PERGUNTA: Ainda em decorrência das próprias
indagações de Kardec, no "Livro dos Médiuns", poderíeis dizer-nos se
há algum inconveniente em se desenvolver a mediunidade nas crianças?
RAMATÍS:
A mediunidade é como a flor; deve desabrochar no momento próprio e não em
estufa. Quando se desenvolve prematuramente, sob estímulos catalisadores ou
exercícios medianímicos de contatos insistentes com os desencarnados, isso
superexcita a sensibilidade psíquica da criança e causa-lhe distúrbios
orgânicos. Acresce, ainda, que muitos fenômenos mediúnicos assemelham-se aos acontecimentos
da fisiologia humana tais como a esquizofrenia, a paranóia, a histeria e certos
complexos freudianos.
É imprudência provocar-se o desenvolvimento mediúnico
da criança, mesmo quando julgamos tratar-se de um médium em potencial.
