Sabedoria Ramatis

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

LIBERTAÇÃO DO “MAYA”

 



PERGUNTA - Que significa Libertação do "Maya ", da tradição oriental?

RAMATÍS - o espírito do homem só conseguirá libertar-se do "Maya" 5 que o prende à roda das encarnações humanas, quando ele espontânea e corajosamente extinguir todos os desejos e atividades do mundo físico, para aspirar exclusivamente à vivência no mundo angélico. Já dizia Paulo de Tarso que somente depois de" morrer" o homem velho e renascer o "homem novo", o espírito consegue alçar o seu vôo para os planos de ventura sideral eterna.
5 - "Maya", vocábulo tradicional do sânscrito, que significa a "ilusão" da vida física, o que se transforma, envelhece e desaparece; o que não persiste e o homem se enleia como na teia de aranha, imantado pela força atraente das formas físicas e por elas aniquilado.
Jesus frisou, categoricamente, quanto à imensa diferença que existe entre o plano espiritual do "reino de Deus" e o "mundo de César" da existência humana, com todas as suas fascinações, ciladas e desejos, que aprisionam o espírito nas teias sedutoras das vidas transitórias e fundamentalmente inglórias. O reino de Deus significa a vivência liberta do espírito imortal, em que tudo é definitivo, certo e venturoso, cujos seres felizes jamais se turbam pelo medo, angústia e aflições próprias dos mundos transitórios, onde o homem se desgasta no uso indiscriminado dos cinco sentidos físicos e, ainda, sofre a influência extra-sensória do mundo oculto, que é condizente com o mundo físico criado pelo próprio homem.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Novos aspectos da saúde e das enfermidades - X




PERGUNTA: - Por que as mesmas energias provindas do instinto inferior; que causam prejuízos ao espírito do homem pecador, não afetam os animais?


RAMATÍS: Já esclarecemos que esses fluidos primários convocados pelo espírito do homem nos seus momentos pecaminosos são todavia, energias vitais próprias da vida instintiva ou animal. Elas são condenáveis e nocivas ao homem porque, sendo ele espírito dotado de razão, que já lhe permite distinguir o bem e o mal, o certo e o errado, deve evitar incorrer em deficiências ou atos paralelos a condição animal. O "pecado", nesse caso, é conseqüência de o homem ainda mobilizar, num estado de vida superior, as mesmas forças que, nos animais, são um estado natural do seu estado evolutivo ainda elementar. Ao selvagem não é pecado ser antropófago, pois ele ainda não possui o discernimento capaz de compreender a ignomínia da ação que realiza sem requintes de maldade; mas o homem civilizado que praticar a antropofagia, será um "pecador" porque esse ato é impróprio e ofensivo ao seu grau espiritual muito mais evoluído, ou seja: - o grau de responsabilidade do indivíduo está na razão direta do seu discernimento intelectual e moral. Sob o mesmo princípio, atualmente, não é pecado os "civilizados" comerem carne, pois o seu instinto biológico, condicionado há milênios, ainda pede essa espécie de alimentação para atender ao seu sustento nutritivo. Entretanto, no futuro, quando o homem tiver adquirido mais alta capacidade moral e espiritual, ele compreenderá que é grave delito devorar a carne de seu irmão inferior.
Eis por que as mesmas forcas genéticas que serviram para modelar o corpo de carne do homem das cavernas, como veículo indispensável ao desenvolvimento da sua consciência espiritual, podem causar-lhe distúrbios e doenças, se ele as utilizar agora, em atitudes contrárias à ética de um ser superior. Assim, é natural o animal encolerizar-se, ser cruel, astucioso ou ferozmente egoísta para manter a sua sobrevivência física, porquanto essa sua tara é instintiva, visto ele não ser ainda dotado de raciocínio. Porém, o homem, já consciente de si mesmo na Vida Cósmica, deve repudiar esses impulsos primários do seu ego, que lhe serviram há milênios para a confecção do seu veículo carnal quando ele ainda era um ser ligado ao "espírito-grupo" coordenador da sua espécie. 10


10 - Nota do Revisor: Sobre esse assunto algo complexo para os iniciantes do espiritualismo reencarnacionista, vide o seguinte: capítulo 3, "Ciências Especializadas", pergunta 79, "Como interpretar nosso parentesco com os animais", da obra o Consolador, de Emmanuel à Chico Xavier, edição da Livraria da Federação Espírita Brasileira; capítulo XI, "Dos Três Reinos", pergunta 592, "Os Animais e o Homem", do Livro dos Espíritos de Allan Kardec; capítulo 17, "Sobre os Animais", da obra Emmanuel, páginas 87 a 92; Sección VIII, pergunta 163 a 170 de Preguntas Concernientes a los animales, principalmente a pergunta: "Que és un Espíritu-grupo, donde está y a que se parece?", da obra Filosofia Rosacruz en Preguntas y Respuestas, edição da Editorial "Cultura", Huerfanos 1165, Santiago de Chile.
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