Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PROFECIAS - TEMPOS ANUNCIADOS.




PERGUNTA: Consequentemente, os tempos que chegam, anunciados pelas profecias, já foram determinados de há muito?


RAMATÍS:  É claro que as profecias só podem ser baseadas em fatos que já estão previstos e determinados infalivelmente; os profetas não criam acontecimentos sob a sua imaginação, num determinismo todo pessoal; eles apenas os preveem na sua rota infalível e nos seus objetivos implacáveis.
A Terra, como já vos descrevemos, é o produto de um plano que foi elaborado há bilhões ou sextilhões de anos do vosso calendário e constitui mero detalhe, aliás insignificante, na execução do sistema de sóis e planetas que compõem as galáxias assinaladas pelos vossos cientistas. Os Engenheiros Siderais previram-lhe todos os desvios e modificações de eixo e de órbita e os seus necessários ajustes a cada movimento na pulsação do sistema solar. Outros Cooperadores Siderais anotaram-lhe as transformações geológicas e climatéricas, as épocas de repouso e de atividades da matéria planetária.
A vida sempre se reorganiza novamente, após as grandes comoções do orbe, a fim de se apresentarem novas oportunidades, mais eficazes, para o adiantamento das almas, que também pressentem a proximidade dos eventos importantes.
Todas as excitações magnéticas e influências astronómicas e astrológicas, inclusive a carga humana que o vosso orbe deverá transportar como comboio evolucionário, em torno do Sol, já foram objeto de estudos e estão habilmente previstas no plano dos Instrutores Siderais, cujo conhecimento ultrapassa o mais genial pensamento humano. Nenhuma surpresa será verificada nesse mecanismo de rigorosa exatidão. Mesmo os Espíritos refratários, que deverão emigrar para outros mundos, já se encontram arrolados na massa "psíquica" que apresentará insuficiência para a reencarnação no terceiro milénio.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

“NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON”




PERGUNTA: - Qual é o sentido e a ação da lei, em relação ao conceito evangélico de Jesus que assim enuncia: "Não se pode servir a Deus e a Mamon"?

RAMATÍS:  Apesar da existência de uma só Unidade Divina, ou seja, a Suprema Lei do Universo, que governa e disciplina os fenômenos da vida espiritual e física, o espírito do homem parte da dualidade, ou do contraste, para, então, se ajustar  conscientemente ao monismo de Deus. Ele desperta a sua consciência individual percorrendo a senda da evolução espiritual, baseado no conhecimento e domínio das formas, mas sempre balizado pelo dualismo das margens opostas. A sua noção de existir, como alguém destacado no seio da Divindade, firma-se, pouco a pouco, nas convenções de positivo e negativo, branco e preto, sadio e enfermo, masculino e feminino, direito e torto, acerto e erro, virtude e pecado. É a chamada lei dos contrários, tão aceita pelos hermetistas. 
Conforme já explicamos alhures, embora Jesus tenha firmado os seus ensinamentos evangélicos nos acontecimentos e nas configurações físicas da vivência humana, em suas parábolas oculta-se a síntese das leis eternas que disciplinam criativamente o Cosmo. Assim, no enunciado evangélico de que "Não se pode servir a Deus e a Mamon", Jesus expressa, intencionalmente, nesse contraste, as leis que regem ambos os mundos espiritual e material.  
O reino de Deus, configurando que a verdadeira vida do espírito imortal é uma resultante do mundo material e se rege por outras leis infinitas e imutáveis; apesar do dualismo, pela unidade.  
O homem consegue a libertação vivendo na matéria, conforme as leis espirituais expressas por Jesus em sua romagem terrena. É matriz original, que plasma o cenário de formas do mundo de Mamon, como um invólucro exterior, mas provisório e conhecido como Universo físico, o qual se constitui por galáxias, constelações, astros, planetas, satélites e asteróides. É o palco educativo, para os espíritos virgens, simples e ignorantes modelarem e organizarem a sua consciência individual, até possuírem a noção de existir no seio de Deus.

sábado, 26 de dezembro de 2015

JESUS MENINO, UM DEUSINHO CRIADOR...




PERGUNTA:  Embora já tenhamos sido notificados de algumas distrações do menino Jesus, gostaríamos de saber quais foram os brinquedos e os folguedos que ele mais preferiu durante sua infância.

