Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

sexta-feira, 23 de junho de 2017

"CONDICIONAMENTOS E VICIAÇÕES MENTAIS-EMOCIONAIS" - ll



PERGUNTA: - Então, devemos fugir das condições adversas, como são as duras provações com a finalidade de subjugar nosso eu inferior na condição de médiuns encarnados?
RAMATÍS: -
De maneira alguma. Todavia, alguns espíritos se impõem demasiada pressa. Muitos dos que se dizem espiritualizados, como falsos santos em conventos, não suportam a intensificação das provações a que se submeteram por sua livre
vontade para se reformar. Não é de uma hora para outra que vos "santificareis".
É óbvio que deveis levar com o máximo de seriedade o nobre desafio de subjugar vosso eu inferior. Isso passa ao longe do precipitado equívoco do pedreiro imprudente que, ao colocar mais areia do que o comum no carrinho de mão para não fazer serão depois do expediente, acaba fazendo uma liga insuficiente na argamassa usada para sustentar os tijolos do edifício. 
Os senhores do carma aguardam pacientemente o fortalecimento de cada individualidade, seja em que planeta for do Universo. Não interpreteis isso como excesso de compaixão e não vos deixeis conduzir a dispensáveis acomodações do espírito. No Cosmo, no processo evolutivo que conduzirá todos aos páramos celestiais, a cada um são oferecidos os pedregulhos que podem ser carregados.Os planejadores cármicos contemplam não somente o que cada um merece, mas também o necessário ao seu pleno desenvolvimento espiritual no estágio em que se encontra. Assim, ao arquiteto é dado oportunidade à elaboração da planta de uma construção de conjunto habitacional na periferia da cidade; ao contador cabe conseguir os recursos financeiros, repassando-os às classes populares; ao mestre de obras, zelar pelos materiais em sua qualidade, não extrapolando o orçamento da construção elaborado pelo engenheiro; e
finalmente ao pedreiro, ao pintor, ao marceneiro, ao encanador, utilizar os insumos da forma mais eficiente possível. Assim, cada um, de acordo com o estágio evolutivo, na vida diária irá ter infinitas oportunidades de adquirir controle sobre os desejos, sentimentos e emoções que escravizam o corpo mental inferior ao corpo astral e este ao corpo físico.

"CONDICIONAMENTOS E VICIAÇÕES MENTAIS-EMOCIONAIS"



PERGUNTA: - Com todos os apelos sensórios com que somos bombardeados
diariamente (Internet, televisão, jornais, revistas, anúncios, modismos), sentimo-nos como uma formiga tendo de remover o Himalaia. Não há um caminho mais ameno?

RAMATÍS: -
Lembrai-vos de que é muito fácil ser virtuoso quando não há tentações à vista. Vossas predisposições anteriores à atual personalidade vos instalam o saudosismo dos antigos eremitérios, onde o trabalho interno era perseguido no isolamento. Isso vos leva a cair em comportamentos demasiado eletivos, quando não completamente isolados dos profanos comuns, "pobres mortais que nada sabem", muitos deixando a caridade em grupo para tentar alcançar sozinhos o pico da montanha.
Na primeira queda, não há ninguém para segurar vossas mãos; ao contrário: muitos inimigos a empurrar ladeira abaixo ou a colocar pedras em vossos bolsos.
Aqueles que são verdadeiramente convictos de si e fiéis seguidores de seus planejamentos reencarnatórios, nas circunstâncias adversas da' crosta terrícola, conseguirão inevitavelmente uma importante iniciação, adquirindo o direito cósmico de alçar vôos no plano astral, e conseguirão dominar sua natureza inferior em meio ao burburinho da coletividade.
Muitos espíritos, antes de voltar à carne, pedem duras provações para livrar-se mais rapidamente de pesados débitos do passado.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"MEDIUNISMO UMBANDISTA NO BRASIL"


PERGUNTA: - O Brasil é um país continental e tem um povo de grande misticismo, que abriga variadas formas de mediunismo mais arcaico, inclusive com sacrifícios de animais: pajelança da Amazônia, candomblés de caboclo, catimbós, ritual de xangô, catimbó-jurema, entre outros. Qual a finalidade desses movimentos? Podemos chamá-los de Umbanda?

VOVÓ MARIA CONGA: -
Agradeçamos todos ao Alto por essa pátria abrigar todos os seus filhos em seus anseios espirituais. O que parece uma balbúrdia para os homens, é abençoada acomodação das consciências em evolução. É com essa liberdade de semeadura que vão os filhos evoluindo, e o que muitas vezes parece uma insensatez aos olhos dos julgamentos precipitados dos homens, é sensata caminhada rumo à colheita de luz. Os mais recatados em seus valores espirituais consideram tais ritos e práticas como "pecaminosos", já que são de opinião que estão no caminho certo e que suas doutrinas ou religiões são as verdadeiras, como se a Divindade os elegesse. Mesmo os que estão ainda retidos em rituais "arcaicos", como o de sacrifício de animal em nome de orixá cultuado, oferenda dispensável, já que nenhuma vida no Cosmo deve findar em prol de outra, reconheçamos que por tratar-se de ato de fé, de crença fervorosa para com a Divindade, esses filhos também estão no caminho do despertamento amoroso, como todos no Universo. Muitas vezes, esses mesmos críticos acham-se superiores no seu misticismo com o Além, mas esquecem-se da palavra fraterna e solidária no banquete diário de negócios em que a maledicência se instala, servidos que se encontram com finos alcoólicos e cortes especiais de carnes suculentas e mal passadas, distantes dos locais em que se mostram caridosos e humildes no encontro do culto semanal que praticam. 
Nessas ocasiões que se satisfazem avidamente, não imaginam que, para os "olhos" do Além, a expressão da fé, mesmo "arcaica", é direito inalienável de cada cidadão, ao contrário da satisfação dos instintos animalescos dos homens "evoluídos". Não podemos afirmar que essas manifestações de mediunismo sejam Umbanda, de conformidade com o planejamento sideral desse movimento, mas pela sua universalidade nata, pois oriunda do Cristo Cósmico na sua essência amorosa, as altas entidades do Astral, dirigentes do mediunismo umbandista no Brasil, preveem que a Umbanda acabará abrigando em seu seio todas essas expressões de fé, pois há uma depuração irreversível de todas essas práticas, o que é coerente com a própria evolução dos homens, sendo que a própria Umbanda está em constante mudança evolutiva nesta era de Aquário.

MEDIUNIDADE E HOMOSSEXUALISMO


PERGUNTA: - E aqueles médiuns que notadamente são homossexuais?

VOVÓ MARIA CONGA: -
Isso pouco nos importa. A conduta "culposa" que está relacionada com a moral dos homens, e o fato de um médium se encontrar em situação
provacional, como o é a questão da homossexualidade, é meramente efeito na atual encarnação de causas passadas, assim como o são as provas diárias do egoísmo, da vaidade, dos ciúmes e das maldades "comuns" para os homens. Pode um filho de conduta sexual "normal" aos olhos dos valores fugazes da sociedade dos homens ter pouco ou nenhum valor moral na visão da Espiritualidade, nos casos em que se exige um instrumento mediúnico. O sexo em si não
ofende as leis espirituais e não devemos classificar o homossexual como um anormal ou impuro. O amor, a solidariedade, o perdão das ofensas e a pureza do espírito, isso sim são requisitos indispensáveis, como objeto de julgamento severo que se estabelece quando do abençoado labor como aparelho mediúnico...

domingo, 18 de junho de 2017

O ASTRO INTRUSO


PERGUNTA:  Dissestes há pouco que a humanidade terrena está atraindo coletivamente o psiquismo agressivo do planeta intruso, fixando-o na capacidade pessoal de cada ser. Podíeis dar-nos um exemplo para melhor entendermos como se processa essa interceptação ou aprisionamento da ação do astro?

