Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

domingo, 15 de outubro de 2017

CHAMA CRÍSTICA


Sinopse: Ramatís é porta-voz dos conhecimentos milenares da chamada Sabedoria Secreta, que os Dirigentes Planetários desejam devolver gradualmente à consciência da humanidade, num grande projeto que envolve todas as correntes espiritualistas.
Em “Chama Crística”, ele estabelece a conexão dessa Sabedoria Oculta com suas fontes originais: a Lei Maior Divina – Aumbandhã ou Conhecimento Integral - trazida de outros mundos siderais, e presente no planeta desde as mais antigas raças. Revela particularidades desses exilados de outras constelações e sua trajetória no planeta, após a chegada na Atlântida.
Para tanto, revive sua condição de antigo Mestre Atlante, mostrando as técnicas sutis com que essa Magia Divina dos Templos da Luz continua a operar no Plano Astral, junto com médiuns encarnados, no resgate dos sofredores e líderes das trevas.
Dos arcanos dessa Ciência Secreta, nos transmite noções de Física Cósmica, chacras siderais e buracos negros, campos dimensionais e eixo planetário. Detalha a magia do magnetismo curador, dos enxertos ectoplásmicos, da fitoterapia astral, dos Quatro Elementos, e da antiga medicina Ayurvédica da Índia.
Entre múltiplos ensinamentos e revelações, ele sublinha o Universalismo, base da nova consciência planetária: “A espiritualidade é universalista, crística, não existindo do lado de cá sectarismos, seitas ou religiões, dogmas ou ritualismos exclusivistas.
Esta nova obra de Ramatís, de conteúdo inovador como sempre foi sua caracteristica, fará o leitor reencontrar-se com o estilo peculiar que traz o “toque do Mestre”, que assim inicia uma nova espiral de revelações para a Era de Aquário.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE OS EXUS, AGENTES MÁGICOS NA VIBRAÇÃO DE CADA ORIXÁ


PERGUNTA - Solicitamos vossos esclarecimentos sobre como atuam e o que fazem estas entidades, agentes mágicos Exus - na vibração de cada Orixá.

RAMATÍS
- As emanações mentais dos encarnados e desencarnados da Terra são ainda de baixa vibração. 
Os desejos e pensamentos ocultos formam uma corrente astral-mental deletéria, poluindo a psicosfera que envolve a área adjacente a crosta e inundando toda a contraparte etérica, que e muito maior que a circunferência planetária.
Fundamentalmente, e de um modo geral, as vibrações dos Exus "complementares" a cada Orixá agem dispersando e desfazendo essas correntes astral-mentais negativas, parasitas, pegajosas, enfermiças, obsediantes e manipuladas para os fins funestos dos magos negros. Assim contribuem decisivamente para o equilíbrio energético dos sítios vibracionais ligados aos quatro elementos, que dão sustentação vital para que as energias condensadas que animam na forma o vosso orbe se mantenham "saudáveis", para que os espíritos continuem habitando-o. Podeis concluir que as mentes são os motores propulsores das energias cósmicas em todo o Universo.
Na Terra, as condensações energéticas formadas pela comunhão de pensamentos seriam nefastas se não houvesse a atuação das vibrações ditas Exus, desfazendo as correntes astral-mentais negativas, que são plasmadas dia e noite sem trégua.
Não entraremos em maiores detalhamentos de cada Orixá ou Linha vibratória, fato que exigiria um compêndio específico sobre o tema, com o que, pela exiguidade de "tempo" para levarmos a efeito as tarefas que requerem o intercâmbio mediúnico, fugiríamos ao nosso compromisso neste momento com os maiorais sidéreos. Todavia, indicaremos, de um modo geral, a atuação das entidades ditas Exus quando autorizadas dentro da lei de causa e efeito, e com o merecimento conquistado por aqueles que estão sendo amparados por suas falanges: desmancham e neutralizam trabalhos de magia negra, desfazem formas-pensamentos mórbidas, retêm espíritos das organizações trevosas e desfazem as habitações dessas cidadelas; removem espíritos doentes que estão vampirizando encarnados; retiram aparelhos parasitas, reconfiguram espíritos deformados em seus corpos astrais; desintegram feitiçarias, amuletos, talismãs e campos de forças diversos que estejam vibrando etericamente; atuam em todo campo da magia necessário para o restabelecimento e equilíbrio existencial dos que estão sendo socorridos.

domingo, 8 de outubro de 2017

O QUE RAMATÍS ELUCIDA SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS?


PERGUNTA:  E que dizeis sobre a ressurreição de Jesus, no terceiro dia de sua crucificação, após sua morte corporal?

RAMATÍS:
Embora Jesus tenha aparecido em espírito, a Maria de Magdala, aos apóstolos e outros discípulos na estrada de Emaús, isso foi um fenômeno de ectoplasmia, pois Madalena era poderoso médium, que, algumas vezes, concorrera para certos acontecimentos incomuns na peregrinação do Mestre. Quando surgiu entre os apóstolos e Tome quis tomar-lhe as mãos, isso foi possível devido justamente à faculdade ectoplásmica dos presentes, que lhe permitiu a materialização em corpo inteiro e o êxito da "voz direta", sob os fulgores da luz sideral. Nos demais casos, em que outras pessoas viram Jesus, deu-se apenas o fenômeno de vidência, coisa bastante comum entre os médiuns.
Jesus não deixou o túmulo, em corpo e alma, pois as suas aparições jamais desmentiram o bom senso das leis da física transcendental, nem foram conseqüência de fatos miraculosos, mas apenas manifestação das próprias energias que lhe foram doadas pelos seus discípulos e amigos siderais.

PERGUNTA:  Mas o seu corpo não desapareceu do túmulo?

RAMATÍS:
  Quando Maria de Magdala "foi cedo ao túmulo, sendo ainda escuro, viu a pedra removida" (João. X — 38). E' evidente que, se Jesus tivesse ressuscitado em corpo e alma e aparecido aos apóstolos atravessando as paredes de tijolos da casa onde eles se encontravam, também teria atravessado o seu túmulo sem precisar remover a pedra de entrada! Após a morte o Mestre, o acessor de Pôncio Pilatos autorizou que o seu corpo fosse entregue à família, conforme pedido feito por José de Arimatéia. Então Maria, sua mãe, Tiago, o maior, juntamente com João, Marcos, Pedro e Tiago irmão de João, desceram o corpo que estava na cruz; e as mulheres se encarregaram de preparar a balsamizaçao de acordo com os costumes da época e da raça judaica. Em seguida, seriam aplicados óleos cheirosos e extratos de plantas aromáticas, pois o enterro seria no dia seguinte. E o túmulo foi fechado com pesada pedra como porta; pois era uma pequena gruta escavada no topo da colina pedregosa.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A EMISSÃO DE PENSAMENTOS EM TRABALHOS DE MAGIA


PERGUNTA:  Na umbanda, recomenda-se muito cuidado na emissão de pensamentos nos trabalhos de magia, que sempre devem ser para o bem, senão haverá o risco de que retomem para o emissor. Isso é possível?