RAMATíS:  O menino Jesus, como espírito de elevada estirpe sideral, aprendia com extrema facilidade qualquer iniciativa do seu povo, enquanto era o mais exímio oleiro da redondeza, conhecido entre as crianças do seu tempo. Destro no fabricar animais e aves de barro, às vezes devotava-se com tal ânimo e perícia criadora a essa arte infantil, que os produtos saídos de suas mãos arrancavam exclamações de espanto e admiração dos próprios adultos! — Parecem vivos! — diziam os mais entusiastas, tomados de profundo assombro. Sob seus dedos ágeis e delicados, o barro amorfo despertava como se lhe fora dado um sopro de vida! Jamais os seus contemporâneos percebiam que ali se achava o anjo exilado na carne sublimando as substâncias do mundo material em figuras de contornos poéticos e atraentes. 
Os pequeninos comparsas rodeavam Jesus, atentos e espantadiços da rapidez com que ele transformava um punhado de barro argiloso na figura esbelta de uma ave ou animal, que só faltavam falar num movimento impulsivo de vida! Depois, eles corriam céleres, para casa, agitando em suas mãos as figuras confeccionadas por Jesus, que então ria, feliz, como um príncipe dadivoso!
Naquela época a escultura de barro era inferior, feita as pressas e de caráter exclusivamente comercial, somente de enfeite nos lares mais pobres, porquanto as obras de arte de natureza mais fina provinham do Egito, da índia e de Tiro, a pedido de romanos e hebreus ricos. As mãos do menino Jesus davam um toque de tal beleza e meiguice nos seus produtos esculturais, o que era fruto de sua inspiração angélica ainda incompreensível, que os artesãos mais primorosos não temiam de colocá-los a par das ourivesarias mais finas e de bom gosto. Durante o seu trabalho de arte na argila, Jesus mostrava-se sério e compenetrado, os lábios contraídos e um vinco de alta inspiração cruzava-lhe a fronte angélica até o término do seu trabalho. Quando se dava por satisfeito e finalizava sua obra, a sua fisionomia se desafogava e seu rosto abria-se numa expressão da mais infantil alegria! No entanto, depois desse labor, jamais ele se ligava à sua obra, nem se preocupava com o seu valor ou posse; o que saía de suas mãos já não lhe pertencia e o dava facilmente ao primeiro que o pedisse! Menino ainda, já revelava a contextura do Mestre, que mais tarde recomendaria: "Não queirais entesourar para vós tesouros na terra; onde a ferrugem e a traça os consome; e onde os ladrões os desenterram, e roubam. Mas entesourai para vós tesouros no céu, onde não os consome a ferrugem nem a traça, e onde os ladrões não os desenterram nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração" (4). Mas ele também se entregava às brincadeiras comuns da época, como o jogo de bolas de pano e de barro, que eram atiradas sobre obstáculos de madeira, derrubando-os; às travessuras com cães, cabritos e cordeiros, ou à construção de diques e lagos artificiais, cujas barcas de pesca ele as construía de gravetos e restos de madeira sobejados da carpintaria de José; e os guarnecia de remos feitos de palitos de cedro. As velas dos barquinhos, enfunadas, traíam a contribuição de Maria, com retalhos de linho e algodão de suas costuras. As frotas de galeras romanas então navegavam nas enseadas de água suja, para gáudio da gurizada sempre atenta às iniciativas e surpresas do menino Jesus, cujo espírito enciclopédico jamais encontrava dificuldades para sair se bem de suas empreitadas infantis.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

MARIA E O NASCIMENTO DE JESUS



PERGUNTA:  Reza a tradição bíblica que um anjo visitou Maria e anunciou-lhe que ela casaria com um homem da linhagem de Davi; e conceberia um filho varão destinado a salvar o mundo. Que dizeis sobre essa tradição religiosa?


RAMATíS:  Maria contava 15 anos de idade quando seus pais, Joaquim e Ana, faleceram, com alguns meses de diferença entre os óbitos. Foi então acolhida por Sünão e Eleazar, parentes de seu pai, que a encaminharam para o grupo das Virgens de Sião, no templo de Jerusalém. Ali permaneceu cerca de dois anos, onde se dedicava a trabalhos tais como a confecção de túnicas de seda para as moças, mantos para os sacerdotes, ornamentos, enxovais e pequenos tapetes de veludo e de lã para as cerimônias religiosas. Além disso, tocava citara e cantava os salmos de Davi, em. coro com as demais jovens.
Era uma jovem de raríssima beleza e avançada sensibilidade psíquica na época. Espírito dócil, "todo ternura e benevolência, fortaleceu a sua juventude no ambiente monástico do templo, sem rebeldia ou problemas emotivos, no qual ainda mais aprimorou o seu alto dom mediúnico. Desde menina tinha visões espirituais, reconhecendo velhos parentes desencarnados e depois os seus próprios pais, que lhe apareciam de modo surpreendente. Em sonhos eles diziam-lhe que ela ainda seria rainha do mundo, como a mediadora consagrada para um elevado anjo em missão junto aos homens.
Em sua consciência física, Maria desconhecia que também era entidade de condição angélica; e quando identificava pela sua vidência, uma belíssima criatura, ela supunha tratar-se do "anjo de guarda", porque ele se assemelhava, fisionomicamente, às velhas holografias dos anjos da tradição hebraica. Não conseguia explicar satisfatoriamente aos seus familiares e amigos os fenômenos incomuns que se davam consigo, mas afirmava sempre que o seu anjo de guarda não só a visitava cm sonhos, mas também em estado de vigília, ministrando-lhe conselhos e orientações para o futuro. Quando José, viúvo, embora mais velho e pai de cinco filhos, a pediu para esposa, ela aceitou-o imediatamente, sem mesmo refletir, explicando que há muito tempo o seu anjo tutelar lhe havia aconselhado tal esponsalício com um homem bem mais idoso e viúvo.

domingo, 20 de dezembro de 2015

OS EFEITOS DA PRECE SINCERA E FERVOROSA.



PERGUNTA:  Conforme vossas ponderações, concluímos que a prece, tanto quanto seja mais pura e sublime, ela é "menos defensiva" para o corpo físico, embora de maior eficiência para o espírito. Não é assim?



RAMATÍS:  Durante a prece sincera e fervorosa, o espírito libera-se com mais facilidade do corpo físico, pois vive em tal momento, num estado de "fuga vibratória", que lhe faz sentir algo de sua verdadeira vida além da matéria. Nesse instante de pausa espiritual, o organismo de carne quase que pulsa exclusivamente sob o comando da vida animal. Aliás, o conceito moderno de Ciência é de que a matéria é um aglomerado de "energia condensada" ou de "energia concentrada", a qual se libera e retoma à sua fonte primitiva depois da desintegração dos objetos ou da morte do corpo carnal. É óbvio, portanto, que a oração, como um processo dinamizador, beneficia o campo energético mental e astral do ser, facultando ao espírito maior liberdade de ação. 
Embora a prece não proporcione absoluta proteção ao corpo físico contra as hostilidades do meio onde ele se manifesta, pelo menos dinamiza o seu energismo insuflando novos estímulos de vitalidade espiritual na organização humana. A frequência vibratória superior conseguida pelo recurso da prece no energismo do corpo físico, também assegura melhores relações e mais harmonia no metabolismo atômico das comunidades celulares. E disto resultam condições mais favoráveis para a atividade e equilíbrio do sistema nervoso e endocrínico, como principais responsáveis pela estabilidade orgânica da saúde do homem.
É de senso comum que a ausência de preocupações graves ou de circunstâncias dolorosas alivia a mente e afrouxa o sistema nervoso. Como decorrência, a prece é excelente recurso terapêutico para o homem, porque a sua dinâmica liberta o espírito das

