PERGUNTA:
- Concluímos que as manifestações mediúnicas com enormes flutuações emocionais,
catárticas, desgastantes para os sensitivos, são um roteiro de autoconhecimento.
Percebemos que certos médiuns, depois de um tempo, cessam de dar esse tipo de
manifestação, outros continuam, como se estacionassem, não ampliando a educação
consciente dos sentimentos. É isso?
RAMATÍS:
- Os antigos alquimistas mencionavam o período de
"escórias e escumas" que subiam à superfície nas fases iniciais dos
seus experimentos químicos. Em analogia, isso não é diferente nos sensitivos,
como se fosse um enovelado de complexos psíquicos, ocultos no fundo escuro dos
porões mentais, que sobem buscando a fresta iluminada pelo Sol, durante os
primeiros estágios do exercício da mediunidade. São registros que estão no
inconsciente milenar e precisam ser exteriorizados pelas catarses, como folhas pútridas
que acompanham a correnteza da água que passa pelas comportas da usina hidrelétrica
recém-inaugurada.
Conforme
esses traumas passados vão se soltando, poderão ocorrer manifestações emocionais
violentas, que flutuam subjacentes à consciência atual. Os dirigentes devem ter
habilidade para orientar adequadamente os sensitivos, sob pena de
estigmatizarem o animismo como se fosse mistificação (situação corriqueira em
muitas escolas de médiuns), o que em absoluto não é o caso.