RAMATÍS:  Uma forma de pensamento, para atingir um ente, deve encontrar afinidade. Os afins se atraem. É uma das leis cósmicas imutáveis, sendo improvável que uma forma de pensamento criada para o mal consiga se fixar no campo áurico de um homem totalmente devotado ao bem e que não tenha registros negativos, atemporais, de vidas passadas, impressos em seu corpo mental inferior.
Observai que os missionários são "inatingíveis". Suas vibrações crísticas são como uma barreira intransponível para tudo de mal que se possa desejar contra eles. Dessa estirpe, temos seres da envergadura de Chico Xavier, Mahatma Gandhi, Allan Kardec, Zélio Fernandino de Moraes, Francisco de Assis, Apolônio de Tiana e o inigualável Jesus. O risco que corre o mago negro é que o mal que deseja, ao criar suas formas de pensamento contra um homem de bem, retome em igual ou maior proporção para si, pois, ao não se fixarem no alvo visado, essas formas se voltam para o seu criador, pela lei natural de atração. Por isso é que, na umbanda, existem os locais de descarga dentro do templo, para onde todas as formas de pensamento que tentam atingir a corrente mediúnica são direcionadas e desintegradas junto à natureza, quando não retomam aos seus mandantes.
PERGUNTA: - Solicitamos maiores elucidações sobre o retorno à origem das formas de pensamento quando não conseguem atingir o alvo, pela importância do tema, que nos parece ser um dos princípios basilares da magia. Pensamos ser fundamental à segurança dos sensitivos, na apometria ou na umbanda, que na maioria das vezes são alvos de assédios pelos interesses malévolos que contrariam. É assim?

RAMATÍS: -
Por isso os aprendizes de outrora, candidatos a iniciados, passavam anos de preparação antes de começarem os trabalhos práticos de magia e as incursões no
mundo oculto. A mente pura e adestrada pelos pensamentos disciplinados e o coração tomado de bons sentimentos são as melhores proteções contra os assédios das sombras. 
Os exercícios de preparação, que duravam anos, naqueles que conseguiam suportar até o final todas as iniciações diante dos severos iniciadores, "construíam" nos corpos mental e astral matéria mais sutilizada, tirando-os da faixa de frequência das vibrações baixas e densas e dos ataques das zonas trevosas do Espaço.
Os magos brancos de antigamente sabiam
que os maus pensamentos projeta dos contra
os corpos purificados retornariam pelas mesmas linhas magnéticas que os trouxeram,
levando-os de volta aos emissores. O mago negro, criador da forma de pensamento maldosa, impregnada de baixas vibrações, possuindo em seus corpos matéria similar a ela, naturalmente sintoniza com tais vibrações enfermiças, sofrendo os efeitos de arraste da "entidade" que ele mesmo plasmou para o mal, afetando-o mental, astral e fisicamente...

sábado, 30 de setembro de 2017

O QUE É A DOR?

PERGUNTA:  O que é a dor, enfim? Como poderíamos ter uma ideia mais precisa da ação oculta da dor?

RAMATÍS:  Todas as manifestações materiais são resultantes do eletromagnetismo que imanta, une ou separa os corpos físicos e espirituais.
A dor é o produto desse desequilíbrio eletromagnético psicofísico na estrutura do conjunto humano. Assemelha-se a uma sobrecarga gerando um curto circuito ou a queima de componentes, que ocorre na rede magnética ou eletrônica formadora do perispírito, repercutindo nas regiões orgânicas mais afins ou vulneráveis, perturbando a harmonia energética. Sem dúvida a dor tem origem nas alterações do psiquismo, quando excitado ou deprimido pelas paixões, vícios, sensações primárias ou emoções descontroladas, expressando-se na periferia do organismo. São as expressões psicossomáticas, já reconhecidas por alguns médicos atônitos diante dos fenômenos observados. Consequentemente, a dor e a enfermidade variam de acordo com o estado moral, intelectual e consciencial de cada criatura. Há doentes que encenam um dramalhão tragicômico por causa de um simples resfriado; outros, mesmo sabendo serem portadores de câncer incurável, mantêm-se otimistas, tranquilos e confiantes no seu destino espiritual, servindo ainda como exemplo de resignação.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

"O Evangelho do Cristo, tratado cósmico de ascese espiritual, recomenda "amar o próximo como a si mesmo" e o perdão incondicional das ofensas. A aplicação dessas recomendações é universal: podem ser aplicadas na mesa, no terreiro, nas lojas e nos templos os mais diversos, onde a mediunidade é ferramenta de trabalho. Na verdade, Jesus sempre pregou o Evangelho livre das amarras dos homens de antanho, nos locais em que a assistência crística se fazia necessária, junto ao povo necessitado e tosco. Nesse sentido, afirmava: "A mim foi dado todo o poder do Céu e da Terra. E, assim como meu Pai me enviou, eu vos envio. Ide! Proclamai o Reino de Deus a todas as criaturas; expulsai os maus espíritos, curai todas as enfermidades que há entre o povo; e eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos."

RAMATÍS

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

UMBANDA - OS ORIXÁS SÃO TRABALHADOS E INCORPORADOS?



PERGUNTA: - Quando e de que maneira os orixás entram no contexto da umbanda? Eles são trabalhados e incorporados?

RAMATÍS: - Os orixás são aspectos da Divindade, altas vibrações cósmicas que se rebaixam até vós, propiciando a manifestação da vida em todo o Universo. É preciso compreenderdes que existem vários planos vibratórios no Cosmo e que Deus, em Sua benevolência, manifesta-se por meio de vibrações próprias em cada dimensão. Essas vibrações energéticas não são o próprio Incriado, que permanece sem ser manifestado diretamente. Cada um dos orixás tem peculiaridades e correspondências próprias na Terra: cor, som, mineral, planeta regente, elemento, signo zodiacal, essências, ervas, entre outras afinidades astro magnéticas que fundamentam a magia da umbanda por linha vibratória.
Assim, a cada um dos orixás se afina uma plêiade de espíritos que atuam nas formas estruturais que sustentam o movimento da umbanda no Espaço: pretos velhos, caboclos e crianças, todos plasmando um triângulo fluídico magnético do plano espiritual superior que "flutua" sobre o Brasil, para cujo centro se direcionam as vibrações do Cristo Cósmico e todas as formas e raças espirituais que se enfeixam na umbanda para fazer a caridade.
Na umbanda, os orixás não incorporam. Afirmamos que isso é impossível, pois não é da natureza universal quaisquer manifestações personificadas dos orixás. O que verificais em alguns terreiros sérios de cultos de nação e que mantêm as tradições africanistas antigas, claramente não evidenciando a prática umbandista, são, em sua maioria, manifestações do inconsciente, de arquétipos padronizados, que no transe ritualístico exteriorizam uma personagem simbolizando essas altas energias cósmicas, ditas orixás, "concretizando", para o entendimento humano, por meio de expressões coreográficas, algo que vos é abstrato.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PROBLEMAS DOS IDIMOMAS


Pergunta: - Há fundamento de que a humanidade, no futuro, fará uso de um só idioma nas suas relações humanas?

Ramatís: -
Os diversos idiomas do mundo são como os rios, que se ramificam por diversas latitudes geográficas, mas tendem a um só objetivo comum: o oceano! A história da humanidade pode comprovar-vos que os idiomas também nascem, crescem, amadurecem e depois Se extinguem, como tem acontecido com as mais consagradas raças do mundo, hoje apenas lembradas por suas línguas mortas, tais quais Babilônia, Semúria, Fenícia, Assíria, Pérsia, Incas, Astecas, Atlantes e outras. Nos planetas mais evoluídos do que a Terra, há uma só comunicação idiomática, pois além do vocabulário simplificado e dos verbos absolutamente regulares, ainda se facilita o entendimento recíproco ante a faculdade
telepática já desenvolvida em seus habitantes.

Pergunta: - Como poderíamos avaliar essa faculdade telepática, que facilita a linguagem entre os homens dos mundos superiores ?