contingências materiais, proporcionando momentos de paz e de agradável alívio corporal. 
O ser não só se reanima em espírito como estabelece melhores condições para a atividade fisiológica corporal nessa louvável vivência angélica. Deste modo, indiretamente, a oração também é útil ao corpo físico porque lhe concentra valiosas forças espirituais e o defende contra as vibrações inferiores projetadas por outras mentes mal-intencionadas. A oração é uma espécie de sentinela vigilante contra as influências espirituais nocivas porque pecaminosas, pois a prece aquieta os impulsos inferiores e evita as explosões de ódio, orgulho, ciúme, ira ou inveja.
O psiquismo transtornado produz cargas emotivas daninhas porque semeia choques destrutivos na contextura delicada das células nervosas e conseqüente perturbação do organismo físico. Em cada órgão do corpo humano repercute a carga "psicodinâmica" que for emitida pela mente, que acelera, retarda e até paralisa a função orgânica, pois age em perfeita sintonia com a força do impacto favorável ou desfavorável. A harmonia magnético-vital que assegura a saúde corporal depende principalmente do seu estado de espírito. Cada homem vive, alimenta e incorpora em si mesmo a bagagem das suas emoções psíquicas.
A prece sincera e pura funciona sempre como excelente dissociador das "formaspensamentos" indesejáveis, aderidas ao halo mental do homem, pois é poderoso instrumento que purifica a mente intoxicada e desoprime o sistema cérebro-espinhal.
O ódio, a raiva, o ciúme, o orgulho, a inveja, a avareza, a cobiça ou a crueldade são estados negativos de espírito, que produzem "formas-pensamentos" enfermiças, pois causam alteração dos hormônios endocrínicos, contraem a vesícula e o duodeno, atrofiam o cólon intestinal pelos espasmos indisciplinados e produzem a congestão hepática pelo afogueamento cardíaco ou retardamento circulatório sanguíneo. No entanto, a oração, harmonizando o campo mental e magnético do homem, acelera o poder defensivo das bactérias, ativa os processos imunológicos e vitaliza os agentes defensivos contra os surtos epidêmicos, assim como desafoga o curso dos hormônios responsáveis pela edificação celular. Os médicos futuros, depois que se aprofundarem no estudo do problema complexo das doenças do século, terão de aceitar a oração como recurso de eficiência positiva para auxiliar a manutenção psicofísica do homem. No enfermo que ora contrito, a força e a sublimidade da prece cicatrizam mais breve as suas feridas, aceleram a sua convalescença e defende-o contra a infecção após as intervenções cirúrgicas.  
Durante a oração os enfermos retidos no leito suavizam suas amarguras, suportam com muito estoicismo os sofrimentos redentores, e até esquecem as reminiscências trágicas ou dramáticas do pretérito, sobrepondo-se, tranqüilos, às coisas do mundo transitório. Considerando-se que o corpo de carne é o prolongamento do conjunto mental, astral e etérico do perispírito imortal, é evidente que as suas células fatigadas também se restauram com facilidade sob o influxo das energias espirituais convocadas pela prece.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

UMBANDA – “GIRA DE CARIDADE”




PERGUNTA:  O que os umbandistas chamam de "gira da caridade", seja de caboclos ou pretos velhos, nos parece algo indisciplinado, uma algazarra. Cada entidade "incorporada" ou cada médium trabalhando a seu modo, não existindo uma padronização no tipo de atendimento ou consulta. O que tendes a dizer a respeito?

VOVÓ MARIA CONGA:  Não é nenhum tipo de padronização que garantirá a curadora assistência espiritual aos consulentes. Gestos diferentes, um tipo de benzedura aqui, um passe localizado ali, uma maceração de erva lá, um assobio ou sopro acolá, todos são recursos de cura utilizados. Ao contrário das impressões deixadas nos apressados olhos humanos, a disciplina é enorme e rígida, existindo forte amparo astral, hierarquizado nas casas sérias e moralizadas, embora cada entidade tenha a sua liberdade de manifestação na prática que lhe é mais peculiar, e nessa aparente algazarra e burburinho vão os homens se modificando para melhor e todos continuam evoluindo juntos, tanto na carne como no Plano Astral.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A BELEZA NOS DIVERSOS REINOS DA NATUREZA.



PERGUNTA:  Supomos que não existem fronteiras, ou linha divisória definida, entre os diversos reinos da natureza; não é assim?

RAMATÍS:  Há uma incessante e sucessiva evolução do reino mineral até o reino hominal. Em cada reino observamos uma graduação que vai do mais simples ao mais complexo; do menos organizado ao mais organizado; do menos sensível ao mais sensível, demonstrando os diversos graus evolutivos e a passagem gradativa de um a outro reino. 
Sem qualquer foro de romantismo, lembramos que sempre há um vínculo oculto e transcendente, que atua na intimidade da vida, com a finalidade de dirigir as forças criativas embelezando e aperfeiçoando todas as manifestações e expressões do Universo. 
Assim, a beleza da cor encontrada na forma das pedras preciosas, como safira, esmeralda, ametista, rubi ou topázio, após a longa experimentação da consciência psíquica no reino mineral, evolui manifestando-se mais livre na variedade caleidoscópica dos incontáveis tipos de flores. E as flores, vivas e perfumadas, a bailar nas hastes dos vegetais, lembram pedras preciosas irrequietas. Mas ainda parece ocorrer novo triunfo da natureza, quando as irisadas borboletas, em jubilosa liberdade, simbolizam as próprias flores desobrigadas da limitação das hastes dos vegetais.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O MEDIUNISMO E O SURGIMENTO DA TELA BÚDICA.