RAMATÍS: 
É um fenômeno que pode ser apreciado sob mil modalidades diferentes. Essa interceptação físio-psíquica que um orbe ou uma humanidade efetua no seio do éter cósmico, varia de conformidade com as condições de seu progresso sideral. Enquanto os terrícolas, mergulhados no mesmo éter cósmico, situam energia na faixa vibratória que ainda é magnetismo ou energia degradada, os marcianos, com o mesmo éter, podem penetrar profundamente no fenômeno, e lidam, então, com o magnetismo etérico, uma forma ainda mais pura desse éter cósmico. Eles já conseguem transformar a luz em energia!
A vossa ciência trabalha com energia que se liberta continuamente e exige dificultoso aparelhamento para interceptá-la a contento econômico, visto que aprisiona essa energia depois de produzida ou degradada. Os marcianos, os jupiterianos, os saturninos, conseguem lidar com a energia no seu descenso vibratório, original, isto é, na sua forma realmente positiva e energética que, embora com abaixamento vibratório, é de índole impulsiva e não eclosão eletrônica consumível.
Servindo-nos de um exemplo corriqueiro, dir-vos-emos que a luz é sempre uma vibração única, no sentido de sua pureza iniciática; mas, conforme a capacidade dos que a recepcionam ou interceptam, torna-se luz intensíssima, forte, média ou fraca. Enquanto o homem se debate nas trevas, o gato enxerga no escuro, porque alcança menos de 16 vibrações por segundo; e a luz fraca, para o ser humano, já é intensa para o gato. No extremo da faixa vibratória da luz, o homem se ofusca acima de 20.000 vibrações por segundo, enquanto que essa luz é ainda fraca para a multiplicidade de insetos dos climas límpidos e equatoriais. A luz é sempre a mesma em sua fonte original; existiu antes do vosso orbe e existe como uma só expressão atuante, variando apenas quanto ao ser ou objeto que a intercepta e ajusta na
dosagem que lhe é apropriada. onsiderando que o astro de que tratamos é um "quantum" de energia agreste, primitiva e estimulante, os habitantes da Terra irão interceptá-la conforme a sua maior ou menor resistência psíquica no treino da vida. Enquanto um Francisco de Assis, sob essa mesma influência, dosá-la-ia como "vitalidade virgem", que só lhe atuaria no dinamismo do trabalho a favor do próximo, uma alma tipo Nero encherse- ia de ânimo e de audácia para vencer qualquer escrúpulo contemporizante de uma ação má.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

"ASSIMILAÇÃO EQUIVOCADA DO VERDADEIRO EXU".


PERGUNTA: - A nosso ver, a assimilação equivocada do verdadeiro exu da umbanda com o inexistente demônio popularizado pelos crentes católicos e evangélicos contribui para a acirrada perseguição religiosa das igrejas neopentecostais, que genericamente atacam toda a comunidade umbandista. Em vossa opinião, isso não é contraditório e injusto?

RAMATÍS: - Na verdade, as leis cósmicas que regem a harmonia universal desconhecem a contradição e a injustiça. Assim como os sacerdotes negros que vieram como escravos tinham sido, em eras remotas, ferrenhos conquistadores, ditadores, generais e soldados de impérios dominadores do pretérito, perseguidores das religiões nos territórios conquistados, a reencarnação coloca ex-inquisidores opulentos como ovelhas tosquiadas de suas parcas moedas diante de pastores e bispos, em nome do dízimo que garante o salvo-conduto para as regiões paradisíacas.
Os mesmos que atacam os umbandistas e têm como meta aumentar o rebanho do bom pastor, fechando o maior número possível de terreiros na vizinhança, são liderados por
organizações sedentas de dominação coletiva, de grande poder mental, angariando abertamente novos cofres vivos pela hipnose amparada pelo verbo fácil, acumulando riquezas para a abertura de novas igrejas "em territórios a ser conquistados, com outros terreiros que devem ser fechados.
A umbanda não distingue o bem e o mal aos moldes judaico-cristãos ocidentais. Preconiza, fundamentada nos valores crísticos, universais, a possibilidade de felicidade, numa teologia que libera os adeptos da compunção lacrimosa de sofrer nas entranhas da carne os pecados praticados, desoprimindo da autoflagelação psíquica. Isso acabou criando uma armadilha ante as populações crentes, evangélicas, católicas e neopentecostais: os espíritos de pretos velhos, caboclos e crianças, bons e virtuosos, teceram a representação do bem, equiparados aos mentores kardecistas e aos santos canonizados. A aplicação da justiça cósmica é entendida precariamente pela maioria, que, inadvertidamente a interpreta como sendo o mal, o sofrimento.
Agrava-se essa dissonância com a prática desmesurada de cobrança de trabalhos mágicos, amarrações e despachos pelos motivos mais rasteiros ~ mundanos, em que vários terreiros de práticas mágicas populares, distorcidas, competem na busca dos fiéis, cada vez mais escassos, na tentativa de sobrevivência do "pai ou mãe-de-santo" e para a manutenção das despesas. Nessa competição, para mostrar quem tem o axé (força) mais eficaz, faz-se qualquer trabalho, atendem-se todos os pedidos pagos, de aborto a desencarne encomendado com despacho sanguinolento em porta de cemitério, encaminhados para os cultos de "exus" e "pomba-giras", identificados erroneamente como espíritos diabólicos da "umbanda". Isso se agravou com o tempo, já que muitos sacerdotes das religiões. afro-brasileiras se "umbandizaram", estruturando um tipo misto de religião.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O MILAGRE DA MEDIUNIDADE


"No Universo não existem fantasias nem milagres, mas tudo obedece a um processo de ciência cósmica com leis invariáveis."                                                                       RAMATÍS, Elucidações do Além, 1964.
 
Cansada de tanta dor, a jovem senhora que mais parecia uma velha, pela aparência do corpo arqueado, resolveu que daquele momento em diante não buscaria mais o auxílio da medicina, e sim o "milagre" dos Céus. Assim, descendo de seu pedestal de "madame", resolveu começar subindo a escadaria da santa, durante uma romaria. Lá rezou à sua maneira, acendeu velas e pediu cura. Ensinaram-lhe que precisava fazer novena, e assim ela fez. Nenhum sinal, nada de o milagre acontecer. As dores lancinantes na coluna, depois de subir a escadaria, e a falta de resultado, após todo aquele sacrifício, já a estavam desanimando, quando recebeu nas mãos um panfleto. Ali estavam promessas de cura, de verdadeiros milagres operados pela força do Espírito anto, e foi para lá que ela se dirigiu. No primeiro dia, era preciso expulsar o demônio, e só depois de "colaborar" com o templo e iniciar uma corrente de oração é que receberia a graça. Ela deixou naquele lugar uma boa quantia do dinheiro que já escasseava em decorrência de tantos gastos com a saúde, e no final de meses não obteve nenhum resultado. Angustiada, já pensava em suicídio quando uma amiga, das poucas que ainda lhe restavam, falou de uma sortista afamada que, além de ver o futuro por bem pouco dinheiro, faria algumas xaropadas que com certeza a curariam. E assim foi que gastou mais do que o prometido, e tudo o que conseguiu foi um desarranjo intestinal.
A dor continuava. A fraqueza agora tomava conta daquele corpo, e sua mente já estava com dificuldade de raciocínio. Das Dores, que era sua confiável e amorosa cozinheira de longos anos, encolhida em sua humildade, mesmo nada falando para a patroa, fazia rezas e pedidos para que recobrasse a saúde. Sabendo da aversão que a madame tinha pelos cultos afro, nunca ousou lhe contar que frequentava um terreiro de umbanda na periferia.
Naquela manhã, a jovem senhora, após uma noite de insônia e muita dor, repensando sobre. como a vida lhe estava sendo roubada dia após dia, desejou não levantar mais da cama. Desde que as dores se instalaram em sua coluna, só somara perdas, uma após outra. Primeiro, foi o marido que arranjou outra mulher, diante da limitação da esposa em acompanhá-lo em sua ativa vida social, depois, a filha casou-se e mudou de país, e, em seguida, os amigos, foram aos poucos se
afastando, pois o dinheiro escasseava.
Das Dores, vendo que a patroa desistia de lutar, solicitou à sua protetora, uma preta velha chamada Maria Redonda, que lhe intuísse sobre como agir para ajudar aquele espírito enfermo. E, naquela mesma noite, Das Dores foi transportada em corpo astral para uma colônia espiritual denominada Aruanda e de lá carregou os ensinamentos de que precisava para socorrer a madame.
Haveria de levantar a patroa daquele leito e, mesmo a contragosto, procuraria dar-lhe um
banho quente, vestir roupas claras e levá-la ao terreiro de umbanda, na noite de gira de preto velho. Então, inventando uma desculpa qualquer, a bondosa negra obedeceu à sua mentora, chamou um táxi e transportou a patroa até o local. Quando lá chegaram, a sessão estava sendo aberta. A madame, mesmo confiando na bondosa empregada, assustou-se ao ver que estava num "centro de macumba", denominação que usava para esses locais.
Escutando lá de fora a batida dos tambores e o cantarolar efusivo da corrente mediúnica, seu coração disparou, suas mãos suaram, as pernas tremeram; em sua mente fervilhavam imagens que, por mais que forçasse, não conseguia apagar. Afloravam ressonâncias de um passado em que usara a magia de maneira errada, bem como de quando se viu vítima da Inquisição. Ora as imagens que tumultuavam sua mente eram de uma fogueira enorme, onde via seu corpo queimando; eram cenas de matança de aves cujo sangue lhe banhava a fronte. Dando um grito de horror, desmaiou. Mesmo assim, foi transportada para o interior do templo por dois cambonos e colocada aos pés do congá. Rapidamente, sob as ordens do guia-chefe que já estava atuando em seu médium, formou-se uma corrente de medianeiros ao seu redor, que, com a puxada de pontos cantados, incorporavam seus guias e protetores. A vibração de exu se fez necessária para a contenção das forças que teimavam em comandar aquele espírito que ocupava o corpo inerte. Dementados pelo ódio, nem perceberam que a luz os havia atraído, e assim se tornaram iscas para que fosse localizado no plano astral seu chefe, mago negro que comandava a operação.Além de todos os socorros efetuados no Astral, os trabalhadores espirituais ali presentes, por intermédio dos médiuns que cediam seus aparelhos, limpavam e curavam os corpos imateriais da jovem senhora, que agora acordava sob o amparo da bondosa Das Dores. Sem tempo de tomar qualquer atitude, foi levada pela empregada a uma sala interna do templo, onde, deitada em maca coberta por alvos lençóis, ficaria até se restabelecer do desmaio.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

