Sabedoria Ramatis

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

"EXU NÃO É O DIABO. EXU RESPEITA O CARMA DE CADA CIDADÃO"



PERGUNTA: - E então o que são esses vários exus do meio umbandista, dos mais diversos nomes: Pinga-fogo, Exu-mirim, Exu do Mar, Exu Gira Mundo, Caveira, Bará, Pedra Negra, Veludo, e outros?
VOVÓ MARIA CONGA: - Os exus originais, agentes mágicos universais, não têm um corpo astral, não são um princípio espiritual encarnante e não se manifestam mediunicamente, assim como os orixás. 
Os orixás seriam os positivos e os exus os negativos, se estivéssemos falando de polaridades energéticas aos filhos. Mas a par disso, existem entidades que trabalham na linha vibratória de determinados Exus, e, por associação, passaram a ser identificados com esses nomes, assim como os guias e protetores atuam nas linhas vibratórias dos orixás, e são indevidamente tornados como sendo a própria vibração deles. Alguns nomes podem parecer estranhos para a compreensão dos filhos mais sensíveis, mas realmente assim o são. Ocorre que há uma confusão entre vibração e entidade. Embora os espíritos que atuem na egrégora umbandista tenham a denominação de exus, não o são verdadeiramente, pois a vibração de exu em si não se relaciona com o mundo da forma diretamente, mas sim por intermédio de entidades espirituais que atuam como "procuradores" na magia de cada exu, e que se relacionam com as sete vibrações dos orixás, como falamos inicialmente. 
Muitos chefes de terreiro utilizam-se dessas confusões para locupletarem-se no mando dos agrupamentos que dirigem, e, escondendo-se em uma falsa inconsciência, dizem estar "incorporados" de tal e qual orixá, ou este ou aquele exu, gerando fascinações e obsessões coletivas, caindo terrivelmente nas mãos das organizações de baixa envergadura moral do Umbral Inferior. 
Ao percorrermos alguns terreiros ditos de Umbanda, mas que não o são verdadeiramente, verificamos quão distorcido é o conceito sobre a figura dos exus e, por associação, passaram a ser identificados com esses nomes. Há uma imagem pejorativa de exu, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, próprias da linha vibratória de exu, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje simbolizados por figuras grotescas, com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal, como do diabo em pessoa, pertinente a outros segmentos religiosos e decorrente do sincretismo, não da verdadeira Umbanda.

É PERIGOSO TRABALHAR COM EXU?



PERGUNTA: - É perigoso se trabalhar com exu?

VOVÓ MARIA CONGA: - Os exus da Umbanda não têm nada a ver com espíritos maldosos, embora não sejam o melhor exemplo de delicadeza amorosa aos olhos dos filhos. São espíritos um tanto endurecidos pela excessiva vivência passada nos rituais de enfeitiçamentos da magia negra, pois já foram destemidos magos. Têm para si pesados carmas gerados por eles próprios, e evoluem no caminho do bem como todos. Realizam desmanchas e mantêm a integridade física, etérica e astral dos médiuns a que se vinculam por compromissos evolutivos mútuos e por fortes laços de ancestralidade, pois ambos já se serviram nos descaminhos da magia usada em proveito próprio e para desgraça de outrem. São eficazes "exaustores", preservando os médiuns de energias deletérias.

EXU NA UMBANDA BEBE, FUMA E FALA PALAVRÕES?



PERGUNTA: - Como o fetichismo das crenças mágicas populares, juntamente com o sincretismo, fez "exu" ser associado ao diabo, numa distorcida adoração ao demônio, como rito institucionalizado?
Mesmo "exu" tendo sido transformado em diabo, é um diabo dos católicos, com a seguinte falsa imagem: ganhou chifres, rabo, pés de bode, labaredas infernais, capa, tridentes e outros adereços dos demônios antigos e medievais, arquitetados pelo catolicismo inquisitorial para combater as seitas pagãs. Essa aparência assustadora foi inspirada por videntes influenciados pelas entidades "infernais" do Astral inferior, que se locupletam nos gozos terrenos imantados a seus dóceis aparelhos fascinados que enxameiam na crosta, ocasionando a invasão dos congás por imagens diabólicas, facilmente encontradas em qualquer esquina citadina, em suas floras comerciais e lojas de quinquilharias mágicas. 
O Astral inferior, alter ego da maioria dos homens, exultante, conseguiu dar um perfil psicológico de gozador, beberrão, violento e destemido e atribuiu palavras chulas e de baixo calão aos prestimosos exus, introduzindo o falso, o engambelo no trabalho verdadeiro dessas entidades luminares da Divina Luz, da umbanda.

POR QUE OS MÉDIUNS UMBANDISTAS SOFREM ATAQUES ININTERRUPTOS DAS ORGANIZAÇÕES DO ASTRAL INFERIOR?



PERGUNTA - Parece-nos que nos médiuns umbandistas os assédios são ininterruptos, como se tivessem que estar sempre prontos para serem atacados pelos magos negros e suas organizações a qualquer momento. Isso é verdadeiro?
RAMATÍS - Por atuarem diretamente no Umbral Inferior, situação que se intensifica neste início de Terceiro Milênio, pela necessidade urgente de higienização da psicosfera terrícola, os revides, perseguições e assédios das Sombras são costumeiros. Sendo assim, fica a impressão de que os aparelhos umbandistas são costumeiramente atacados, situação que é verdadeira, o que não quer dizer que não haja proteção aos abnegados trabalhadores que se entregam à passividade mediúnica nos terreiros. 
As características de trabalho dos médiuns da Umbanda exigem contínua cobertura vibratória das falanges protetoras do lado de cá. Os "confrontos" e "demandas" contra as organizações das trevas são costumeiras, já que a justiça divina se movimenta arduamente para as remoções de comunidades do além-túmulo cristalizadas no mal, nesta Nova Era.

terça-feira, 9 de julho de 2019

POR QUE AS SESSÕES DE DOUTRINAÇAO DE ESPÍRITOS SOFREDORES DEVEM SER FECHADAS AO PÚBLICO?



 
PERGUNTA: - É verdade que, durante as sessões de sofredores ou doutrinações de espíritos perturbados, deve-se evitar a presença do público?
RAMATÍS: - Já dissemos que a mente é a base de todas as atividades do espírito na matéria, e tanto cria os quadros mórbidos que afligem o homem, como as cenas agradáveis que despertam o júbilo no próximo. Durante os trabalhos de esclarecimento de espíritos infelizes e habitantes do astral inferior, os circunstantes se prendem aos quadros que estão sendo descritos pelos comunicantes, e assim cada um interfere conforme sua índole, seu temperamento ou condições psíquicas, seu otimismo ou pessimismo.
A entidade que ali se encontra vivendo momentos de aflição, sente agravar-se o seu sofrimento ante os fluidos perturbados e animalizados do médium e das pessoas presentes. Isso a desajusta no  ritmo consolador a que o doutrinador a conduz, uma vez que ela sente-se mais "materializada" num campo de forças de natureza inferior.
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