PERGUNTA: Conforme vossas afirmações, "os corpos astrais que estavam formados começaram a ter rupturas nas telas etéricas pelo uso indiscriminado da magia negativa, distorcendo as leis de harmonia cósmica"; pedimos maiores considerações. O que é uma tela etérica?


RAMATÍS:  A tela etérica é muito conhecida pelos ocultistas. No meio esotérico orientalista, denomina-se tela búdica, o que gera algumas confusões no Ocidente, uma vez que não tem nada a ver com o corpo búdico. Podeis entender a tela etérica como uma camada protetora de partículas subatômicas entre o duplo etérico e o corpo astral, resguardando a livre comunicação entre os planos físico e astral. 
É importante lembrarmos a composição do organismo etéreo-físico e suas camadas por densidade. O corpo físico e o duplo etérico são formados por sete camadas diferentes, todas de matéria densa do plano físico. Esses extratos energéticos são os seguintes: sólido, líquido, gasoso, no físico denso; e éter químico, éter refletor, éter luminoso e éter vital, no etérico. Quando há o desencarne, a parte sólida demora mais para se desintegrar do que as demais camadas, que se desconectam do invólucro carnal e podem ficar vagueando como cascões na crosta. Quanto mais animalizado o espírito que animou o vaso carnal, tão mais assediado serão seus restos cadavéricos pelos vampiros vivos do além-túmulo. 
Há de se esclarecer que a tela etérica existe entre o final do nível gasoso do físico denso e o início do éter refletor, do etérico, a quarta camada energética. É um entrelaçamento de tênues fios energéticos, como se fosse uma cerca eletromagnética que filtra percepções do plano astral para os sentidos ordinários do médium. Existem ainda os casos de ruptura traumática, como de ira extrema, intoxicação por drogas e alcoolismo.  
Quando o mago utiliza magia em proveito próprio, distorcendo o livre-arbítrio e o merecimento da coletividade que o cerca, polariza grosseiramente em seu organismo etérico, enquanto condensador energético e polo de imantação, as vibrações das linhas de força astrais negativas, o que gera espaçamentos, rompendo essa tela protetora, ocasionando pesado carma para si, que terá de ser resgatado no futuro. Isso ocorre com freqüência com sacerdotes que tiveram iniciação com sangue colocado no coronário e espalhado pelo corpo, ocasiões em que há detonação etérea da tela etérica, como explosões em um campo minado. É óbvio que se abre o mundo invisível, acorrendo plêiade de espíritos das organizações trevosas, sequiosos da manutenção de mais um canal vivo entre os homens, perpetuando os sacrifícios ritualísticos que fornecem as energias que os mantêm nas esferas umbralinas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

TELA ETÉRICA E CARNIVORISMO – QUAL SUA LIGAÇÃO COM AS LEGIÕES TREVOSAS DO UMBRAL.





PERGUNTA:  A tela etérica sempre existiu? Como ocorreu seu surgimento e qual a relação com o mediunismo?



RAMATÍS:  Houve uma época em que as percepções do plano astral eram abertas. Não havia necessidade de nenhum limitador nem de barreira de proteção. Confundiam-se os planos vibratórios, e o intercâmbio era livre, fruto da capacidade psíquica e anímica dos primeiros habitantes do orbe que vieram de outros planetas para conduzir a evolução da Terra e seus futuros habitantes. Não havia mortes abruptas, e os seres eram exclusivamente vegetarianos. Depois que as primeiras transmigrações de exilados de outros orbes foram acomodadas nas zonas umbralinas, iniciou-se a reencarnação desses espíritos rebeldes. A partir de então, a alimentação passou a ser carnívora, e teve início o terrível flagelo das coletividades que paira até os dias hodiernos. Com a interferência das várias espécies nos ciclos de vida, pela mortandade dos irmãos menores do orbe, juntamente com o adensamento do duplo etérico dos encarnados, decorrente dos eflúvios densos das emanações pútridas da digestão de carnes, qual pneumático inflado demais, alteraram-se violentamente as percepções sensoriais e a visão que tinham os humanos dos excelsos seres e dirigentes planetários, já que as hostes umbralinas se fortalecerem. 
O carnivorismo forneceu o meio energético necessário e as condições propícias à sintonia com as organizações trevosas do Umbral inferior que foram trazidas de outros orbes. Iniciou-se a vampirização em massa dos encarnados, e os aspectos benfeitores que preponderavam no intercâmbio com o Astral superior ficaram prejudicados, levando à necessidade de "frenar", por meio de uma malha magnética, o plano malévolo de entidades imorais e endurecidas no ódio. A partir de então, precisou-se criar uma tela de proteção para os futuros reencarnantes. Então, os engenheiros siderais, responsáveis pela genética etérica dos corpos físicos, planejaram e implantaram essa barreira de proteção, visando a restabelecer o equilíbrio com o plano oculto. Assim se vedou a comunicação nefasta com o plano astral inferior e se estancou o ataque das comunidades raivosas do Além, que se encontravam revoltadas pelo exílio planetário imposto.  Obviamente, a tela etérica não se mostrou inexpugnável, e a partir de então se instalou o mediunismo, em maior ou menor grau, dependendo da ruptura pelo uso indiscriminado de magia negativa e sacrifícios animais.

sábado, 12 de dezembro de 2015

COMUNIDADES DO UMBRAL INFERIOR – “PESO” VIBRATÓRIO.


PERGUNTA: De que maneira as comunidades do Umbral inferior se fortaleceram, e como o "peso" vibratório repercutiu no planeta na forma de cataclismos, como na época atlante?

