Sabedoria Ramatis

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

QUEM ÉS, OH ELEGBARA!?


Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes do clero católico.
Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores zelosos.
Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a fertilidade da lavoura, levem-nos para o Brasil e vendam-nos como escravos que lá aprenderão as verdades dos "céus".
Cá chegando, quem és, Exu, "orixá" amaldiçoado pela dualidade judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os "santos" santificados pelos papas infalíveis...
Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus assentamentos ficam enterrados em locais secretos?
Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a escravidão "enxotou" para as periferias da capital de antanho?
Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca dos milagres que os santos não conseguem realizar?
Quem és, Exu, que continua sendo "despachado" para não incomodar o culto aos "orixás"?
Exu, é entidade? Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações.
"Aqui não tem lugar para egum...espírito de morto..."

Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e pretos velhos, não recebem estes Exus, admoestam certos iniciados chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes.
Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu
quiumba – obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais
inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório, imputam a ressaca ao temível Exu.

Oh! Quantas ilusões!!!!!!
Afinal, que és tu, Exu?
Por que sois tão controverso?
Eu mesmo vos respondo*...
Iah, ah, ah, ah....
Não sou a Luz...
Pois a Luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olorum, Incriado, Deus, seja lá que nome vocês dão...

domingo, 17 de agosto de 2014

Encarnados beberrões, instrumentos de satisfação para espíritos de "ex-alcoólatras" desencarnados.




São poucos os encarnados conhecedores do terrível perigo que se oculta através do desregramento pelo álcool! A embriaguez é sempre uma condição vulnerável, que pode transformar o homem num ensejo para satisfazer o desejo insofreável dos espíritos de "ex-alcoólatras" já desencarnados. Os espíritos viciados, pelo álcool continuam a sofrer no Além-Túmulo os horrores do desejo insatisfeito, que aumenta ainda mais devido à vibração rapidíssima do perispírito liberto da carne! Então, só lhes resta um recurso, que os mais inescrupulosos e cínicos não vacilam na sua prática: escravizar os encarnados para exercerem a detestável função de "ponte viva", ou, mais propriamente, de "canecos vivos" para as suas libações mórbidas!
O desejo é furioso, esmagador e masoquista; a vítima desencarnada alucina-se vendo visões pavorosas e aniquilantes. E quando isso acontece os espíritos inescrupulosos são capazes das maiores infâmias e torpezas contra os encarnados, desde que possam minorar a sede ardente da bebida! São almas que deixaram o seu corpo cozido pelo álcool nas valetas, nos catres de hospitais, ou mesmo em leitos ricos, mas despertam enlouquecidas pelo desejo desesperado de satisfazer o vício! Só reduzido número de almas viciadas na Terra entrega-se, submissa, à terapia do sofrimento purificador e luta, no Espaço, contra o desejo mórbido; a fim de eliminar do perispírito o eterismo ou residual etérico do tóxico que lhe acicata
incessantemente. Algumas, corajosas e decididas, depois de se libertarem do desejo cruciante do álcool alimentado na vida carnal, entregam-se ao serviço de socorro aos alcoólatras encarnados, tentando influenciá-los para que deixem o vício, ou atraindo-as para junto das organizações religiosas e instituições espiritualistas do mundo, que devem lhes orientar uma conduta sadia. Mas é coisa dificílima encaminhar alcoólatras para os ambientes religiosos salvacionistas, tal é o assédio que lhe fazem os obsessores viciados!
Os espíritos das Trevas voltam-se furiosamente contra os homens e instituições, que tentam intervir nos seus propósitos torpes de vampirismo no mundo. Então encetam campanhas de desmoralização ou de perseguição contra religiosos, médiuns ou doutrinadores, que se propõem a libertar de suas garras, os embriagados enfraquecidos nas suas defesas espirituais.
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