LEI DO CARMA

PERGUNTA:  Estamos propensos a supor que a ação inflexível da lei do Carma sobre as almas em trânsito pelos mundos materiais significa uma cobrança tão severa quanto a da implacável lei do “olho por olho e dente por dente”. Não é assim?

RAMATIS: 
Em obras anteriores já vos temos explicado que a Lei do Carma não pune, mas reajusta. Malgrado ela vos pareça uma lei draconiana ou processo corretivo severo demais, em que a causa equívoca mais diminuta também gera um efeito milimetricamente responsável, tudo isto se sucede sempre objetivando a felicidade do espírito e o mais breve desenvolvimento de sua consciência angélica.
O Carma é a lei benfeitora que indica o caminho certo ao viajante despreocupado ou teimoso, corrigindo-lhe os passos titubeantes e os desvios perigosos, a fim de ajustá-lo mais depressa à sua ventura imortal. A humanidade terrena já se encontra suficientemente esclarecida para compreender que o seu sofrimento decorre, em particular, das suas infrações contra a Lei que justamente opera em seu favor! Uma vez que Jesus já deixou elevados ensinamentos que marcam o roteiro para o homem viver em perfeita harmonia com a Lei Cármica, e que regulam o equilíbrio da Vida e da ascensão angélica, jamais se justificam as reclamações humanas sob o pretexto de qualquer injustiça divina! Mesmo entre a vossa humanidade, a ignorância da Lei não é motivo para o infrator se eximir de sua responsabilidade! Deus não é um cérebro atento e implacável que intervenha punitivamente em cada momento em que vos equivocais; o pagamento do “ceitil por ceitil” é efetuado automaticamente pelo próprio espírito faltoso e, se a isso ele se sujeita, é porque costuma entrar em conflito com as regras que dirigem a sua ascensão espiritual. Então há de sofrer a ação contrária, da Lei, assim como a criança que queima a mão no fogo, não porque este seja vingativo e a castigue, mas apenas porque é um elemento comburente. Deus não cataloga ofensas praticadas por seus filhos, assim como não concede condecorações àqueles que o lisonjeiam constantemente. Ele apenas estabeleceu leis equânimes e sábias, que agem sob a égide do próprio bem. Elas arrebanham os retardatários, os rebeldes e os teimosos que ainda estacionam à margem dos caminhos da vida ilusória da forma, ajustando-os novamente ao curso exato de sua ventura espiritual.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A SIMPLICIDADE DOS BENZEDORES



PERGUNTA: - Por que os benzedores, em geral, são criaturas incultas, pobríssimas,
supersticiosas e até analfabetas?

RAMATÍS: -
Eles podem ser incultos, analfabetos e supersticiosos com as suas
crendices exóticas, mas lidam com forças ocultas na mesma igualdade de condições com que os radiologistas mobilizam os raios de "Roentgen", na radiografia, o médico, o ultra-som, a eletroterapia, o infravermelho ou ultravioleta. Mas enquanto as energias projetadas pelos aparelhamentos da ciência médica só agem na estrutura física ou atômico-molecular, as forças mobilizadas pelos benzedores atuam intimamente no psiquismo humano.
O benzimento é uma projeção etéreo-astral impregnada da substância mental e emotiva do benzedor, ativando o campo energético combalido ou perturbado do paciente. Os médicos, benzedores "oficiais", usam a eletroterapia de projeção de ondas de toda a espécie oculta, e desintegram quistos, tumores ou excrescências virulentas, assim como substâncias enfermiças que formam a sinusite e outras conseqüências anômalas. No entanto, eles fracassam, quanto a eliminar
o "tóxico-psíquico" aderido ao perispírito do enfermo, cuja faixa vibratória transcende a interferência dos aparelhos materiais e que só é acessível às criaturas dotadas de faculdades mediúnicas.
Os benzedores, malgrado serem incultos, agem exclusivamente pelo sentimento caritativo de servir, enquadrando-se na simplicidade que é própria das "crianças" do generoso convite de Jesus! A sua fé e boa-vontade transformam-nos em verdadeiras usinas de forças catalisadas do
mundo oculto, as quais penetram na zona psicofísica dos enfermos e desintegram os fluidos ruinosos que aderem ao perispírito e são produzidos por sentimentos de inveja, ciúme, vingança ou maledicência. Enquanto o aparelhamento eletroterápico do mundo material só atua na organização física, as cargas do "magneto vivo", que é o benzedor, penetram a fundo na intimidade astralina do enfermo e removem-lhe a causa mórbida.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE AS ENTIDADES "FOLCLÓRICAS" NA UMBANDA


PERGUNTA: - E quanto às personagens que se apresentam em alguns terreiros, um tanto folclóricas, carismáticas, até rudes e violentas, mais parecendo do mal, emotivamente incentivadas pelo imaginário popular, os boiadeiros, baianos e marinheiros, trata-se de esPíritos da umbanda?