RAMATÍS:  As repercussões na crosta, pelo desnível energético entre as comunidades habitantes do Umbral inferior, continuam a existir até os dias hodiernos e tendem a se intensificar.
Quando se instala o desequilíbrio, como em uma grande metrópole da crosta, centro de uma inundação que ceifa centenas de vidas numa coletividade de milhões de viventes, algo há de correspondência vibratória que busca a harmonia, desde que não haja injustiças no Cosmo.
Observai que ocorreu recentemente em vosso orbe uma catástrofe sem precedentes envolvendo o elemento água, [2] higienizador por natureza, símbolo do meio magnético necessário para separar comunidades entre vivos e "mortos" que se alimentam reciprocamente como vampiros sedentos por sacrifícios ritualísticos sanguinolentos. 
[2] Referência à cidade norte-americana de Nova Orleans, localizada no Estado de Louisiana, recentemente devastada pelo furacão Katrina. 
Uma expressão religiosa popular, em que são incorporados aspectos do ritual católicoromano, bem como elementos religiosos e mágicos africanos distorcidos, trazidos pelos escravos da etnia gege, entre outras: entidades comunicam-se com os fiéis e se apossam dos médiuns durante cerimônias rituais. A presença do ser extracorpóreo é revelada por um estado de transe numa dança estilizada que envolve cantos, toque de tambores, danças, preces, preparo de alimentos e sacrifício ritual de animais.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A MENTE DIVINA




PERGUNTA: Qual a ideia aproximada, embora vaga, que poderíeis transmitir-nos, sobre a Mente Divina?

RAMATÍS:  Formai a ideia de que Deus possui na sua Mente os moldes preexistentes, ou os negativos etéricos, os registros "akhásicos", reproduzidos no éter-refletor da Memória Cósmica. Como Deus é eterno, sem começo nem fim, sem passado ou futuro, é um Pensamento Original, perene, imutável e uníssono, de tudo que existe. Em si mesmo há o negativo e o positivo da Criação, o Espírito e a Forma. Não há modificação naquilo que é imutável e perfeito! Só existe um Deus, que não pode ser comparado a alguém ou a qualquer outra coisa fora dele, o que implicaria na existência de outro Deus. Em Deus, nada pode ser medido, comparado ou avaliado, porque essas medidas e comparações seriam dele mesmo, sobre ele mesmo. Ninguém pode descrever Deus, porque é impossível à parte descrever o todo, que ultrapassa a si mesma. A visão panorâmica do Criador só ele mesmo a possui e não o homem, que é simples detalhe analítico e um produto da Criação. 
Quem pudesse descrever Deus em sua absoluta Realidade, seria tão grande quanto ele, e ainda mais poderoso, uma vez que pudesse situá-lo fora de sua própria ação infinita, o que o próprio Deus ainda não pôde conseguir! Considerando que o espírito humano (ver o diagrama anexo) seja um círculo que cresce tanto quanto o homem evolui em consciência, Deus representa os raios que partem do centro desse círculo para o Infinito, em todas as direções. Embora o círculo cresça indefinidamente na eternidade, nunca poderá alcançar os raios que lhe ultrapassam continuamente o limite circular.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

DESREGRAMENTO SEXUAL – FUTURAS ENCARNAÇÕES.



PERGUNTA: Que acontece ao homem extremamente luxurioso, em sua nova encarnação, por efeito de sua vida demasiadamente lasciva e dos prejuízos que semeou truncando sonhos, destinos e infelicitando mulheres?

RAMATIS: Caso se trate de entidade extremamente pecadora pelo excesso de lubricidade, cujo perispírito vibra na faixa do descontrole emocional, e sob o domínio do combustível inferior da animalidade lasciva, há de modelar, na próxima existência física, um tipo desbragado nos diversos sentidos em que essa energia predominante inferior deve atuar na sua modulação carnal. Comumente, fere não só o campo cérebro-perispiritual; modifica as linhas de forças construtoras da fisionomia humana, e produz tão grave vulnerabilidade psicofísica, que os demais vícios ou delinquências menores existentes na intimidade do reencarnado, e menos ofensivos, terminam também se dinamizando.
Impõem a sua influência na formação anômala, desde o campo neurológico até o sistema reprodutor, produzindo-se um tipo de aspecto predominantemente luxurioso, mas débil, perigoso ou psicopata, pela característica de maldade e impiedade, na infelicitação de mulheres vítimas de sua sanha erótica. É agravado ainda pela impotência e esterilidade, proteção da Lei para evitar a continuidade de um binômio perispiritual e físico tão indesejável. Descontrolado pela sexualidade, extravasando por todos os poros do corpo, mas impotente e com dificuldades motrizes, é a criatura obscena, cuja fisionomia mais parece a tela cinematográfica projetando os "facies" dos animais mais afins da luxúria do pernicioso residual do perispírito, na própria tortura de não lograr a satisfação sexual, na compensação obscena e na incessante irritação e atividade neuromuscular, cansando a mente, levando-o ao delírio e, depois, prostrando-o numa fadiga delirante! ... No monturo de carne deformada pela configuração grotesca, no aspecto repulsivo, chocante e agressivamente sexual, jaz a figura do famigerado "don juan", desencaminhador de donzelas incautas, o conquistador de moçoilas tolas, inexperientes e apaixonadas facilmente pelas promessas e mistificações, afogado no próprio fluido de sua atividade anterior, extremamente irresponsável.
Sem dúvida, é extensa a gama de comprometimentos e reparações no campo de qualquer ação culposa ou dolosa, que deve sofrer para se redimir qualquer espírito delinquente, agravando-lhe a situação pelas demais atividades complementares e contrárias ao bem, resultantes do sentimento fundamental. No caso extremo do tarado sexual, agrava-se sua situação retificadora, quando, no exercício de sua atividade ilegal, ainda deu vazão a outros sentimentos como ódio, avareza, gula, alcoolismo, toxicomania, ciúme, ira ou astúcia. O cortejo de energias mobilizadas do mundo animal, termina decorando-lhe a figura semi-humana na próxima encarnação, de modo a eclodir através do perispírito sacrificado e fluir para o meio ambiente até o derradeiro alívio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

PRAZERES TRANSITÓRIOS






PERGUNTA:  Porventura, a prostituição oficializada, sob regime disciplinar e, principalmente, vigiada pela saúde pública, não ofereceria melhor contribuição para diminuir tantos acontecimentos degradantes como estupros, "curras" e a facilidade com que os prostíbulos recebem novos acréscimos incessantemente, na figura das jovens inexperientes e entontecidas pelos maus cidadãos ou pelas ilusões?