Ramatís: -
Nos orbes de graduação superior à Terra, a palavra é usada com parcimônia e na medida exata para a sustentação objetiva do diálogo, cujos habitantes abreviam o curso das idéias pelo apercebimento intuitivo bastante desenvolvido. Só os povos primários, aldeônicos e emocionalmente instáveis, são verborrágicos, prolixos de palavras e circunlóquios inúteis, tão próprios dos terrícolas. Enquanto os animais ainda se comunicam aos gritos e esgares, o homem já conseguiu a articulação da palavra; mas a mímica, o gesto e a compreensão silenciosa também podem ser recursos mais evoluídos do que o manejo exclusivamente oral.
E como entre as humanidades mais evoluídas os espíritos já ultrapassaram a fase dos sofismas, mistificações e negaças verbais, tão comuns para esconder a realidade do pensamento nos lares e nas relações públicas, eles mantêm-se em certa intimidade espiritual, num entendimento autêntico, onde prevalece a técnica telepática como uma condição natural de eletividade superior Não há truncamentos ou sofismas entre o que "pensam" e o que "falam", pois a mente se assemelha a uma espécie de espelho, que reproduz fielmente as imagens das palavras que pronunciam. As idéias são permutadas num índice de máxima clareza, sem intenções sub-reptícias tão comuns entre os terrícolas. A faculdade telepática é muito desenvolvida por tais humanidades superiores, mas seria uma calamidade se exerci da livremente na Terra porque os homens, às vezes, a sua aparência cortês e sincera, encobre intenções malévolas.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

QUATRO ELEMENTOS E MEDIUNIDADE



Qual a origem dos mistérios? Por que surgiram?
Houve uma época na evolução do orbe terrícola em que não havia necessidade de simbolismo e de iniciações secretas. Quando, na Atlântida, imperavam o amor e os interesses altruístico, o conhecimento da Aumbandhã, com sua pureza, era corriqueiro, acessível a todos, pela inocência daquelas primeiras almas. Entretanto, parte da população exorbitou no uso da magia para interesses egoísticos e particularistas. Os mestres, magos brancos, verificaram o perigo em que incorreriam se permitissem o crescimento desordenado e ambicioso do uso daqueles conhecimentos milenares, chaves capazes de abrir as portas de todas as forças ocultas. Adotaram, então, medidas restritivas no intuito de coibir o avanço desordenado da magia negra, pois já anteviam, todos, os males que ocasionaria à comunidade.
A partir daí, interiorizou-se nos templos o uso da magia, adotaram-se alegorias e simbolismos com o objetivo de restringir-se o acesso aos conhecimentos e dificultar sua interpretação. Separou-se a arte milenar Aumbandhã dos considerados profanos e despreparados moralmente para a convivência harmoniosa com as leis de causalidade que regem o Cosmo.
Não imaginavam os atlantes que era tarde, e que persistiria a utilização da magia para fins individualistas. Assim, os Maiorais do planejamento do orbe previram a depuração dessa civilização, através dos cataclismos, pelo seu afundamento gradual e pelas levas migratórias salvadoras; decorrências de um grande embate no Astral entre as forças do bem e do mal.
Desse momento em diante, essa ciência e esses conhecimentos foram desfigurados, gerando várias interpretações, originando muitos credos e religiões que se formaram em todo o orbe. A simbologia primária, singela e pura, chave simples que abria todos os mistérios ocultos, perdeu-se, originando essas diversas idolatrias. Em todo esse movimento, sempre estiveram presentes os interesses mundanos, de domínio e poder dos mandatários e dos religiosos.
O sentimento de fé, atrelado às religiões, foi ferramenta de interesses escusos e materialistas em toda a História da humanidade. O poder, a ilusão da carne, pautaram a conduta dos homens e, em todas as religiões, da Atlântida, do Egito, da Grécia, da Índia, da China, citando as principais comunidades terrícolas da Antiguidade, estabeleceram-se castas de privilegiados, que utilizaram-se de suas posições de liderança religiosa para locupletarem-se no gozo dão vida e nos arroubos propiciados pelas sensações do corpo físico.

sábado, 9 de setembro de 2017

OS RECURSOS ADOTADOS PELO ALTO PARA INSPIRAR JESUS NA TERRA.


PERGUNTA: — Quais foram os recursos que o Alto adotou para inspirar e fortalecer Jesus na exposição de sua mensagem messiânica de Amor e Redenção entre os homens?

RAMATÍS: —
O Alto não alimentava qualquer dúvida quanto ao heroísmo e à integridade moral de Jesus no desempenho de sua missão sacrificial na Terra. No entanto, como se tratava de um espírito angélico, sem qualquer culpa cármica, era justo que recebesse todos os estímulos e sugestões adequados para o melhor desempenho na exposição dos motivos em torno do "Reino de Deus". Era um mensageiro voluntário, que descia à Terra para convidar os homens a participar definitivamente de um mundo de paz e de harmonia, onde todos seriam limpos de suas mazelas e libertos de seus pecados! Deste modo, Jesus teria de movimentar na face do orbe terreno as mais belas imagens e ideias fascinantes, no sentido de atrair e comover os seus ouvintes para se interessarem pelo amorável "Reino de Deus"!
Apesar de sua natureza angélica e do seu otimismo espiritual, Jesus também sofria os efeitos depressivos próprios das regiões tristes e hostis do mundo físico. Malgrado se diga que o ambiente não influi nem modifica o conteúdo espiritual do ser, a emotividade e a disposição mental das almas encarnadas dependem consideravelmente das condições e das circunstâncias do meio onde elas passam a viver. 
O Espírito angélico, depois de encarnado na Terra, fica limitado em sua natural expansividade e no júbilo espiritual, que são próprios do mundo edênico que lhe é peculiar. Em consequência, Jesus também necessitava de estímulos afins à sua missão
e de motivos do próprio mundo onde se manifestava, a fim de delinear com mais vitalidade espiritual os contornos do mundo venturoso que prometia a todos os seus ouvintes. A narrativa bela e atraente de suas parábolas carecia dos recursos estéticos do próprio mundo onde ele vivia, pois seriam motivo de atração, estímulo, fé e confiança para os seus ouvintes.
Não se pode desejar o êxtase do santo, nem exigir do poeta a composição de sublime poema, se os colocamos no ambiente repulsivo de um matadouro. Se o meio influi na educação do homem, é óbvio que também influi no seu estado de espírito e nas suas emoções. As músicas pesarosas são obras de compositores nascidos e vividos em países melancólicos, de atmosfera triste, úmida e nevoenta, que enregela a alma e a algema aos motivos pessimistas. No entanto, a música alegre,buliçosa e contagiante, é originária dos países tropicais, onde as criaturas se fartam de luz, sol, ar e cores festivas!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

AS PREGAÇÕES E AS PARÁBOLAS DE JESUS



PERGUNTA:  Que nos diz do modo como Jesus fazia suas pregações ao povo?

RAMATÍS: 
Jesus fascinava as multidões em suas pregações formosas e fluentes, pois era
criatura sem afetações e não usava de quaisquer artificialismos para ressaltar sua oratória. Jamais se preocupava em impressionar o auditório pela eloqüência rebuscada, como é muito comum entre os oradores do mundo profano. A essência espiritual de suas palavras provocava uma alegria suave e consoladora em todos os que o ouviam. Não prelecionava em altos brados,
nem dramatizava acontecimentos; jamais sacrificava o conteúdo singelo das suas lições para ressaltar-se na figura de um admirável orador. Exato, sem as minúcias que exaurem os ouvintes, num punhado de vocábulos familiares expunha o esquema de uma virtude ou a revelação de um estado de espírito angélico. E Jesus falava com naturalidade, sem a proverbial altiloquência que lhe emprestaram os evangelistas, como se estivesse no seio acolhedor de um lar amigo. Sua voz doce e comunicativa extasiava os ouvintes; penetrava-lhes na alma trazendo-lhes a efervescência espiritual!

PERGUNTA:  Como ele se movimentava entre os diversos lugares em que fazia suas palestras evangélicas?

