PERGUNTA: - E por que os doutrinadores e líderes espíritas não explicam aos adeptos do Espiritismo a realidade exata do perispírito, pois, em geral, eles limitam se a citar só aquilo que "Kardec enunciou"?
RAMATÍS: - Evidentemente, isso é uma questão de simpatia ou culpa da excessiva
ortodoxia ainda dominante no seio da doutrina espírita, pois o próprio AllanKardec
foi muitíssimo claro ao enunciar o seu pensamento de que "o Espiritismo
deve incorporar em sua doutrina tudo aquilo que depois de passar pelo crivo da
razão e resistir à pesquisa científica, seja útil e benéfico ao homem".
Não há desdouro nenhum para os espíritas operarem além da linha kardecista, em
busca de novos conhecimentos sobre o acervo espiritualista, que já serviu para
alicerçar movimentos e doutrinas tradicionais como a Rosa-Cruz, a Teosofia, o
Esoterismo e a Ioga. Aliás, as noções, os aspectos e os estudos que vos parecem
inéditos sobre a anatomia e fisiologia do perispírito não constituem novidade,
pois trata-se de matéria e ensinamentos conhecidos há muitos séculos por todas
as escolas iniciáticas do mundo. É de senso comum que os mais avançados
conhecimentos secretos acerca da imortalidade da alma sempre provieram do
Oriente, e, principalmente, da Índia.
Portanto, será ridículo e até censurável que o espiritualista ocidental despreze o acervo benfeitor dessa fonte de verdadeira Sabedoria Espiritual.
Portanto, será ridículo e até censurável que o espiritualista ocidental despreze o acervo benfeitor dessa fonte de verdadeira Sabedoria Espiritual.
Os Vedas, há 4.000 anos 7, já ensinavam as minúcias do corpo mental, corpo astral e o duplo
etérico com o sistema de "chacras", enquanto Hermes Trismegisto, o
iniciado do Egito, já o fazia à luz dos templos de Rá. Coube a Kardec
popularizar, no limiar do Século XX, certa parte menos profunda desses
conhecimentos espirituais, despertando o cidadão terreno ainda negligente para
com a sua própria vida imortal. No entanto, se o Espiritismo significa a
"porta aberta" para a revelação espiritual, cabe ao discípulo penetrar
no Templo e desvendar os mistérios de sua própria imortalidade, assim como
conhecer a Fonte onde os espíritos firmaram seus conceitos para a codificação
espírita. O adepto que permanecer estático e obstinado, preso à ortodoxia da
tradição kardecista, desinteressando-se dos conhecimentos milenários da vida do
espírito imortal, demonstra não compreender que o Espiritismo é essencialmente
uma doutrina de amplitude evolutiva e não um conjunto de postulados em
discussões sobre o que Allan Kardec "disse" ou "não disse".
7 - Nota do Revisor: Vide os "Hinos dos
Rig-Veda", o "Bhagavad Gita" e o "Dhammapada", o poema
"Ramayana", em que o leitor, mesmo de pouco treino no simbolismo
hindu, verifica que tais obras disfarçam os conhecimentos iniciáticos mais
importantes do Espírito, abrangendo a interligação do corpo mental, o corpo
astral e o duplo etérico com os chacras.
Do livro: “Elucidações do Além”
Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.
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