RAMATÍS:
- Há um aforismo popular, uma generalização positiva, muito repassado pelos pretos velhos que diz: "Todos os filhos são gente do Cristo, mesmo sem o saberem". Não deveis confiar em conceituações negativas, como se todos os espíritos que se apresentam nessas antigas personalidades fossem ovelhas perdidas do rebanho do Bom Pastor. Jesus, o Senhor da luz crística, deixou o paraíso para habitar as trevas eivadas de pecadores. O amado Mestre ensinava usando parábolas simples, permitindo que todos se aproximassem d'Ele em suas preleções. É evidente que todos vós, em determinado momento da vida pregressa de vossos espíritos, já fostes entidades "malfeitoras". Manifestados na Terra sob as formas mais simples, como a de um cavaleiro boiadeiro, estivador baiano ou intrépido viajante dos mares, existem anjos latentes que ainda não germinaram.
Em vez de classificarem esses espíritos, que estão desabrochando o Cristo interno, de meros malfeitores, como se a luz em sua refulgência fosse cegá-los, as entidades estruturais da umbanda fraternalmente aceitam e monitoram suas participações, como auxiliares nos terreiros que têm essa afinidade, em prol da caridade desinteressada, pelo natural efeito cármico de vidas passadas que os enreda numa exigência evolutiva recíproca, num agrupamento de médiuns e consulentes.
Em vez de impor virtudes, excluindo os que ainda não as possuem, deveis modificar o próximo pelos atos fraternos, acolhedores, imprimindo confiança e amizade. Lembrai-vos da renúncia e abnegação dos espíritos luminares que impõem sobre si pesado rebaixamento vibratório para assistir aos retidos no ciclo carnal, plasmando corpos de ilusão nas formas astrais de caboclos, pretos velhos e crianças, seguindo o exemplo do Divino Mestre que encarnou entre vós em missão sacrificial.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

QUATRO ELEMENTOS E MEDIUNIDADE



Qual a origem dos mistérios? Por que surgiram?
Houve uma época na evolução do orbe terrícola em que não havia necessidade de simbolismo e de iniciações secretas. Quando, na Atlântida, imperavam o amor e os interesses altruísticos, o conhecimento da Aumbandhã, com sua pureza, era corriqueiro, acessível a todos, pela inocência daquelas primeiras almas. Entretanto, parte da população exorbitou no uso da magia para interesses egoísticos e particularistas. Os mestres, magos brancos, verificaram o perigo em que incorreriam se permitissem o crescimento desordenado e ambicioso do uso daqueles conhecimentos milenares, chaves capazes de abrir as portas de todas as forças ocultas. Adotaram, então, medidas restritivas no intuito de coibir o avanço desordenado da magia negra, pois já anteviam, todos, os males que ocasionaria à comunidade.
A partir daí, interiorizou-se nos templos o uso da magia, adotaram-se alegorias e simbolismos com o objetivo de restringir-se o acesso aos conhecimentos e dificultar sua interpretação. Separou-se a arte milenar Aumbandhã dos considerados profanos e despreparados moralmente para a convivência harmoniosa com as leis de causalidade que regem o Cosmo. Não imaginavam os atlantes que era tarde, e que persistiria a utilização da magia para fins individualistas. Assim, os Maiorais do planejamento do orbe previram a depuração dessa civilização, através dos cataclismos, pelo seu afundamento gradual e pelas levas migratórias salvadoras; decorrências de um grande embate no Astral entre as forças do bem e do mal. Desse momento em diante, essa ciência e esses conhecimentos foram desfigurados, gerando várias interpretações, originando muitos credos e religiões que se formaram em todo o orbe. A simbologia primária, singela e pura, chave simples que abria todos os mistérios ocultos, perdeu-se, originando essas diversas idolatrias. Em todo esse movimento, sempre estiveram presentes os interesses mundanos, de domínio e poder dos mandatários e dos religiosos. 
O sentimento de fé, atrelado às religiões, foi ferramenta de interesses escusos e
materialistas em toda a História da humanidade. 
O poder, a ilusão da carne, pautaram a conduta dos homens e, em todas as religiões, da Atlântida, do Egito, da Grécia, da Índia, da China, citando as principais comunidades terrícolas da Antiguidade, estabeleceram-se castas de privilegiados, que utilizaram-se de suas posições de liderança religiosa para locupletarem-se no gozo da vida e nos arroubos propiciados pelas sensações do corpo físico.
O homem, como veículo da evolução, lei inexorável da vida, não deve causar o mal. A Lei de Causa e Efeito é maestro de ouvido delicado. Localiza, imediatamente, os sons desarmônicos da orquestra, ajustando os aparelhos musicais desafinados e equilibrando-os. A regência é disciplinadora do progresso espiritual de todos os seres no Cosmo. Estais inseridos numa grande orquestra cósmica, regida pela batuta do Criador. Vosso orbe é como se fosse uma pré-escola, que prepara os músicos neófitos para dedilhar os primeiros acordes, nas suas apresentações iniciais. Existem orbes que são como uma grande universidade, em que os músicos são talentos os professores da música universal, da fraternidade e da solidariedade. O orbe terrícola está inserido na faixa vibratória mais lenta e densa do Cosmo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O FENÔMENO DA "VOZ DIRETA"



PERGUNTA: - Como se processa a "voz direta" nos trabalhos de fenômenos físicos?
RAMATÍS: 
Não ignorais que a mente funciona em planos cujas oscilações estão muito acima do campo vibratório comum da atmosfera física; a mente, pois, vibra no éter, enquanto a voz vibra no ar. Assim, quando os espíritos querem falar com os encarnados, eles necessitam de um elemento intermediário que tanto lhes baixe o tom vibratório da "voz etérica", como também a faça repercutir de modo audível no ambiente
do mundo material. Esse elemento medianeiro, que conheceis e que já foi explicado anteriormente, é o ectoplasma, substância fluídica de origem psíquica, exsudada pelos médiuns através dos centros de forças do seu perispírito, em conjugação com o sistema nervoso do corpo físico. Em conexão com as forças vitais dos assistentes, o ectoplasma transforma-se em ponto de apoio para a repercussão da voz dos espíritos ou demais fenômenos comprovados pelos sentidos físicos dos encarnados.
A "voz direta", em geral processa-se da seguinte forma: os espíritos agregam em torno dos órgãos vocais do seu perispírito o ectoplasma mediúnico e, por um vigoroso esforço de emissão mental, conseguem fazê-los vibrar para o mundo físico; noutro caso, os químicos desencarnados misturam substâncias específicas (do plano astral) à energia ectoplásmica obtida do médium e dos fluidos dos assistentes; depois, modelam a máscara anatômica artificial, mas possuindo boca, língua e garganta, que possibilitam a mesma função da voz dos encarnados. Então, os espíritos que desejam falar para o mundo material passam a exercitar-se com essa máscara; e o seu mais breve ou demorado êxito fica dependendo do treino e da habilidade com que a utilizam para vibrar e transmitirem suas palavras aos terrícolas. Pela presença do ectoplasma humano, que reduz bastante a frequência vibratória desse
apetrecho de fonação, o seu bom resultado entre os planos físico e etereoastral exige muito esforço dos desencarnados. Nem todos os espíritos submetem-se aos treinos exaustivos com a máscara ectoplásmica, alegando alguns que nem sempre são compensados pelos esforços heróicos que efetuam para conversar com os seus parentes e amigos encarnados.
Em alguns casos, o espírito comunicante pode utilizar-se diretamente da laringe do médium em transe, fazendo-a vibrar sob sua vontade e dando-lhe a entonação desejada, e
os sons articulados nas suas cordas vocais são ampliados pela trombeta ou megafone que flutua no ar, através de um tubo de substância astral ligado diretamente aos órgãos vocais do médium. Os espíritos operantes controlam o médium, condicionam-lhe a voz para a trombeta, ajustando-a no diapasão ou tom de voz que o comunicante possuía quando estava encarnado.
O som produzido pela laringe do médium e sob o controle do espírito comunicante não resulta de repercussão do ar sobre as suas cordas vocais. Essa operação é executada do "lado de cá" exclusivamente no éter, depois do que é ampliada pelo megafone e ouvida pelos encarnados. O fenômeno processa-se primeiramente na laringe etereoastral do perispírito do médium, repercutindo logo em seguida, no mundo físico, através do ectoplasma catalisado pelas ondas sonoras da palavra falada, da música ou do cântico dos presentes.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O PENSAMENTO E OS ESTIGMAS IMPRESSOS NO PERISPÍRITO