RAMATÍS: 
De princípio, Jesus percorria a Galiléia não muito longe de Nazaré, até Cafarnaum, ou descendo até Samaria, sem atravessar o Jordão ou o mar da Galiléia. Os seus discípulos cercavam-no de cuidados e a todo momento procuravam preservá-lo do sol, cobrindo-lhe a cabeça formosa com algum xale de seda, como era costume local. Algumas vezes, cavalgava um burro ou mula dócil, assentado sobre macia almofada tecida por alguma mulher carinhosa, fiel e seguidora de suas idéias. Em geral, ele fazia suas pregações ao entardecer, quando o poente se irisava de cores, pois gostava de aliar o efeito policrômico e a fragrância da Natureza à ternura e à poesia de suas palavras afetuosas. Apreciava falar do cimo das pequenas colinas, enquanto seus discípulos, amigos e fiéis se acomodavam a seus pés, embebidos na doce esperança da mensagem que lhes anunciava o tão esperado "reino de Deus". Doutra feita, rumava diretamente para o vilarejo mais próximo, tornando venturoso o lar onde se hospedava, participando da ceia modesta e comovendo os corações dos seus hospedeiros com palavras de ânimo, alegria, consolo e esperança no futuro.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

COMO ERA A GALILEIA NO TEMPO DE JESUS?



PERGUNTA: — E qual o aspecto da Galileia, no tempo do nascimento de Jesus?

RAMATíS: — A Galiléia ficava na região ao norte da Palestina; e no tempo de Jesus estendia-se desde o rio Jordão até ao mar Morto. Era virtualmente uma nação independente, constituindo uma tetrarquia sob os Herodes. Também era habitada por diversas raças, além dos judeus, tais como árabes, abissínios, gregos, fenícios, sírios, gente de Tiro, de Sidon, de Alexandria e alguns raros africanos.
As características religiosas, os costumes e temperamentos tão contraditórios entre esses diversos tipos, tal qual já acontecia em toda a Palestina, também provocavam discórdias, rixas e discussões, próprias da avareza e avidez de lucros nas suas especulações e negociatas. Isso fazia da Galileia um mundículo bulhento, cúpido e inquieto, cujos desentendimentos nasciam das coisas mais fúteis e pelas razões mais tolas.
A frequência de rabis, que peregrinavam comumente pela Judéia e demais províncias da Palestina, em que alguns se obstinavam em interpretar a seu modo as leis e os preceitos do Torá, concorria ainda mais para acirrar os ânimos e agravar as opiniões tão contraditórias sobre a religião. O afluxo contínuo de especuladores, charlatães, mercadores, camelôs e gente sem trabalho, que procuravam fixar-se na Judéia, sempre favorável para os bons negócios e especulações religiosas, também aumentava, dia a dia, as rixas, as discórdias e as injúrias, criando as situações mais incômodas e desagradáveis para as autoridades locais.
Mas, acima desse espírito belicoso da diversidade de raças, os galileus eram hospedeiros, sinceros e bons, pois não guardavam ressentimento algum entre si. Nas suas contendas religiosas, embora ruidosas, jamais eles desciam à baixeza de espírito, ao fanatismo e às asperezas do caráter e das sedições religiosas tão comuns entre os fariseus e saduceus de Jerusalém. O Sinédrio zombava da devoção ingênua do povo da Galileia, ria-se de sua simplicidade e de sua incapacidade para afeiçoar-se às pompas, ao culto ostensivo e às cerimônias religiosas. As virtudes dos galileus, que tanto emolduraram o trabalho de Jesus na fase iniciática de sua pregação da "Boa Nova", eram consideradas peculiaridades próprias de um povo atrasado, tolo e incapaz!
No entanto, já Isaías profetizara no Velho Testamento que a Galileia dos gentios seria bafejada pela luz do Senhor, embora os pósteros depois glosassem o provérbio de que "não podia vir boa coisa e bom profeta da Galileia".

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

MARIA E ASPECTOS DO SEU LAR


PERGUNTA:  Ser-vos-ia possível dar-nos alguns relatos da vida cotidiana de Maria, no seu lar, na época da meninice de Jesus?

RAMATÍS: 
Quando o menino Jesus atingiu os dez anos, Maria já era responsável por uma prole numerosa, pois, além dos filhos sobreviventes do primeiro casamento de José com Débora, já haviam nascido Efrain, José, Elisabete e Andreia, enquanto Ana e Tiago são posteriores. 
A sua vida doméstica entre 05 filhos assemelhava-se à existência das demais mulheres hebréias da época, pertencentes a famílias de parcos recursos. Era costume as mulheres secarem o trigo e o
centeio em esteiras expostas ao sol e depois os levarem aos moinhos da redondeza, onde os vendiam em quartas e assim aumentava a receita do lar. Algumas famílias pobres dos subúrbios de Nazaré plantavam legumes e hortaliças, ou destilavam sucos de frutas em pequenos alambiques; outras conseguiam mesmo extrair o azeite das oliveiras e com isso obtinham um pecúlio mais sólido para os gastos habituais. Eram mobilizados todos os recursos possíveis para a sobrevivência, porquanto além da pesca, dos serviços modestos da carpintaria, do ofício de tecelão, oleiro, ferraria e seleiro, não existia em Nazaré qualquer indústria de alto calado, capaz de desafogar a despesa dos seus moradores. As mulheres hebréias, laboriosas, decididas e engenhosas, faziam pães de trigo e de centeio misturados ao mel, farinha cheirosa de tubérculos da terra e depois torrada, ou de peixe; preparavam deliciosos frutos em calda e os vendiam em potes de barro glausurado; coziam frutos como o pêssego, a pêra e o damasco, em açúcar cristalizado, que acomodavam em caixas de madeira de cedro fino e forradas com folhas de parreira. 
Algumas casas eram tradicionalmente procuradas pelos interessados e compradores, a ponto de os seus moradores serem incapazes de atender aos pedidos de doces, farinhas de cereais e de peixes, frutos em calda, sucos, conservas de hortaliças e legumes em potinhos de barro, em que muitas mulheres eram exímias e experientes.
Assim era também a vida de Maria, mãe de Jesus, que se desdobrava com os filhos tanto quanto possível para a sustentação do lar, pois todos cooperavam na fabricação de doces, plantação modesta de legumes e hortaliças, na secagem do trigo, do centeio e do peixe, de modo a viverem existência modesta, porém razoável. Era uma vida árida e laboriosa, de poucas compensações divertidas ou de descanso. Quase que o maior entretenimento era cultivado num desafogo delicioso, junto ao poço comum, que abastecia o lugarejo de água necessária. Depois da tarefa exaustiva do lar, o intercâmbio jovial e ruidoso em torno da fonte de água de Nazaré significava um descanso para o espírito atribulado. A hora de buscar água constituía um encontro festivo entre o mulheril para a troca de notícias em comum, que iam desde as preocupações da criação
da prole até aos percalços da vida alheia. Vizinhos, amigos, forasteiros, mercadores e rabis reuniam-se em torno do poço tradicional, o qual se tornava o denominador comum de todas as ansiedades e emoções dos nazarenos. As jovens, as anciães e os meninos formavam filas compridas carregando bilhas, vasilhames de cobre, potes, jarras vidradas e moringas, que brilhavam ao sol, numa cena pitoresca e tentadora ao pincel do mais rude artista. Ao redor dessa fonte floresciam amizades e nasciam amores; acertavam-se noivados e se pensava em casamento; mais de um gesto cortês do jovem ao carregar a bilha d'água da moça encabulada resultou, mais tarde, num esponsalício feliz!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"O REINO DOS CÉUS É TOMADO PELA VIOLÊNCIA E SÃO OS VIOLENTOS QUE O ARREBATAM"





PERGUNTA: - E que se deve entender, ainda, pelo conceito de que o "reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam"?