RAMATÍS:  O problema é mais de esclarecimento espiritual, definição correta dos motivos e objetivos do metabolismo sexual, demonstração convincente e clara da função do espírito encarnado e dos motivos superiores de sua vida, num esforço de incessante libertação do instinto animal. Enquanto o homem ainda buscar prazeres nas coisas transitórias, efêmeras e até enfermiças, invertendo os valores espirituais no culto decepcionante da carne, não é o prostíbulo estatal ou federal, sob rigorosa assepsia, que irá solucionar um problema milenar, a desafiar as mais abalizadas e prósperas culturas do mundo para uma solução lógica e sensata.

A HIGIENIZAÇÃO DA TERRA.


PERGUNTA: A higienização da Terra e a deliberação do Alto no sentido de melhorar o seu clima, para redução das enfermidades, deixa-nos a idéia de que a felicidade vai ser qualidade intrínseca do mundo físico. Não será assim? A nossa principal tendência espiritual não deveria ser no sentido de nos libertarmos da matéria, em lugar de pensar em felicidade neste mundo?

RAMATÍS:  A criança não deve abandonar o curso primário, antes que tenha aprendido as primeiras letras; o estudante criterioso não deixa o seu ginásio, nem o acadêmico a sua faculdade, antes de conhecer perfeitamente as matérias que lhe servirão de base para o exercício da futura profissão na sociedade. E esse aprendizado se faz por escalas, cada vez mais estéticas e progressistas; há profunda diferença entre o ambiente do curso primário, da palmatória, e o da academia, onde os jovens alunos trocam ideias com os seus professores. É óbvio que a cartilha do mestre-escola não serve para explicar a fisiologia do corpo ou a origem do direito humano. O padrão pedagógico e a estatura orientadora do catedrático modificam-se em conformidade com o ambiente e o alcance intelectual dos alunos. Mas, embora os discípulos tenham por exclusivo objetivo libertarem-se da escola e expandir a sua capacidade no meio profano, não pensam em fugir dela, mas sim na compreensão exata das lições que lhes são ministradas sob graduação cada vez mais alta.
A Terra, portanto, significa o curso primário que até o momento vos tem servido para o aprendizado do alfabeto celestial; no entanto, ao ser promovida para função superior, exige novo programa didático mais harmonioso e artístico, para atender aos discípulos aprovados no exame do "juízo final" e que, após o diploma da Bondade e Amor, buscam aperfeiçoar-se no curso do desenvolvimento da vontade para as tarefas criadoras do porvir!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

"CEIA DE NATAL"


LUXÚRIA - COLHEITA CONFORME O PLANTIO





PERGUNTA:  Considerando-se que a luxúria é um dos "sete pecados capitais", toda mulher prostituta ou homem pervertido na esfera do sexo há de sofrer na próxima encarnação, as piores consequências de sua imprudência?

RAMATÍS: Conforme já vo-lo dissemos alhures, em breve exemplo, o homem que se suicida por enforcamento ou pela bala escaldante rompendo-lhe o crânio, há de renascer de acordo com o delito praticado em si mesmo com problemas mentais, surdo-mudo e giboso, atravessando a existência infelicitado pela corcunda, ou sem ouvir e falar, ou segregado num hospício. Mas, tudo isso acontece, não em consequência de punição pela Lei, porém, por efeito de serem atos irregulares, violentos e contrários à técnica criativa fundamental, pois, o espasmo derradeiro do homem pendurado na forca repuxa e atrofia o tecido supermagnético do perispírito, formando o molde defeituoso para plasmar ou materializar um novo corpo na próxima encarnação. E quanto ao surdo-mudo, ele fere, com a bala suicida, os delicados neurônios etéreos do perispírito relativos à cerebração, matriz de todos os cérebros físicos usados nas diversas encarnações terrenas, dificultando a confecção perfeita dessa zona de transmissão da mente e da vontade para o organismo carnal. 
O mesmo ocorre a qualquer outra anomalia praticada pelo espírito num momento de imprudência ou viciação, no decorrer de sua existência física, resultando efeitos semelhantes por se gerarem de causas semelhantes. Eis o motivo por que os toxicômanos, ao entorpecerem ou desregularizarem seu cérebro pela ação de psicofármacos, retomam à carne, em nova existência, com distúrbios psíquicos de uma cronicidade imodificável no cenário físico na Terra, sob a figura infeliz dos aparvalhados, excepcionais, epiléticos, esquizofrênicos, com baixo nível de consciência e deficiências motrizes, capengando com um esgar circense, na reprodução dos efeitos do tóxico, o qual, no pretérito, era tão-somente a fuga da responsabilidade da vida ou da tentativa inútil de usufruí-la. 
Mas, não existindo, por parte do Criador, os extremismos absolutos nos ciclos da vida, em qualquer setor do Universo e na intimidade dos seres, a colheita cármica é, rigorosamente, o fruto de um conjunto de dados causais ou premissas lógicas para soluções sensatas. Os  espíritos viciados ou toxicômanos devem colher, em encarnações futuras, os efeitos dessa imprudência, e terão em outra vida a doença exatamente conforme o tipo do psicotrópico a que se viciaram, o tempo do seu uso, a fuga deliberada das responsabilidades da vida em comum na coletividade, a falta de cumprimento de promessas antes de se reencarnarem, o ludíbrio e o sofrimento dos pais e da parentela onerada pelas tropelias, delinquência ou simples gazeio da aula física de conteúdo espiritual. 
Da mesma forma, os espíritos de homens cuja ação sexual consiste em seduzir mulheres desavisadas da realidade espiritual, abandoná-las ou enganá-las sem propósitos benfeitores, mas apenas para satisfação egoísta, devem sofrer, na própria carne futura, os efeitos milimetrados pela Lei do Carma, num planejamento tão determinista ou liberal na vivência futura carnal, conforme o grau dos males e das causas ruins que mobilizou anteriormente, ou de sua evolução no serviço de causas nobres, consequência de aprimoramento espiritual.

