Sabedoria Ramatis

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Semeador - VI




(Mateus, 13:1-23; Marcos, 4:1-20 e Lucas, 8:4-15)


PERGUNTA: - Ainda poderíeis explicar-nos, de modo mais descritivo, a amplidão do simbolismo da semente, como identificação da mensagem espiritual transmitida por Jesus?
 

RAMATÍS:  Evidentemente, ao referir-se à configuração, vitalidade e ao poder da semente, Jesus ainda a comparava ao próprio movimento evangélico de libertação do homem terrícola. O Cristianismo, alicerçado nos preceitos definitivos do Evangelho, significava a messe de conforto e salvação dos homens na luta pela libertação das algemas da animalidade. Ele era um dos semeadores laboriosos no campo da alma humana, enquanto a semente identificava o símbolo mais perfeito da mensagem crística em elaboração no árido e heterogêneo solo da existência física.
O Cristianismo, qual amostra sutilíssima do "reino de Deus", pode ser cultivado pelo espírito apesar da matéria, assim como a semente em solo fértil cresce e transforma-se no arvoredo majestoso. A doutrina do Cristo diz mais respeito aos enfermos cármicos e desventurados, assim como a árvore gerada pela semente também é capaz de amparar à sua sombra amena, tanto os seres santificados como os perversos. A pequenina semente que foi lançada no solo físico pela generosidade e o estoicismo do Divino Semeador germinou, emitiu raízes de sua segurança física, cresceu, floresceu e transformou-se na planta generosa, cujos ramos benfeitores estendem-se até o vosso século, amparando as criaturas mais heterogêneas e dos mais contraditórios estados espirituais.

Sem dúvida, a árvore do Cristianismo, hoje desenvolvida, oferece generosa galharia bem enfolhada e protetora, mas também apresenta as parasitas indesejáveis no seu tronco benfeitor, como são os movimentos religiosos personalizados e politizados, e de pouca semelhança com o potencial e a qualidade original da semente primitiva.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Algumas observações sobre animismo - VIII






PERGUNTA: Sob vossa opinião será impossível a comunicação de um Marcos, João, Mateus, Lucas ou Paulo de Tarso?

RAMATÍS: De modo algum a achamos impossível, desde que para isso exista o médium afinizado aos mesmos propósitos e idéias superiores que eles esposam. Importa-nos frisar que justamente os espíritos mais elevados e conscientes de sua condição espiritual são os que mais apreciam o anonimato e procuram esconder sua identidade sob pseudônimos singelos, quando se comunicam com a Terra. É o caso de João Evangelista que, tendo sido Samuel, o profeta puro da Bíblia, retomou à carne no século XII como Francisco de Assis, por cujo motivo, se realmente ele estivesse preocupado em salientar sua figura mais lisonjeira do mundo físico, também se apresentaria nos trabalhos mediúnicos com esta última personalidade mais evidente na sua linhagem espiritual.
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