PERGUNTA:  Temos lido afirmação de que, devido à sua persistente atuação, a força mental produzida pelo pensamento desregrado causa modificações tão profundas na fisionomia de certos desencarnados, que alguns chegam a apresentar verdadeiros estigmas animais. Podeis nos dizer alguma coisa a respeito desse assunto?
RAMATÍS:  Realmente, há modificações que se processam no perispírito de certos desencarnados, dando-lhes aspectos exóticos ou repulsivos, em que, muitas vezes, reproduzem as feições de conhecidos animais. Mas é certo que também os encarnados podem revelar em sua fisionomia os mais variados estigmas resultantes das vicissitudes morais, ou então dos vícios aviltantes. A face da criatura humana assemelha-se à tela cinematográfica refletindo as sensações do filme; ali plasmam-se tanto os estados de ventura, bondade e otimismo, como se refletem as subversões íntimas e insistentes do ódio, da cupidez, da astúcia ou da avareza.
O semblante humano retrata prontamente as investidas emotivas da alma, assim como registra os seus mínimos pensamentos. Quantas vezes não tendes notado que os rostos das criaturas escravizadas ao vício e às paixões aviltantes são parecidos à fisionomia de certas aves e animais! O avarento, por exemplo, não é representado pela figura do abutre, com o seu nariz adunco e os olhos com o brilho da rapina? O homem lerdo e inexpressivo não o comparam ao boi, o astuto à raposa, o cruel à hiena, o voraz ao lobo e o luxurioso à figura do caprino?
Imaginai, pois, o que acontece quando o potencial vigoroso da força mental pode agir diretamente sobre a estrutura astral do perispírito desencarnado que, por ser dotado de incrível qualidade plástica, modifica-se rapidamente na sua configuração fisionómica! Raros homens conhecem o assombroso efeito do pensamento sobre a ideoplastia do perispírito, que é na verdade o mais admirável prolongamento da mente do mundo astral.

terça-feira, 9 de maio de 2017

"NINGUÉM VAI AO PAI A NÃO SER POR MIM".



PERGUNTA: - Quando Jesus preceitua o conceito evangélico, que "Ninguém vai ao Pai a não ser por mim", ele também expressava algum princípio oculto derivado da Lei do Cosmo?

RAMATÍS: - Há muito tempo, os velhos mestres da Grécia já advertiam de que a "lei é dura, mas é lei". Isso demonstra a implacabilidade da justiça, às vezes, aparentemente impiedosa, mas cuja aplicação correta não visa qualquer punição deliberada, mas, apenas um modo disciplinador e benfeitor para o próprio delinqüente, numa ação
profilática à sociedade.
De início, já é tempo de a humanidade entender que Jesus de Nazaré não é especificamente o Cristo, ou Deus, mas o sublime médium, o mais qualificado representante da Divindade na face da Terra, a fim de transmitir a mensagem libertadora do Evangelho. O espírito que conhecemos por Jesus de Nazaré, o melhor homem do mundo,
viveu trinta anos sob a mais intensa atividade "psicofísica", a fim de esmerar-se até alcançar a hipersensibilidade para sentir o espírito planetário em si. Mas, por tratar-se de entidade de alto gabarito psíquico, Jesus despendeu mais de mil anos do calendário terreno, para conseguir reduzir a sua vibração e atingir uma freqüência compatível da organização carnal de um homem à superfície da Terra.


PERGUNTA: - Considerando-se que Jesus foi o lavrador sublime a semear a palavra do Senhor nos diversos terrenos dos tipos humanos, há em nós a obrigação de nos tornarmos outros semeadores, mal grado a nossa ineficiência e improdutividade?

RAMATÍS: -
É evidente que os alunos de uma instituição escolar devem propagar os ensinamentos dos seus mestres, tão correta e eficientemente, quanto também puderam assimilar-lhes as lições. Os que aceitam a palavra do Cristo, sem qualquer reserva ou premeditação, cujo coração se impregna do entusiasmo de proporcionar ao próximo a mesma alegria que sentem em si, não somente devem viver integralmente o ensino sublime do Evangelho, como divulgá-lo à guisa de um novo semeador do bem e da ventura alheia.
A tarefa do discípulo esclarecido e bem-aventurado pela assimilação da realidade crística é a de evangelizar, a tempo e fora do tempo, sem se preocupar com a condição ou o tipo do terreno humano onde semeia. Deixe ao Senhor, quanto à deliberação de julgar do mérito e do aproveitamento dos demais filhos. Quem semeia a palavra do Cristo é um lavrador abençoado operando na lavoura do Bem e do Amor. Além de esclarecer, quanto à verdadeira conduta inerente ao cidadão angélico, ainda o liberta dos liames enfermiços das reencarnações corretivas e mortificantes.

RAMATÍS - "O EVANGELHO À LUZ DO COSMO" - EDITORA DO CONHECIMENTO

domingo, 30 de abril de 2017

AVANÇO CIENTÍFICO X HUMANIDADE


 "O caboclo, outrora, viajava um mês, a cavalo, na intenção de cravar a faca no ventre do desafeto ou inimigo político que o havia ludibriado; hoje, graças aos triunfos científicos e técnicos do mundo, o homem civilizado faz o seu "desjejum" em New York, apanha um avião a jato, almoça em Lisboa e, à tarde, alcança o sucesso de assassinar o seu adversário em Paris, com um excelente tiro eletrônico."

PERGUNTA - Mas o avanço científico e o progresso técnico do mundo não poderiam transformar a Terra num planeta mais confortável e ameno, proporcionando aos homens uma vivência agradável e equilibrada?

RAMATÍS
- Assim como o homem canceroso não recupera a saúde, só em mudar da choupana miserável para o hospital especializado, nem o inquilino se torna mais inteligente ou sensato, trocando de apartamento, os espíritos dos terrícolas não se convertem em criaturas pacíficas e benfeitoras, unicamente pelo fato de a ciência e técnica transformarem o seu orbe num mundo confortável e agradável. Da mesma forma, o requinte técnico, a modernização e o luxo aplicado na escola primária não extinguem a estultícia, ignorância, rebeldia e maldade dos alunos ignorantes.
Os alunos incultos, instintivos, daninhos e irresponsáveis continuariam a rasgar o veludo "chiffon" das poltronas modernas estofadas, romper as canetas-tinteiro sofisticadas, rasgar os livros de papel acetinado, borrar as paredes plásticas decoradas caprichosamente, quebrar os sanitários de porcelana colorida, arruinar as torneiras cromadas e sujar os uniformes limpíssimos, tudo isso no seio da mesma algazarra bulhenta, indisciplina e cinismo contra os professores selecionados da melhor safra de educadores modernos.

 O mesmo fenômeno ocorre no vosso orbe, pois, malgrado o triunfo da técnica e da ciência, que iluminam feericamente as cidades modernas, descobriram o "radar", criaram o "computador" e mantêm o controle remoto dos jatos supersônicos e da descida na Lua, os terrícolas continuam na mesma ignorância, impiedade, belicosidade e índole fratricida que herdaram da idade da pedra. Embora o homem tenha pousado na Lua, ainda não conseguiu penetrar um centímetro dentro de si mesmo; malgrado o triunfo de circundar o seu orbe com satélites artificiais, ainda não domina, evangelicamente, os passos em redor do seu próprio lar. Trajando requintados figurinos e surpreendentemente motorizado, televisionado, eletrificado e completamente cientificista, o homem terreno ainda continua a praticar os mesmos atos de vandalismo próprios da era das cavernas, variando tão-somente em sua perversidade, quanto aos recursos de destruição proporcionados pela ciência moderna...

domingo, 16 de abril de 2017

"O FIM DA HUMANIDADE ANTI CRISTÃ"


PERGUNTA: O nosso globo desaparecerá do Cosmo, nesse fim de mundo?

RAMATÍS:
Oh! Por favor, não subestimeis tanto a obra do Pai! A Terra ainda é um planeta jovem, que mal se prepara para os admiráveis eventos do futuro, quando oferecerá as mesmas alegrias de Marte, de Júpiter e de Saturno, que atualmente são júbilos para suas humanidades! O "fim de mundo" profetizado refere-se tão-somente ao fim da humanidade anticristã; será uma seleção em que se destaquem os da "direita" e os da "esquerda" do Cristo. Trata-se de promoção da Terra e de sua humanidade; lembra um severo exame que, para os alunos relapsos e ociosos, representa terrível calamidade! Mas de modo algum a vossa morada
planetária sairá do rodopio em torno do Sol, onde também constitui importante âncora do sistema. Após a operação cósmica, que lhe será de excelente benefício para a estrutura geofísica, deverá possuir maior equilíbrio, melhor circulação vital energética na distribuição harmônica das correntes magnéticas, além de oferecer um ambiente psíquico já higienizado.
Mesmo depois que o vosso orbe já estiver desabitado e houver cumprido a sua missão educativa no Cosmo, ainda circulará em torno do Sol, qual nave cansada à espera do derradeiro piloto para conduzi-la ao porto final! Na figura de um esplêndido viveiro de "consciências espirituais", que em sua massa planetária se espalharam, vindas da Consciência Cósmica, a Terra vos doará as túnicas resplandecentes de futuros propostos do Pai, destinados a cooperar na obra divina!