RAMATÍS: -
Evidentemente, Jesus não poderia ser entendido pelos homens rudes de sua época messiânica, quanto ao conteúdo esotérico dos seus ensinamentos morais e científicos. Mas o homem do século XX, que já alcançou o controle de inúmeras forças ocultas poderosas, como a energia nuclear, inclusive o domínio de computadores e robôs e, ultimamente, a conquista da Lua, então, já pode aperceber-se da contextura esotérica da maioria dos textos evangélicos. Na época de Jesus, a materialidade dominava francamente, e o espiritualismo eivado de superstições e ritos fatigantes, só comprovava certa autenticidade através de alguns iniciados mais perseverantes, que sabiam a verdade de que o animal se transforma em homem, e o homem se sublima em anjo.
Jamais o Divino Mestre seria entendido e levado a sério, caso pretendesse exigir do seu povo a mesma interpretação que hoje pode ser acessível ao homem moderno e enriquecido pelo conhecimento técnico e científico da vida humana. "O reino dos Céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam", cujas palavras de Jesus aludiam mais propriamente a um acontecimento específico de conversão ou metamorfose espiritual.Isso é fruto de uma decisão inexorável, que só acontece às criaturas espiritualmente preparadas e decididas a romper os liames inferiores, que ainda prendem o seu espírito às paixões e aos vícios gerados na imantação ao corpo físico. O espírito do homem efetua a sua ascensão lenta e demoradamente, vivendo estágios espirituais, que o preparam através das vidas carnais educativas. Mas, comumente, ele só alcança a sua definitiva libertação num momento de súbita violência, em que, dominado por sublime impulso, então, rasga o véu da vida ilusória da animalidade. Lembra a flor que, depois de um longo período de gestação à luz criadora do Sol, entreabre-se de chofre sem quaisquer etapas graduáveis.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017


Jesus, o Messias, espírito angélico que ilumina a humanidade da Terra, personagem inconfundível e de maior magnitude que já caminhou pela face do orbe, biografado por centenas de milhares de escritores, e idolatrado por bilhões de seres encarnados e desencarnados. Mas quem será mesmo este ser? Qual a sua projeção no cenário mundial? Qual a sua verdadeira missão entre os homens? Qual é a extraordinária força que o mantém vivo e atuante junto aos fiéis, das diversas religiões que proliferam no planeta, após mais de 2000 anos de seu desencarne?
As respostas para estes e outros questionamentos sobre o Homem-Deus, que segundo João Evangelista “é a luz que ilumina todo ser nascido na Terra”, o leitor encontrará nesta coletânea que reúne material extraído de 24 livros ditados por Ramatís aos médiuns Hercílio Maes e Norberto Peixoto, na qual a personalidade doce, e ao mesmo tempo pujante, do Anjo Planetário que governa nossos destinos irradia cristalina para nosso deleite e aprendizado.


Sinopse: Ramatís afirma: “Malgrado os protestos e censuras dos conservadores e descrentes, insistimos em advertir os terrícolas de que o “feitiço” existe, e só os espíritos completamente liberados de resgates cármicos são invulneráveis aos seus efeitos”.
O Grande Arquiteto, de tempo em tempo, envia à Terra mensageiros ousados e fora de rotina, que expõem mensagens construtivas, mas prematuras, as quais, mais tarde, são consagradas pela opinião da maioria. Assim foram Crisna, Moisés, Buda, Confúcio, Fo-Hi, Jesus, Kardec e Ghandi, que arriscaram sua estabilidade no cenário terrícola, ousando perturbar os viandantes que trafegam tranqüilos pelas “estradas asfaltadas” dos credos e religiões certinhas em direção ao Paraíso. Ramatís poderia filiar-se à linha convencional das entidades que transmitem para a Terra assuntos já consagrados. Porém, ele deu preferência a abordar problemas controvertidos, desmontando as prateleiras arrumadinhas das mentes condicionadas a clichês tradicionais.
Obra sem paralelo na literatura espiritualista ocidental, “Magia de Redenção” analisa objetivamente em que consiste a Magia, o significado do Ritual, os processos técnicos de enfeitiçamento verbal, mental, através de objetos e animais, da aura humana, a produção de enfermidades etc., e antecipa as conclusões da Medicina Ortomolecular sobre o envelhecimento humano e as enfermidades, ao tratar do enfeitiçamento através dos metais organogênicos.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - ELUCIDAÇÕES SOBRE A MECÂNICA DE INCORPORAÇÃO.




PERGUNTA: - Embora a mecânica de incorporação tenha sido esclarecida em capítulo anterior, podeis explaná-la resumidamente, principalmente quanto às características das manifestações mediúnicas e atuação na magia das entidades, em cada uma das linhas vibratórias ou orixás?

VOVÓ MARIA CONGA: - Que fique claro que os orixás vibram em todos os chacras. Para o entendimento dos filhos, comentaremos as posições mais vibradas em cada chacra. Iniciemos por Oxalá, que vibra mais no chacra coronário e tem seu "receptor" no corpo físico na glândula pineal. As manifestações medi únicas se dão por um leve roçar no alto da cabeça, que se propaga como uma espécie de friagem até a altura do tórax. Atuam basicamente pela irradiação intuitiva, pela inspiração e clarividência. Na magia, atuam coordenando o equilíbrio planetário. São os mestres que orientam o movimento de Umbanda, e em geral são os mentores de pontos de doutrina. Alguns nomes de entidades: caboclos Urubatã da Guia, Guaracy, Guarani, Aimoré, Tupy, Ubiratan e Ubirajara. Yemanjá tem maior receptividade vibratória no chacra frontal e na glândula pituitária. Manifestam-se serenamente, com beleza e suavidade. Dão um pequeno balanço geral e levantam os braços no sentido horizontal, tremulam as mãos e balançam a cabeça. É muito rara a incorporação, pois atuam na irradiação intuitiva e no corpo mental do médium. Não dão comunicação ou consultas, e, assim como a linha de Oxalá, são valiosos colaboradores, e algo silenciosos. Na magia atuam nas limpezas astrais pela movimentação do elemento água e dos espíritos da natureza, ondinas e sereias, ligados a esta vibratória. As vibrações desse orixá mantêm as forças das marés pelo magnetismo lunar, importantíssimo para a vida no planeta.

RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - OXALÁ É O ORIXÁ QUE COMANDA O POVO DO ORIENTE.



PERGUNTA: - O chamado povo do Oriente ou agrupamento do Oriente é comandado por qual orixá, e quais os seus propósitos?

VOVÓ MARIA CONGA: - Oxalá. São entidades que têm o firme propósito de cura, agindo em delicadas cirurgias astrais e nos corpos sutis dos consulentes encarnados e desencarnados estiolados pelos sofrimentos, após a sepultura. Assumem roupagens fluídicas relacionadas com encarnações no antigo Oriente: persas, chineses, hindus, egípcios, gregos, etíopes...
Realizam valiosa colaboração em situações que envolvem fortes cristalizações mentais de ocorrências pretéritas traumáticas, marcantes no inconsciente dos atendidos, que hoje afluem no psiquismo periférico ou consciente, causando mal-estar, disposições mórbidas e toda a sorte de somatizações deletérias nos encarnados e desencarnados.
A grosso modo, imaginem uma extensa exposição de quadros que representam uma existência milenar. Esses guias e mentores entram nessa galeria e vão até o quadro exposto em que está registrado o acontecimento fatídico desequilibrante. Permanece intocável a moldura e o número de quadros em exposição, mas em um, especificamente, trocam a tela em questão, alterando-lhe o cenário desventurado e doentio para um venturoso e saudável. Não é "pintada" uma nova experiência sem ela ter sido vivenciada. Quando há merecimento, vão até uma situação outrora vivida pelo espírito imortal, já que a memória é única num contínuo tempo, e a registram na galeria exposta para "ecoar" na vida presente do assistido, aliviando-o dos tormentos desequilibrantes do passado. Como dito por Ramatís anteriormente, "sendo a memória única no contínuo tempo da individualidade espiritual imortal, apagar estímulos de memória não significa destruir o quadro rememorativo da vivência pretérita, que continuará integrando a memória perene; somente não haverá rememoração na atual vida do encarnado, cessando as ressonâncias desequilibrantes".
Trata-se de um erro de interpretação que tem gerado muita controvérsia, ao que tentaremos dar maiores luzes, bem como ao trabalho dos pretos velhos e as ressonâncias de vidas passadas como fatores perturbadores na encarnação presente, no próximo capítulo.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

RAMATÍS E VOVÓ MARIA CONGA - OS PRETOS VELHOS E A IMPORTÂNCIA DAS ERVAS NOS TRABALHOS DE CURA.