domingo, 6 de dezembro de 2015

“VETERANOS E CALOUROS”



PERGUNTA:  Então, podemos pressupor os espíritos satanizados como sendo os calouros que se reencarnam no cenário terreno, para substituir os veteranos cristãos, em vias de partida?


RAMATÍS:  Acompanhando o vosso simbolismo, diremos que os veteranos são os da "direita" do Cristo, enquanto que os calouros, espiritualmente imaturos, formam quase sempre a "esquerda" crística e só podem atuar nos cenários dos mundos primitivos, onde o ambiente é capaz de suportar-lhes o egoísmo próprio de atores imperfeitos e que estão fascinados pelo orgulho dos êxitos prematuros.


PERGUNTA;  Por que motivo os Mentores Espirituais consentem na promiscuidade entre espíritos bons e espíritos satanizados, permitindo que estes reencarnem entre aqueles, que já se devotam à sua regeneração espiritual? Essa promiscuidade não dificulta a ascensão dos bem intencionados?


RAMATÍS:  Embora a semeadura seja livre e a colheita obrigatória, é ainda Jesus quem nos adverte: "E nenhuma das minhas ovelhas se perderá". Os espíritos rebeldes, vingativos e obstinadamente adversos ao Cristo (que simbolizam o Satanás bíblico) são também vossos irmãos, porque filhos do mesmo Deus! Os mesmos carinhos e oportunidades de que já gozastes nos evos findos, eles também os merecem, ante a lei de igualdade e de justiça do Criador! Quando renascem no mundo material, o seu psiquismo é subjugado pela carne, e daí viverem para a satisfação exclusiva de seus próprios interesses, não cedendo um só milímetro a favor do próximo. O absurdo, para eles, é conceito de genialidade e a estultícia, em seus agrupamentos, é levada à conta de excentricidade. Mas o Senhor da Vida não os abandona à sua incúria e insensatez, assim como não vos abandonou, também, no passado, quando éreis semelhantes a eles. Após um longo hiato contemporizador, que é uma espera da eclosão natural dos estigmas psíquicos, esses seres diabólicos são conduzidos à compreensão moral superior que lhes inspiram os servidores do Cristo. As almas angelicais são produtos do serviço sacrificial prestado às almas satanizadas; a glória de Francisco de Assis, a tenacidade de Paulo de Tarso e a santidade dos apóstolos são resultantes dos ensejes que para isso os seus próprios verdugos lhes proporcionaram nas vidas imoladas a Jesus! O adversário mais feroz pode ser a moldura viva da alma santificada!

sábado, 5 de dezembro de 2015

O QUE É ARUANDA





No dicionário da língua portuguesa encontramos a seguinte definição para o termo aruanda: "céu onde vivem os orixás e entidades afins".
Como os orixás são emanações do Todo cósmico, aspectos peculiares da Divindade Una que se manifestam em nosso Universo por sutis vibrações, sendo imanentes e onipresentes aos planos dimensionais do Cosmo e aos seres vivos que neles habitam, logicamente não são consciências individualizadas. Não habitam nenhum corpo sutil e muito menos incorporam, por serem vibrações manifestadas diretamente do "hálito" de Deus, sendo a imanência e a onipresença "qualidades" particulares do Divino.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A MÚSICA NOS TRABALHOS MEDIÚNICOS DE EFEITOS FÍSICOS.



PERGUNTA:  Aliás, os trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, ainda são raros, mesmo no Brasil, onde o Espiritismo e todos os seus fenômenos estão mais divulgados do que nos outros países. Em tais condições, o campo da música aplicada ou entrosada em tais trabalhos é muito restrito. Que vos parece?



RAMATÍS Efetivamente, se considerardes apenas o hoje, a música conjugada à fenomenologia espírita ainda está circunscrita a um campo bastante limitado. Porém, nós, do "lado de cá", dispomos de uma visão mais ampla, que não se restringe a fixar apenas as contingências do presente. Em alguns casos conseguimos ver os horizontes luminosos do amanhã. E, por isso, em certas matérias que abordamos nas obras que transmitimos à Terra, algumas das nossas "divagações" já constituem esclarecimentos fundamentais para o futuro.
Está neste caso, justamente, a extensa dissertação que expomos quanto à utilização da música conjugada aos fenômenos do Espiritismo. E afirmamos que, antes do término deste segundo milênio, a música de amplitude e sentimento espiritual será elemento integrante e até obrigatório em todos os ambientes onde se processem os fenômenos de psiquismo mediúnico. E não somente nessas sessões complexas, mas, igualmente, em todas as reuniões doutrinárias. Mesmo porque, no vosso mundo de vibrações grosseiras, a música é a única arte que participa e reflete expressões sublimes daquela espiritualidade em que a alma, embora prisioneira de um corpo carnal, já consegue mergulhar no êxtase que a faz aspirar o perfume suavíssimo das alegrias celestiais.
Entre vós, a música é a única arte que para ser "produzida", dispensa a utilização de quaisquer acessórios materiais, pois as outras, como a estatuária e a pintura, para manifestarem-se, exigem elementos "brutos" como sejam a pedra, o mármore, o cinzel, as tintas, os pincéis e as telas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SEXO E PROCRIAÇÃO



Pergunta:  Que pode acontecer às pessoas celibatárias, que recusam deliberadamente de casar e cumprir o mandamento do "Crescei e multiplicai-vos", mas contemporizam o seu desejo sexual, alhures?