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE A AURA HUMANA.


PERGUNTA: - Poderíeis dar-nos a descrição pormenorizada dos princípios que constituem a aura humana?
RAMATÍS: -
A aura humana resulta do amálgama ou da fusão de sete princípios fundamentais, que compõem o homem e variam na sua massa de luz, cor, energia e odor, conforme seja o caráter, temperamento e a graduação espiritual do ser. Ainda se fundem no todo áurico do homem outras emanações provenientes do próprio corpo físico, como o seu magnetismo, calor, odores e a eletricidade biológica.
Como a carga enfeitiçante projetada no processo de bruxaria atinge em primeiro lugar a chamada "aura da saúde", emanada propriamente do corpo físico e, em seguida, afeta fortemente a "aura prânica" ou vital, cuidaremos principalmente destas últimas. Aliás, a aura da saúde configurada pelos eflúvios prânicos ou vitais funde-se com a própria aura física revestida de calor e odor humanos, especificidade magnética e eletrização do homem, formando o conjunto mais compacto à visão perispiritual. Ademais, ela irradia também as exsudações dos próprios minerais organogênicos em atividade no corpo carnal, como ferro, cádmio, fósforo, flúor, cobre, titânio, cálcio e outros, inclusive o que poderíamos dizer "transmigração nervosa". Há, ainda, uma cintilação que vai do alumínio fosco, por vezes rosado, até ao tom de prata ou níquel, que se exorna diretamente do duplo etérico e dos "chacras", ou centros de forças que interligam o perispírito à sensibilidade humana. Essa aura da saúde, a mais grosseira do homem, mostra-se numa cor branco-azulada de água clara em sua manifestação comum, algo de metálica e brilhante. Tem o aspecto do ovo vaporoso e estriado, cuja casca é semelhante a uma crina eriçada de agulhas cintilantes, as quais são retas e claras, quando há saúde e vitalidade, e torcidas, enrosca das ou obscuras, como cabelos encrespados nas zonas enfermiças do corpo humano. 
Lembra uma veste de pele de marta, por exemplo, onde em vez de pêlos existam agulhas finíssimas em tom de alumínio brilhante. A aura da saúde desprende partículas radioativas impregnadas de éter físico, as quais permanecem longo tempo no local onde são projetadas, assinalando a pista da pessoa ou animal que transitou por ali, e que os cães farejam pondo-se no encalço de fugitivos ou desaparecidos. 2 Mas como a água absorve a eletricidade, os cães perdem o faro do fugitivo que atravessa a água corrente.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

RAMATÍS - "EFEITO FAVORÁVEL OU PREJUDICIAL"



PERGUNTA: - Considerando-se que Deus é a Perfeição, porventura, o Diabo, que nos parece a contrafação divina, não é a base antípoda para configurarmos essa Perfeição?

RAMATÍS: -
No processo de aperfeiçoamento do espírito, através das vidas físicas, a Administração Divina estatuiu dois caminhos opostos de ação e efeito favorável ou prejudicial. Assim, quem se toma um súdito de Satã estaciona e retarda a sua própria ventura definitiva, quando de sua metamorfose para o estado puro divino. Mas o discípulo do Senhor palmilha, incessantemente, pela senda das virtudes, que sublimam e aureolam a conscientização espiritual. Assim, ficou estabelecida a dinâmica, que acelera o campo vibratório do espírito do homem, como um processo divino, e a dinâmica que retarda a evolução espiritual apegada à fenomenologia transitória da vida puramente animal. 
O anjo é o produto da sublimação da própria linhagem animal; por isso, ele tem o corpo de bronze e os pés de lama. É a luz divina que, para iluminar a lâmpada humana, socorreu-se do combustível inferior da própria animalidade. Assim, um santo poderia já ter sido o diabo, e um diabo poderá ser um santo. Conforme referimos alhures, Gandhi já poderia ter sido um Hitler, porque Hitler ainda será um Gandhi, tanto quanto o Cristo poderia ter sido um Nero, porque Nero já pode ser um Cristo.

O EVANGELHO À LUZ DO COSMO - RAMATIS

O APERFEIÇOAMENTO DO HOMEM ÀS LEIS DO COSMO


PERGUNTA: - Como poderíamos entender melhor esse aperfeiçoamento do homem, ao submeter-se às leis científicas do Cosmo?
RAMATÍS: -
o super-homem ou o anjo, em verdade, é a etapa final do curso do espírito que se individualiza e se emancipa no seio da Divindade. É, então, a chama consciente ou centelha sideral do Criador, que embora jamais se desvincule de sua fonte divina, sente-se e sabe-se uma criatura existente e definida no Universo. É o ser que, sob a égide da Lei, alcança a consciência nítida de "si mesmo", observa e vive as sínteses de suas experiências e vivências nos mundos físicos, e passa a aplicar a sua sabedoria e poder na Criação, justificando o próprio enunciado de Jesus: "Vós sois deuses".
É uma realização superior do ser, que a Lei o integra, pacífica e conscientemente, ao ritmo da pulsação criadora, comprovando-se o aforismo de que "o homem é perfeito, como perfeito é o Pai". No seu microcosmo, o espírito consciente, então, despertou todas as qualidades macrocósmicas do Criador; o reino microcósmico humano preenche-se com o reino macrocósmico Divino.

PERGUNTA: - Considerando-se que está tudo certo no Universo e que "não cai um fio de cabelo da cabeça do homem, que Deus não saiba", quando é que o homem é "mais" ou "menos" perfeito, se nada sabemos positivamente o que é em absoluto o estado divino perfeito? Como verificar quanto o homem é perfeito ou imperfeito, sem contarmos com a própria base divina, que nos indique o que é realmente a Perfeição?

RAMATÍS: - Sem dúvida, ainda viveis num mundo primário e limitado pelas formas transitórias, como é a Terra, o que justifica a grande dificuldade de entenderdes a natureza de Deus, sob algum exemplo comparativo e tão deficiente da vida humana.
Cremos que seria bem mais fácil Einstein lograr sucesso ao transmitir a um hotentote o
esquema dinâmico da Lei da Relatividade, do que um terrícola aperceber-se, satisfatoriamente, da verdadeira contextura de Deus. Jamais qualquer concepção humana, firmada nos fenômenos e acontecimentos relativos e transitórios do mundo físico, poderia explicar a realidade Divina em sua essência pura. Em conseqüência, a concepção de Deus evolui tanto e se aperfeiçoa, quanto seja também o maior índice científico e intelectivo do próprio homem. Os mais abalizados filósofos e pensadores do vosso orbe jamais podem conceituar a natureza de Deus, além de um gigantesco fantasma, com todos os atributos louváveis do próprio homem e elevados ao infinito. 

