo astral que entreteve na Terra. Em conseqüência, o homem carnívoro embora evangelizado sempre há de se sentir mais imantado ao solo terráqueo do que o vegetariano que, além de ser espiritualizado, incorpore energias mais delicadas em seu veículo perispiritual. Reconhecemos que, enquanto o facínora vegetariano pode ser um oceano de trevas, o carnívoro evangelizado será um campo de Luz; no entanto, como a evolução induz à harmonia completa no conjunto psicofísico entre o homem carnívoro e o vegetariano, que cultuem os mesmos princípios de Jesus, o último sempre haverá de lograr mais êxito na sua desencarnação.
A ausência de carne no organismo livra-o do excesso de toxinas; na desencarnação, a alma se liberta, assim, de um corpo menos denso e menos intoxicado de albumina e uréia, que provocam sempre o abaixamento das vibrações do corpo etérico. 
O boi ou o porco entretêm a sua vida em região excessivamente degradante, cuja substância astral pode aderir à aura humana, não só retardando o dinamismo superior como ainda reduzindo a fluência das emoções angélicas.


PERGUNTA:  Porventura, o homem evangelizado, que se alimenta de carne, contraria ainda as disposições divinas? Não existem tantos vegetarianos de má conduta e até pervertidos?


RAMATÍS: — Não temos dúvida em afirmar que mais vale um carnívoro evangelizado do que um vegetariano anticrístico. Mas não estamos cogitando agora das qualidades espirituais que devem ser alcançados por todos os entes humanos, mas sim considerando se procede bem ou não a criatura evangelizada que ainda coopera para o progresso dos matadouros, charqueadas, frigoríficos ou matanças domésticas. 
A alma verdadeiramente evangelizada é plena de ternura, compassividade e amor; o espírito essencialmente angélico não se regozija em lamber os dedos impregnados da gordura do irmão inferior, nem se excita na volúpia digestiva do lombo de porco recheado ou da costela assada, com rodelas de limão por cima. É profundamente vergonhoso para o vosso mundo que o boi generoso, cuja vida é inteiramente sacrificada para o bem da humanidade e o prazer glutônico e carnívoro do homem, seja mais inteligente que ele em sua alimentação, que é exclusivamente vegetariana! Não se compreende como possa o homem julgar-se um ser adiantado ante o absurdo de que o animal irracional prefere alimento superior ao do seu próprio dono que é dotado do discernimento da razão!
Louvamos incondicionalmente o homem evangelizado, ainda
que carnívoro, mas o advertimos de que, enquanto mantiver no ventre um cemitério, há de ser sempre um escravo preso à roda das reencarnações retificadoras, até acertar as suas contas cármicas com a espécie animal! Se ele é um evangelizado, deve saber que o ato de sugar tutano de osso e devorar bifes o retém ainda bem próximo dos seus antepassados silvícolas, que se devoravam uns aos outros devido à sua profunda ignorância espiritual. 
A ingestão de vísceras cadavéricas e o ato de matar o irmão inferior tanto distanciam a fronteira entre o anjo e o homem, como agravam o fardo cármico para os futuros ajustes espirituais.


PERGUNTA:  Mas não estamos nos referindo à ação de matar, isto é, de tirar a vida, porquanto muitíssimas criaturas carnívoras, mas cuja bondade e piedade conhecemos, não são capazes de matar um simples inseto, quanto mais de destruir uma ave ou animal!


RAMATÍS: — Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave, como ainda não têm coragem para devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta... Aquele que mata o animal e o devora ainda pode ser menos culpado, porque assume em público a responsabilidade do seu ato. No entanto, o que não mata por piedade ou receio de remorso, mas devora gostosamente a carne do animal ou da ave trucidados por outros, age manhosamente perante Deus e a sua própria consciência. 
A piedade à distância não identifica o caráter bondoso, pois muita gente foge aflita, quando o cutelo fere o infeliz animal, mas retorna satisfeita logo que a panela pára de ferver e as vísceras se apresentam apetitosas. Isso lembra o clássico sábado de “Aleluia”, em que os fiéis se mantêm em estóico jejum de carne, na Quaresma preceituada pela Igreja, mas estão aguardando ansiosamente que o relógio marque o meio-dia, para então se atirarem famintos sobre os retalhos fumegantes, que se cozem na moderna panela de pressão! 
O homem “piedoso” que se recusa a assistir à matança do animal é quase sempre o mais exigente quanto ao assado e ao tempero destinado à carne sacrificada à distância.

(Origem: “Fisiologia Da Alma” – Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento)

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