PERGUNTA: - Por que os pretos velhos utilizam ervas?

VOVÓ MARIA CONGA: - Os filhos sabem da grande capacidade curativa das ervas e das plantas. Os princípios químicos emanados desses fitoterápicos são utilizados na magia para a cura das mais diversas moléstias. De maneira mais simples possível, podemos dizer que têm grande repercussão etérica, como fiéis potencializadores das energias vinculadas aos quatro elementos no plano físico, ou seja, o fogo, a água, o ar e a terra, que abundam em todo o planeta por meio de vibrações próprias, e que estão presentes na constituição energética de todos os filhos e se manifestam especialmente nos corpos físico e etérico. Então, manipulamos as ervas que contêm as energias que estão faltantes nos filhos, refazendo o equilíbrio do corpo etérico, com imediato alívio das mazelas que os afligem no campo fisiológico.

PERGUNTA: - Pedimos maiores esclarecimentos sobre essas energias e manipulações. A prece fervorosa não é o suficiente?

VOVÓ MARIA CONGA: - Faz-se importante que os filhos entendam que as ervas utilizadas nesses casos são núcleos energéticos, agindo como acumuladores durante o crescimento das plantas de que são originárias. Estamos falando de energias eletromagnéticas e etéreo-físicas, em alguns casos mais potentes que as existentes na própria aura humana.
Quando as ervas são queimadas ou maceradas, obedecendo a certos rituais da Umbanda, que impõe disciplina mental e concentração aos médiuns, conseguimos atrair energias afins e a cooperação dos espíritos da natureza que estão vinculados aos sítios vibratórios correspondentes. No caso de queima das ervas, seja por meio de defumações ou incensos, o potencial de energia emanado é potencializado com a egrégora mental que se cria, dos médiuns, guias e protetores, repercutindo vibratoriamente nos planos físico, etérico, astral e mental, elevando o psiquismo dos seres, equilibrando a emotividade e exaltando as qualidades que estão inconscientes. Há uma modificação energética e magnética do ambiente e dos seres, desintegrando-se morbos psíquicos, miasmas, larvas, vibriões e bacilos astrais que ficam estagnados em ambientes e auras enfermiças. Concordamos com a grande eficácia da prece fervorosa, que, quando emanada com súplica e renúncia, se transforma em potente rádio-transmissor, eficaz instrumento de auxílio utilizado pelos guias e protetores. Mas, quanto aos consulentes perturbados, com o discernimento abalado, e que mal podem dizer os seus nomes, como exigir deles uma prece fervorosa? Com tamanha necessidade de ajuda, impõe-se recurso que propicie um alento imediato para que, vencida essa etapa de imobilização mórbida, possam esses filhos se utilizar do inquestionável recurso da prece.


PERGUNTA: - Como ocorrem os núcleos energéticos e acumuladores das plantas em processo de crescimento? Concluímos que não existe somente o mecanismo de ação fármaco-químico. É isso?

VOVÓ MARIA CONGA: - Desde o momento em que as ervas começam a germinar, até o instante exato da colheita ou poda, sofrem influências do magnetismo planetário, intervenções astrológicas e intensa absorção das energias solar e lunar, que passam a fazer parte do encadeamento energético de suas auras, compondo o complexo físico, etéreo e astral desse vegetal. Os chamados componentes fármacos-químicos fazem parte do "corpo físico" dessa planta, sendo a parte visível do todo energético que a envolve. Manipulamos mais precisamente a contraparte etérica, sendo os princípios físicos emanados, repercussão desta, e não o contrário. Ainda falta muito aos filhos para entenderem toda a cadeia da alquimia astral.

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE "BASE DE ORGANIZAÇÃO TREVOSA"



PERGUNTA: - O que é uma "base de organização trevosa" e um "bolsão de espíritos sofredores"?

RAMATÍS: - Uma organização especializada no mal, que é o sustentáculo astral de médiuns desviados da caridade desinteressada, que mercantilizam a mediunidade como se fosse balcão de escambo que a tudo resolve, geralmente tem locais em que se assentam seus equipamentos tecnológicos, centros de pesquisas, reservatórios ectoplásmicos vampirizados, e, para espanto de alguns mais delicados, guardam suas armas como se fossem realmente uma tropa de combatentes. Isso é o que podeis entender como "base de organização trevosa". Não é a cidadela dos desmandos em si, mas um local que lhe pertence, e o principal da estrutura malévola montada. Suponhamos um encarnado abruptamente desligado do corpo físico por um acidente traumático, um incêndio. No Astral, esse ser vê-se indefinidamente na situação do desencarne abrupto, como se eternas labaredas lhe fritassem as carnes, num quadro de demência que cria continuamente formas-pensamentos do cenário fatídico, como teatro real plasmado com personagens fictícios, que são criados pela mente em desequilíbrio. Num certo instante desse processo dantesco, outros espíritos na mesma condição mental estabelecem faixa sintônica com essa egrégora criada pelo primeiro desencarnado, que até então estava sozinho na sua louca ideação. E, assim, sucessivamente, outras entidades na mesma condição existencial, todas queimadas pelas chamas na Terra, vão se juntando como fiéis personagens de um roteiro escrito pelas mesmas sensações e emoções em desalinho.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O PODER DO PENSAMENTO, MAGNETISMO, ECTOPLASMA E FORMAS-PENSAMENTO.



 
PERGUNTA: - Como contribuímos com o nosso magnetismo animal e doamos ectoplasma?

RAMATÍS: - De forma natural, vosso duplo etérico, quando levemente distanciado do corpo físico, se torna uma "usina" fornecedora dessa substância altamente plástica entre os planos astral e físico. Quando sofreis as catarses emotivas,.há a liberação de enormes quantidades desse combustível animalizado, o que difere totalmente de atividades mentais de irradiação. Cabe-nos elucidar-vos que raramente, nos encarnados, o corpo mental inferior atua em separado do corpo astral, o que esclareceremos mais adiante no capÍtulo "Viciação mental-emocional".

PERGUNTA: - As ondas mentais que citastes seriam as formas de pensamento?

RAMATÍS: - Toda onda mental é um tipo de pensamento, mas nem todas criam as formas de pensamento. Há de se avaliar que as formas de pensamento pairam no éter, no plano astral e no plano mental, dependendo de sua origem. Quando originária das emoções e dos sentimentos atuarão no Astral. Todavia, podem ser plasmadas no plano mental como são as formas de pensamento dos campos de força da apometria, direcionadas para auxilio a um ente. Por exemplo: aquelas que têm finalidade de proteção e são fixadas em volta da aura do corpo mental inferior e astral do auxiliado, na sua residência ou local de trabalho. Podemos afirmar que as formas de pensamento são "entidades" vivas animadas pela ideia que as gerou(*). As puras formas de pensamento do plano mental interferem no plano astral; o contrário não se dá, pelo simples fato de que as frequências mais altas interferem nas mais baixas, interpenetrando-as, sendo impossível o inverso ocorrer.

domingo, 6 de agosto de 2017

"OS ESPÍRITOS SÃO ATRAÍDOS PELOS PENSAMENTOS AFINS".