"SEDE PERFEITOS"



                                            Mateus, 5:48
 
PERGUNTA: - Qual é a relação científica entre as leis do Cosmo e o conceito de Jesus, quando assim diz: "Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial". (Mateus, 5:48).
RAMATÍS: -
Sob tal conceito, Jesus convoca o homem terrícola para desenvolver e adquirir, conscientemente, as qualidades que são permanentes em Deus. Sem dúvida, para o homem ser perfeito, ele precisa conhecer e aceitar as Leis do Universo, as quais dirigem e disciplinam todas as coisas e todos os seres em aperfeiçoamento.
O espírito encarnado na matéria, para alcançar a perfeição, precisa ajustar-se espontaneamente aos princípios universais, os quais derivam da Lei Única e do comando
criador de Deus. Doutro modo, o ser humano e as coisas da vida continuariam fora de ritmo
evolutivo ou ascensional, pois, isolados da Fonte Criadora Divina, perderiam o rumo como navio sem bússola perdendo precioso tempo em prejudicial deriva. Sob o amparo e a compreensão dessas leis evolutivas, o homem alcança mais breve o curso definitivo e prazenteiro da Vida Eterna.
Assim como um corpo sadio deve funcionar absolutamente integrado às leis de fisiologia e anatomia, o espírito perfeito reflete em si o ritmo harmonioso das leis que equilibram o próprio Cosmo. Há, portanto, uma perfeita relação entre as leis do Cosmo e o conceito evangélico de"sede perfeitos"e, conseqüentemente, todos os filhos de Deus
também hão de procurar ser perfeitos, quando ajustarem-se integralmente aos princípios menores que se derivam da Lei Maior. A concepção moral de perfeição é uma decorrência natural da dinâmica aperfeiçoadora da Lei Divina, ou seja, da parte ao Todo.

PERGUNTA: - Qual é a concepção de perfectibilidade do homem, que se subordina ao ritmo apeifeiçoador da Lei Única e regente do Cosmo?

RAMATÍS: -
É evidente que tendes de vos basear nos conceitos relativos e conhecidos do vosso mundo físico para, então, deduzirdes, comparativamente, na concepção melhor possível do Absoluto. Se o animal é uma fase e composição primária, que esquematiza e plasma a futura configuração humana, o homem, por sua vez, é uma fase primária da concepção do "super-homem" ou do futuro anjo. No vosso entendimento, o anjo ou super-homem deve ser uma criatura emancipada das ilusões, paixões, dos caprichos e desejos que ainda o prenderiam à matéria. Há de ter uma consciência na plena posse de todas as experiências efetuadas nos mundos educativos do universo físico, completamente
livre de quaisquer problemas e desejos, que possam imantá-la à periferia dos orbes planetários. Nada deve atraí-Ia em direção ao campo gravitacional imantador físico, pois deve estar desligada dos acontecimentos e fenômenos da vida humana, como se eles jamais existissem.
Em caso contrário, apesar de já situar-se nos ambientes paradisíacos, não usufrui da ventura a que fez jus, uma vez que ainda o convocam da Terra desejos, prazeres e paixões de ordem física. 1 O anjo ou super-homem é a entidade que, em face de sua libertação absoluta de todos os campos e planos da vida terrícola, então se move em pleno direito ao trânsito incondicional do Cosmo, sem sofrer qualquer atração do mundo exterior da matéria.
1 - Cabe, aqui, a reprodução do seguinte trecho do capítulo "Treino para a Morte", da obra "Cartas e Crônicas", pelo espírito de Irmão X, através da mediunidade de Chico Xavier, que assim descreve:
"Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante. Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o próprio Céu pelo uísque aristocrático, ou pela nossa cachaça brasileira. Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo".

domingo, 9 de abril de 2017

O MAL DE HANSEN


PERGUNTA:  Que dizeis sobre a lepra que, além de causar um sofrimento tão acerbo, ainda deforma suas vítimas?

RAMATIS:
  A lepra provém quase sempre de uma grande drenação de venenos que baixam do perispírito. Isso tanto pode acontecer aos espíritos que tomaram a decisão espontânea de concentrar o mais possível os fluidos nocivos do seu perispírito, acelerando o expurgo violentamente para a carne, assim como também àqueles que, sendo portadores de toxinas psíquicas demasiadamente virulentas, quando as despejam para a matéria, embora o façam na menor dose possível, também produzem a estagnação fluídica apropriada para nutrir os bacilos de Hansen, que são os germes causadores da lepra.
O leproso, cuja situação pungente ainda mais se agrava pelo imperativo de isolar-se da família, é obrigado a uma vida de grande introspecção e dolorosas reflexões, tendo de reconhecer que nada mais lhe resta de esperança no trato com o mundo exterior. Então sublimase pela concentração de energias espirituais e pela catarse psíquica, que o ajuda a desagregar mais breve o veneno fluídico incrustado no perispírito, à semelhança da lente que conduz os raios solares para um mesmo ponto de convergência. O seu corpo torna-se um dos mais vigorosos condensadores vivos, absorvente das emanações deletérias do perispírito; é como um vasto mata-borrão que, depois de completamente embebido das toxinas do psiquismo doente, deve despejá-las no seio da terra, num admirável processo de enxugamento da alma contaminada.

sábado, 25 de março de 2017

O NOSSO PASSADO REENCARNATÓRIO

Pergunta: - Alguns líderes espiritualistas nos têm dito que é desaconselhável a preocupação de pretendermos conhecer o nosso passado reencarnatório, pois isso é de pouca valia para o espírito encarnado; que nos devemos importar unicamente com a vida presente e o porvir, em lugar de nos entregarmos a essas cogitações pregressas, que só nos roubam precioso tempo. Que dizeis?
Ramatís:  Evidentemente, se hoje fôsseis um zelador de sanitários, que utilidade prática vos traria o fato de saberdes que já fostes requintado fidalgo no reinado de Luís XV?
Nem há muita necessidade de que evoqueis o passado para saberdes o que já tendes sido alhures, porquanto o fato de serdes atualmente um zelador escravizado às tarefas antihigiênicas bem poderia demonstrar-vos, com suficiência, que no pretérito houve de vossa parte abuso de poder ou demasiada exaltação pessoal.
Desde que a Lei determina que a colheita deva ser de conformidade com as próprias obras, compreende-se que os efeitos da vida presente devem servir de base para se poder
avaliar a plantação feita na existência pretérita. Em geral, na evocação do passado
reencarnatório, as criaturas só se empolgam pela probabilidade de saber se foram marqueses, condessas, faraós, reis ou imperadores, mas esquecem-se de que tais títulos, que representam tanto valor no mundo material, são de nenhum valor nas esferas da espiritualidade superior, onde a lei sideral determina que "os humildes serão exaltados e os que se exaltarem serão humilhados". Uma vez que no mundo dos espíritos só prevalecem os bens que a alma consolida em sua intimidade espiritual, é de somenos importância o tipo de vestuário de carne que ela enverga em cada existência humana porquanto, fora dessa sua realização
interior, o resto é apenas "pó que retoma ao pó"...
Quando após a desencarnação a alma é obrigada a reconhecer que só as virtudes diplomam para as regiões paradisíacas, arrepende-se de não haver preferido mil vezes o vestuário de estame, a pobreza e a glória espiritual de um Francisco de Assis, às jóias, sedas e veludos que cobrem os corpos dos que passam pelo mundo escravizados à animalidade inferior. Entretanto, como a vaidade e o amor-próprio são os sentimentos mais resistentes para serem dominados pelas almas, no aprendizado do mundo terreno, algumas criaturas sentem-se mais felizes no Astral por terem sido desabusados aristocratas ou famosos aventureiros sem escrúpulos, no passado, em vez de pobre criatura, mas dotada de qualidades cristãs.

quinta-feira, 23 de março de 2017

A CRIAÇÃO DE DEUS

Os espíritos criados no seio da Onisciência representam outras tantas miniaturas da vida cósmica, que despertam para o auto-entendimento e progridem incessantemente, alimentadas pelo próprio conhecimento infinito de Deus. 
A consciência do homem nada pode criar de novo no seio do conhecimento perfeito e infinito do Criador; no entanto, ela desperta sob os incessantes impulsos que se manifestam do interior para o exterior, despertamento esse ininterrupto e que prossegue por toda a eternidade, uma vez que, Eterno é o próprio Deus!
Esse processo e expansividade inata e ininterrupta de despertamento da consciência humana, os orientais os têm consagrado através de vários conceitos tradicionalistas da vida oculta, como estes: "Busca o caminho avançado resolutamente para o exterior"; "Busca o caminho penetrado para o interior"; ou "Cresce como cresce a flor, inconscientemente, mas ardendo em ânsias de entreabrir sua alma à brisa"; ou, ainda: "Busca à integração no Existente antes de ti!

segunda-feira, 13 de março de 2017

HOMENS DAS CAVERNAS


PERGUNTA:  Sentimo-nos horrorizados em face dessas reencarnações de espíritos terrestres como futuros filhos de homens das cavernas. Não há injustiça nessa retrogradação?