Ramatís: Toda infração ao curso da Lei gera punição dentro do próprio reajuste de equilíbrio entre os pólos opostos! O homem deliberadamente solteiro só agrava a sua situação num mundo egotista e impiedoso como ainda é a Terra! Ele é o candidato infalível à solidão por falta de afetos sinceros e íntimos, sem lar, esposa, filhos, netos ou demais parentes da descendência que o indenizarão nos últimos anos de vida! Considerado um marginal na esfera dos "casados", a sua presença é sub-repticiamente aceita com desconfiança, pois nada tem a perder no campo da relação sexual! O solteiro, em geral, vive exclusivamente para o seu próprio bem; não divide o seu afeto com uma esposa, não enfrenta problemas nevrálgicos de um chefe de casa e só tem uma preocupação: cuidar de si! Mas atinge a velhice quase como um indesejável, alguém que se furtou de cooperar na vida tão aflitiva dos demais parentes e companheiros! Comumente, semeia sentimentos de frustrações nos próprios progenitores que o geraram, os quais lamentam, no silêncio da alma, o filho ou a filha que lhes negou a continuidade na figura inquieta, vivíssima e rebelde dos netos!



Pergunta:  Mas é justificável o sofrimento da mulher que procria filhos incessantemente por culpa de maridos puritanos, fanáticos religiosos ou adeptos da gestação ininterrupta?



Ramatís:  Em face da equanimidade da Lei do Carma, que pesa na balança divina todos os nossos pensamentos, atos e sentimentos, teremos de indenizar os prejuízos ocasionados a quem quer que seja! Assim, muitas esposas, unidas a um esposo obstinado e obrigada a procriar filhos a granel, apenas colhe os efeitos cármicos que infringiu no pretérito! Através de sacrificial e incessante procriação, essa mulher indeniza os prejuízos causados em vidas anteriores, quando frustrou o renascimento de alguns espíritos desesperados pela vida física, ou, talvez, abandonou os próprios filhos no mundo implacável!

É o seu Carma culposo que a vincula a um marido obstinado ou fanático religioso, que não lhe dá descanso procriativo, pois doutra forma ela teria casado com outro homem menos sexual e fértil! Daí os paradoxos, quando nascem gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos, em famílias já oneradas por uma prole numerosa, porém em débito procriativo de vidas passadas!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

“FOGO SELVAGEM” E SUA RELAÇÃO COM O SUICÍDIO PELO FOGO


Pergunta:  A fim de melhor entendermos as vossas considerações sobre o suicídio pelo fogo, com a sua conseqüente prova cármica no futuro, podeis nos dizer algo sobre a natureza do pênfigo foliáceo e a sua relação com o suicídio pelo fogo?



Ramatís: O pênfigo foliáceo ou, popularmente, o "fogo selvagem", apresenta toda semelhança com as queimaduras graves que uma criatura tenha sofrido. Manifesta-se por uma dermatose caracterizada por bolhas avermelhadas, com serosidade, que de princípio lembram as bexigas e as necroses conseqüentes das grandes queimaduras; mais tarde essas bolhas transformam-se em chagas que exalam mau cheiro, deixando as criaturas em carne viva e com dores atrozes.

A vertência tóxica do psiquismo enfermo é muito acelerada, e por isso se traduz em vida torturada, para o cumprimento do legado cármico da criatura. Comumente, os flagelados pelo pênfigo morrem reduzidos no tamanho dos seus corpos, com características semelhantes às das pessoas que hajam sido carbonizadas.

Existem zonas geográficas, no vosso orbe, que servem de verdadeiros pontos de concentração apropriados para ali se juntarem, com preferência, os infelizes encarnados que se suicidaram pelo fogo na vida anterior. Os prepostos siderais os reúnem nesse infortúnio imprescindível a fim de que melhor se auxiliem pelo mútuo apoio fraterno e pela conformação trazida pelo fato de ser uma provação coletiva. Principalmente a África, Ruanda no Congo Belga e Mato Grosso no vosso país, são pontos catalogados na psicoterapia do Espaço como "zonas eletivas" de astral "apropriado que melhor favorece a afluência das toxinas etéricas à periferia do corpo carnal, procedentes das contrapartes fluídicas, portadoras ainda dos efeitos da comburência do corpo anterior destruído pelo fogo.

Uma das provas da grande relação ou afinidade astral do pênfigo foliáceo para com o suicídio pelo fogo está na terapêutica atualmente empregada para minorar esse mal através do pincelamento com alcatrão no corpo chagado, pois esta substância, de acordo com a lei de que "os semelhantes atraem os semelhantes", é um produto também comburente obtido através do aquecimento da madeira ou da hulha. Como os doentes do pênfigo também apresentam a anemia característica das pessoas que são queimadas pelo fogo ou produtos corrosivos, é preciso que, antes de serem tratadas pelo alcatrão, sejam fortalecidas por medicação vitaminosa e de grande revigoramento hepático. Conforme é do conhecimento comum, o alcatrão de hulha contém compostos como fenol, naftalina, benzeno, antraceno e outros, enquanto o alcatrão de madeira, além de conter óleos combustíveis, creosoto e substitutos da gasolina, serve para conservar as madeiras contra a putrefação. Como o perispírito se constitui de inúmeras substâncias astralinas, que têm certa analogia científica com os mesmos produtos físicos e químicos do vosso mundo, sendo em verdade as contrapartes etéricas desses corpos materiais por vós conhecidos, no suicídio pelo fogo tanto se queimam aquelas substâncias astrais - pela combustão no perispírito submetido ao fogo etérico - como ainda surge grande quantidade de combinações e toxicoses que, depois, precisam ser expelidas da delicada vestimenta etéreo-astral.
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