PERGUNTA: - Na resposta à questão 553 do Livro dos Espíritos, encontra-se a seguinte afirmação: “... não há nenhuma palavra sacramental, nenhum sinal cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os espíritos, porque eles são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. Pedimos vossos comentários a respeito.

RAMATÍS: - Sem dúvida, os espíritos são atraídos pelos pensamentos afins e pelos sentimentos similares. Considerai vossa habitual desconcentração mental e concluireis que as palavras sacramentais, os mantras, os cânticos, as preces iniciais, os sinais geométricos e cabalísticos, os talismãs, as guias, as imagens pictóricas, o congá, o altar, o santo. de fé e a água fluidificada são recursos válidos para os encarnados acalmarem suas agitadas mentes, se concentrarem e conseguirem ter um fluxo de pensamento continuo e concentrado para a sintonia com os espíritos do "lado de cá".
Aliado a esse fato, servem de pontos de fixação e apoio mental para a elaboração de formas de pensamento que, quando vos reunis em grupo, criam as egrégoras, potentes aglutinações energéticas manifestadas no fluido cósmico universal peculiar ao plano astral. Conjugadas com vosso fluido animal, criam o amálgama que se requer para a cura dos sofredores desencarnados, retorcidos de dores por membros esfacelados, ferimentos e perturbações diversas. Ainda permitem plasmarem-se objetos, instrumentos, benfeitorias e habitações exigidas pelos centros socorristas no Umbral inferior.
Como é o pensamento que age, os talismãs e as outras formas materiais são apenas sinais que ajudam a direcioná-lo, como é respondido na questão 554 daquele importante livro doutrinário. Obviamente, isso não deve vos conduzir excessivamente a esses objetivos materiais, e sim aos valores alicerçados na moral e na conduta evangélica.
Claro está que o conhecimento do esoterismo, da astrologia, dos orixás, do magnetismo, da física, da química, da apometria, das escolas orientalistas, da magia e do ocultismo, de maneira geral, contribuirão para que tenhais fundamentos no manuseio desses elementos materiais, tão importantes no mundo das formas para as vossas concentrações. Todavia, não deveis vos deixar aprisionar pela manipulação desses recursos, ou vos tornar dependentes dos rituais.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A UMBANDA E OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS




PERGUNTA: - Quais os motivos de as personagens ditas orixás, e suas histórias de amor e quizilas, serem tão comuns e aceitas nos cultos afro-brasileiros?

RAMATÍS: - Os cultos afro-brasileiros são massificados, assim como a umbanda o é. Isso não quer dizer que sejam inferiores aos cultos eletivos, como o são as ordens iniciáticas: Maçonaria, Rosacruz, Teosofia, entre outras. Considerai ainda que o fato de os cultos afro brasileiros serem populares não significa que muito de seus terreiros não tenham ritos internos para uns poucos eleitos que são iniciados nos segredos velados à maioria profana.
Estudai as mentes dos indivíduos comuns: cidadãos aposentados, trabalhadores da indústria de construção, donas de casa, desempregados, marceneiros, pedreiros, artesãos, pequenos comerciantes, e verificareis que em geral são totalmente voltadas para o exterior. Trata-se de pessoas cujas atenções se voltam para ritos externos, com o desfile de imagens simbólicas que causam continuas impressões no campo de suas consciências simples e ainda incapazes de abstrações meditativas silenciosas na busca do "eu interior" do espírito eterno.

domingo, 30 de julho de 2017

CONSIDERAÇÕES SOBRE JESUS E A FAMÍLIA HUMANA


PERGUNTA: — Alguns escritores afirmam que Jesus, embora fosse de admirável composição moral, também não conseguiu furtar-se ao amor do sexo no mundo onde viera habitar. Que dizeis?

RAMATÍS: — Se Jesus houvesse casado e constituído um lar, a humanidade só teria lucrado com isso, pois ele então deixaria mais uma lição imorredoura da verdadeira compostura de um chefe de família. E mesmo que também houvesse alimentado um amor menos platônico, nem por isso menosprezaria a sua vida devotada exclusivamente aos outros. Muitas criaturas solteiras e castas vivem tão repletas de inveja, egoísmo, ciúmes e concentradas exclusivamente em si mesmas, que se tornam inúteis e até indesejáveis ao próximo.
Que desdouro seria para Jesus, se ele se tivesse devotado ao amor que une o homem e a mulher, quando deu toda sua vida em holocausto à redenção espiritual da humanidade? Sem dúvida, a sua rara beleza acendeu violentas paixões nos corações de muitas jovens casadoiras ou mulheres à cata de sensações novas, o que exigiu dele enérgica autovigilância para não sucumbir às tentações da carne e nem constituir o lar terreno do homem comum. Aliás, diversas vezes Jesus foi caluniado em suas abençoadas peregrinações, cujos detratores o acusavam de fascinar as viúvas ricas para herdar-lhes os bens materiais e atrair as jovens incautas para fins inconfessáveis. Sob o domínio despótico de Roma, algumas hebréias falseavam os seus deveres conjugais, pois preferiam a fartura do conquistador do que a pobreza honesta de seus conterrâneos. E os espíritos das trevas, que vigiavam Jesus em todos os seus passos armaram-lhe ciladas as mais sedutoras até entre as patrícias romanas. Mas embora ele tenha evitado formar um lar, jamais condenou ou menosprezou o agrupamento da família, porquanto sempre advertiu quanto à legalidade e ao fundamento da Lei do Senhor, que assim recomendava: "Crescei e multiplicai-vos!" O sangue humano como vínculo transitório da família terrena, tanto algema as almas que se odeiam como une as que se amam no processo cármico de redenção espiritual. Por isso, Jesus aconselhou o homem a libertar-se da escravidão da carne e estender o seu amor fraterno a todos os seres, além das obrigações inadiáveis no seio do lar. Tendo superado as seduções da vida material, e sentindo-se um realizado no recesso da humanidade terrena, chegou a advertir o seguinte: "aqueles que quisessem segui-lo em busca de reino de Deus, teriam de renunciar aos desejos da vida humana; e, se preciso fosse, até abandonar pai e mãe!" E por isso, acentuou textualmente: "Quem ama o pai e a mãe mais do que a mim, não é digno de mim!" Jesus recomendava amor e espírito de justiça, induzindo à libertação da família no mundo material acima do egocentrismo de casta, em favor de toda a humanidade. Ele procurou demonstrar, que apesar do vínculo sangüíneo e egoísta da parentela humana, o homem não deve limitar o seu afeto somente às criaturas viventes no ambiente de sua família ou simpatia. Muitas vezes, detrás da figura antipática do vizinho ou de algum estranho desagradável, pode se encontrar justamente um espírito nosso amigo de vidas passadas. No entanto, entre os nossos mais íntimos familiares, às vezes estão reencarnados espíritos algozes, que nos torturaram outrora e a Lei Cármica os reuniu para a necessária liberação dos laços de culpa ou do perdão recíproco (1). O imenso amor de Jesus pela humanidade é que o afastou do compromisso de constituir um lar.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A MISSÃO DA UMBANDA