RAMATÍS:
  Desconheceis, porventura, as chamadas reencarnações expiatórias em vosso próprio ambiente terrestre? Considerais involução ou retrocesso o fato de antiga alma de orgulhoso potentado, daninho à vida comum, reencarnar-se na figura do mendigo pustuloso? Ou o caso do notável escritor cuja pena foi insidiosa, fescenina e degradante, que se reencarna na forma do imbecil, para a chacota dos moleques das ruas? Ou ainda o espírito do ex-atleta, que abusava da sua força física e que regressa ao mundo das formas na figura de um molambo de carnes atrofiadas? Há injustiça ou retrogradação, quando o fluente orador do
passado, cuja palavra magnetizava os incautos e seduzia os ingênuos com falsas promessas políticas, retorna à Terra como a criatura gaga, ridícula e debicada por todo mundo?
Vós considerais que o ambiente de um planeta inferior significa um retrocesso para os terrícolas, porque ficarão sujeitos a condições de vida inferiores; no entanto, tendes entre vós os cegos, os dementes e os psicopatas de todos os matizes, que já viveram existências sadias e conscientes, em vidas anteriores, e que não se queixam do ambiente em que se encontram. É que ignoram se já tiveram ou não vida melhor, assim como não podem dar notícias de si mesmos. Quantos artistas, filósofos, inquisidores, cientistas, imperadores, rainhas, religiosos e conquistadores descem à carne para ser enjaulados nas mais horrendas expressões teratológicas, sob aflitivas angústias, na expurgação do veneno letal de suas almas dissolutas, sem que por isso os vossos postulados espiritualistas os classifiquem como vítimas de involução ou de injustiça!

quinta-feira, 9 de março de 2017

LIBERTAÇÃO


"O primeiro passo para o início de vossa libertação é entenderdes vossa natureza interior que precede e impulsiona os atos volitivos mentais. A partir de então, gradativamente ir"cortando", por uma mudança gradual das atitudes, as conexões com os objetos e situações de prazer. Contudo, isso não deve vos levar a desprezar os prazeres da vida em falsas posturas "santas".
As dificuldades se instalam quando vos deixais ser escravos das sensações dos cinco sentidos físicos. Observai que os homens temerosos de ser apanhados nas redes dos prazeres mundanos, notadamente certos dirigentes e médiuns espiritualistas, são os que enxergam os defeitos dos outros com facilidade: repelem as prostitutas dos templos, açoitam os fumantes, desprezam arrogantemente os carnívoros, são mordazes com os vegetarianos, enxotam ironizando os alcoólatras, vilipendiam os homossexuais, escarnecem dos espíritos negros e índios, colocando-se distantes e isolados desses seres "impuros" em suas concepções. No fundo, são austeros porque temem entregar-se a condutas "pecaminosas" pelo possível descontrole que os levaria ao desregramento."

Ramatís


sábado, 4 de março de 2017

DESREGRAMENTOS: SEXO, VÍCIOS E VAIDADES...

Os principais "adubos" para a magia negra e as obsessões estão no sexo, nos vícios e na vaidade. As perversões de um modo geral estão relacionadas com ressonâncias de vidas passadas, em que os atos selvagens, obscenos e violentos criaram vínculos entre as criaturas envolvidas, que vão requerer várias encarnações para se desfazer.
A troca sexual sem amor inflige ao sistema nervoso um desperdício de energia que não é compensado pelo retorno, do parceiro, de uma "porção" proporcional à doada.
Ocorrendo um bloqueio à união das auras, e não havendo a integração entre os chacras e os corpos superiores, inexiste o fluxo energético positivo, gerado pelo sentimento amoroso, a esses veículos sutis. Fluem pelos corpos etéricos fluidos animados pelas sensações inferiores, animalizadas, estéreis, causando um êxtase anestésico sensório, mas rapidamente se instalará a vontade de novo conluio entre homem e mulher, sempre fugaz, diante do carrasco do apelo carnal nunca realizado. Ademais, as energias concentradas no duplo etérico, decorrentes do ato mecânico, do gozo animalesco desprovido de sentimentos elevados, não se dissolvem facilmente, obliterando esse mediador vibratório, que liga os corpos físico e astral, para o envio de expressões mais sensíveis do psiquismo à consciência em vigília, como a intuição e a lembrança das saídas do corpo físico.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CORRENTES ASTRAIS COLETIVAS DE PENSAMENTOS PARASITAS


PERGUNTA - o que são as correntes astrais de pensamentos parasitas e como se dá a sintonia dos encarnados com essas emanações mentais?

RAMATÍS - As emanações mentais emitidas se aglutinam por similaridade. Quando várias mentes ressoam num mesmo diapasão, se constroem as formas-pensamentos grupais ou correntes mentais coletivas, muito usadas pelos magos de toda a história para interferirem intencionalmente nos planos etérico e astral. A importância da disciplina mental, dos símbolos externos usados como pontos focais de apoio às visualizações grupais, para formarem essas imagens etéreo-astrais, são fundamentos indispensáveis dos iniciados no ocultismo e na magia.
Podeis entender isso como uma manipulação energética, mas que não dispensa a forma para que a mente possa atuar, pois o universo sutil, abstrato, imponderável, não vos é acessível pela falta de capacidade perceptiva e de ideação sem o suporte no mundo concreto.


As formas-pensamentos construídas pela população encarnada e que sustentam as correntes mentais do plano astral inferior são espontâneas, desconexas, indisciplinadas e densas. Atraem-se por similaridade de freqüência vibratória que as enfeixam numa mesma onda. Chegam ao ponto de adquirir vida própria, pela intensidade e amplitude gigantesca que atingem quando a coletividade encarnada de vossas metrópoles da crosta adormece embalada por interesses comuns de sexo, gula, dinheiro, vaidade e satisfações materialistas variadas. Atraem para o seu fluxo magnético, como se fosse correnteza de um rio tempestuoso que arrasta as toras de madeira, levas de semi-adormecidos anestesiados que se locupletarão no sensório em localidades do Umbral inferior que com eles sintonizam. Muitos são"puxados"para os castelos medievais de prazer mantidos por organizações trevosas feudais que têm suas contrapartidas físicas nas casas noturnas, enfumaçadas boates e bares terrenos. Como se fossem bovinos em fileira adentrando o matadouro, aguardam o momento de serem "sacrificados" pelos capatazes - vassalos dos magos negros perdidos no passado.

"O ESPÍRITO, O PERISPÍRITO E O CORPO"



PERGUNTA: Dentro da nossa compreensão humana, é difícil entendermos essa relação "psíquica" entre os animais e o perispírito do homem pois, na tela de nossa mente, os animais se parecem a seres demasiadamente físicos, como uma superação já vencida do passado, e impotente para impor os seus estigmas primários.

RAMATÍS:  Há um psiquismo acumulado e latente no organismo físico, que é a soma de todo o esforço de adaptação ao meio por parte da espécie animal; o corpo humano mais se assemelha a um"coquetel" composto com um pouco do psiquismo coordenado de cada espécie animal, que tem servido na esteira do tempo para formar o automatismo da vida instintiva e ligar o feto à matriz uterina. Nessa hora do encontro do espírito com a carne, o homem e a mulher, configurando dois campos magnéticos opostos, transmutam energias vindas do Alto e forças criadoras do mundo instintivo, dosadas pela psique animal, as quais fazem o seu misterioso enlace na zona do "plexo abdominal", que é o exato limiar controlador dos automatismos criadores.
O corpo humano é um vaso vivo de energias milenárias, colocadas ao serviço do espírito encarnado, mas que reagem à sua atuação e tentam impor os seus valores instintivos cal-deados no pretérito. O espírito tanto pode se tornar um comandante vigoroso e emancipado, capaz de controlar o seu exército de entidades microscópicas, como também se transformar num infeliz farrapo psíquico, arrastado sob o império dos estigmas do atavismo animal...
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