Sinopse: Embora surgida no Brasil em 1908, com a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas pelo médium Zélio de Moraes, a umbanda é “mais antiga nos planos rarefeitos que o próprio planeta Terra”. Para desvelar sua essência e seus verdadeiros fundamentos, Ramatís retorna à literatura espiritualista e delimita o perfil doutrinário e ritualista desta religião eminentemente brasileira fundamentada no Evangelho do Cristo, que em nada se parece com as práticas mágicas populares e os cultos de origem africana.
O que são verdadeiramente os orixás e exus, o que representam os assentamentos vibratórios, o surgimento da tela etérica e sua relação com o mediunismo, as correspondências vibratórias entre os planos do Universo, os corpos sutis, os chacras e os orixás; as escolas orientais e a gênese desta religião de raízes cósmicas, os sincretismos e as influências indígena, negra e branca, são elucidados com a objetividade que lhe é peculiar. E mais: a realidade oculta atrás dos sacrifícios de animais, prática que nada tem a ver com a ritualística da verdadeira umbanda, assim como os populares “despachos” nas esquinas urbanas, são definitivamente esclarecidos.
Esta obra é, portanto, um relevante marco na trajetória do movimento umbandista, e sem dúvida uma importante referência para todos os umbandistas sérios e espiritualistas estudiosos.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

EIXO PLANETÁRIO E CAMPOS DIMENSIONAIS



O conhecimento Aumbandhã, síntese da gênese cósmica, tradição que já esteve presente no orbe terrícola em toda a sua amplitude, desde as primevas e mais antigas raças, deixou como legado, principalmente, todas as filosofias herméticas.
Esse bálsamo das verdades eternas desceu do Alto com apoio das fraternidades do Astral
Superior, quando reencarnaram muitos emissários, oriundos de vários orbes mais evoluídos no Cosmo, como Antúlio, Moisés, Lao Tsé, Buda, Confúcio, Hermes Trismegisto, Pitágoras e Jesus, Mestre dos Mestres.
Essa doutrina iniciática reintegra o homem consigo mesmo, num resgate do seu eu crístico adormecido, catapultando-o ao Todo cósmico. Não se prende a nenhum sistema filosófico ou religioso existente, baseando-se o seu caráter na tríplice manifestação de todas as coisas, verdades espirituais do Universo, desde a menor partícula energética até os processos divinos da cosmogênese, que conduzem a ameba ao Anjo, a bactéria ao Arcanjo, tendo como realidade eterna
e imaterial, princípio regente de toda a vida no contínuo Infinito, o espírito imortal. Sua finalidade precípua, como doutrina divina e verdadeira, é a cura dos indivíduos, conduzindo-os através de passos seguros à paz, à luz, ao despertamento do eu crístico, ao bem-estar e à ascese evolutiva sem sofrimentos.
Na criação do Universo, processo ainda de difícil compreensão aos terrícolas, podemos
afirmar que ocorreram três fenômenos básicos: luz, som e movimento. A matéria universal, fluídica, aparentemente caótica, teve a influência das poderosas mentes dos Arcanjos Planetários, co-criadores da Divindade Suprema. Essas três realidades, coexistentes, foram decorrência da Ação Criadora do Criador: desprenderam-se-lhe faíscas, centelhas, que tornaram-se espíritos
livres, primeiro elemento; no Espaço cósmico, segundo elemento; agindo no fluido universal,
terceiro elemento; formando a tríade criativa do Pai. Assim, todas as sete variantes vibratórias se formaram, criando níveis de manifestações hierárquicos, planos interpenetrados e semelhantes, como previstos na Lei de Correspondências Vibracionais, desde as energias mais sutis e rápidas, até as mais densas e lentas.
No início, a energia cósmica foi-se condensando e, com suas vibrações sidéreas, os Arcanjos Planetários deram-lhe direcionamento e leis reguladoras. Moldaram-na, subtraindo-lhe o turbilhonamento desregulado das forças centrípetas e centrífugas, das cargas positivas e negativas dessas energias, aparentemente despolarizadas, caóticas, num plano direcional previamente definido pelos Arquitetos e Engenheiros Siderais, o qual poderíamos aludir como mecânica da física cósmica para vosso melhor entendimento. Não comentaremos especificamente sobre a formação do planeta, o assunto já abordado em tantas outras obras mediúnicas e de amplo conhecimento dos espíritas e espiritualistas estudiosos. Assim, há seres que habitam orbes similares à Terra e outros mais sutis, mas todos obedecem aos princípios de manifestação do espírito que regulam a harmonia cósmica e sua relação de causalidade. Foi dado ao fluido cósmico universal, disperso no Cosmo, uma direção que o uniu, o condensou, formando-se as diferenças de densidade nos sete planos' vibracionais. Pela ordem da Criação, o primeiro estado, mais etéreo, foi direcionado até chegar ao sétimo, que abrange" o corpo físico e o mundo material que o cerca.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE A BENZEÇÃO.


PERGUNTA: - Podeis explicar-nos como o processo de benzer alivia e cura eczemas, cabreiros ou demais afecções do gênero?

RAMATÍS: -
Deus serve-se das criaturas humildes e benfeitoras para, através da terapêutica exótica do benzimento, do exorcismo, do passe ou da simpatia, auxiliar os encarnados a expurgar de sua intimidade os miasmas e as toxinas perispirituais geradas pelo pecado. Os benzedores ou passistas desempenham a função de verdadeiros desintegradores vivos, cujas mãos, em ritmo e movimentos adequados, projetam a energia terapêutica sobre os núcleos dos átomos etereoastralinos, destruindo a virulência do atomismo físico.
O homem, em verdade, é uma usina viva que pode exercer função terapêutica em si mesmo ou no próximo, conforme as expressões da sua própria vontade, conhecimento e treino. Então, ele produz estados vibratórios semelhantes às ondulações dos modernos aparelhos de radioterapia ou eletroterapia da vossa ciência médica, que projetam raios de ultra-som, infravermelho ou ultravioleta. A mente ajusta e controla o comprimento de ondas, enquanto o coração age como fonte de energia curadora, cujo potencial é tão intenso quanto seja o grau amoroso e a pureza espiritual do seu doador. Assim, a aura fluídica do eczema, do cobreiro, da impingem ou do quebranto desintegra-se sob o bombardeio da carga viva do magnetismo hiperdinamizado pelo passista ou benzedor. E os fluidos nocivos da infecção, desintegrando-se, retomam à fonte do astral
inferior. No entanto, mesmo depois de curado pelo benzimento ou pelos passes, o paciente só evitará as recidivas caso também serene a sua mente e adoce o coração endurecido.
Quando os passistas, benzedores ou médiuns são criaturas abnegadas e desprendidas de quaisquer interesses mercenários, eles têm a assistência dos bons espíritos, que os ajudam a obter êxito na sua tarefa socorrista aos enfermos do corpo e da alma.

sábado, 15 de julho de 2017

A MENTE - "O HOMEM É O PRODUTO DO QUE PENSA"


PERGUNTA: — Seria útil para a doutrina espírita estudar a mente, no sentido de investigar todos os seus refolhos, como fazem o Esoterismo, a Teosofia, a Rosa-cruz e o Yoga?

RAMATÍS: — Evidentemente, deve interessar à doutrina espírita o estudo profundo de todas as faculdades, poderes e recursos do Espírito Imortal, a fim de apressar a evolução da humanidade. E, sendo o Espiritismo um movimento espiritualista prático e popular, sem complexidades iniciáticas, sua principal missão é transmitir o conhecimento direto da imortalidade e ensinar aos homens os seus deveres espirituais
nas relações com o próximo.

PERGUNTA: — Que achais da bibliografia espírita sobre o estudo da mente?

RAMATÍS: — Embora não existam compêndios espíritas especializados sobre o estudo da mente, já é bem extensa a bibliografia que trata desse assunto de modo prático e bastante compreensível. São escritas, comunicações e mensagens mediúnicas dispersas, em várias obras, revistas, jornais e panfletos doutrinários, constituindo excelente repositório de conhecimentos, análises e soluções sobre os problemas
da mente.
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