Sabedoria Ramatis

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A NATUREZA DAS CULPAS OU PECADOS DE VIDAS ANTERIORES...




PERGUNTA - Poderíeis exemplificar-nos quanto à natureza das culpas ou pecados de vidas anteriores, que agrupam espíritos afins às provas semelhantes na mesma família?

RAMATÍS - Comumente, uma família, cujos membros sofrem acidentes ou se extinguem sob armas de fogo, às vezes de modo surpreendente, morrendo aparentemente sem culpa, atingidos por uma bala sem rumo, ou por examinar uma pistola ou fuzil, trata-se de um conjunto de espíritos em prova semelhante e provavelmente de ex-caçadores, que no passado divertiam-se em acabar com os pássaros nas florestas. Há o carma de vários componentes de um agrupamento familiar, e que coincidem de morrer de câncer. Isso constitui um enigma para a ciência profana, no entanto, são comparsas que operaram em desfavor do próximo por ações negativas de magia, maledicência, calúnias, prejuízos ou extrema inveja. Em outros eventos, verifica-se que os descendentes de certa família desencarnam por afogamento, cumprindo o carma de pirataria, quando lançavam ao mar os tripulantes dos barcos apreendidos. Outras vezes, pais infelizes curtem a desdita angustiosa de só gerarem filhos retardados, mongolóides, hidrocéfalos ou esquizofrênicos, ignorando que foram responsáveis pelo vício da cocaína, morfina ou ópio, nos espíritos dos seus próprios descendentes atuais.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

“CADA UM COLHE O QUE SEMEIA”





PERGUNTA - Considerando-se que o conceito de "cada um colhe o que semeia" é um princípio da Lei do Carma, não seria uma aberração os espíritos encarnarem-se na Terra, já estigmatizados por destinos fatalistas e que lhes cerceiam o "livre-arbítrio"?

RAMATÍS - Embora cada espírito deva renascer na vida física com o seu programa previamente esquematizado pela Administração Sideral da Terra, isso também se conjuga ao carma da raça e ao carma do próprio planeta de provas. Assim, há o carma individual do espírito reencarnante, o qual se conjuga ao carma da família em que ele ingressa, inclusive ao carma do povo ou da raça de que ele vai participar. É uma conjugação perfeita de valores positivos e negativos, que não podem exorbitar das regras e dos princípios disciplinadores da Lei do Cosmo, no esquema corretivo e indenizador das coletividades e dos indivíduos em suas inter-relações pessoais. 
A família terrena é constituída por espíritos dos mais variados tipos e graus evolutivos, os quais se digladiam há milênios no curso das vidas humanas e sujeitos ao carma coletivo do próprio conjunto familiar espiritual, povo, raça e da própria humanidade na sua eleição planetária. Sob a vestimenta carnal dos mesmos ascendentes biológicos, disfarçam-se espíritos amigos e inimigos, vítimas e algozes, credores e devedores, que ali se aproximam e se ajustam, sob a condição contemporizadora e convencional do lar humano. No seio da mesma família terrena, tanto vivem os espíritos amigos e unidos pelo amor, assim como as almas inimigas e adversas imantadas pelo próprio ódio que geraram no passado. Durante o treino afetivo e os interesses em comum, que unem os membros da mesma família, amainam-se ódios pregressos e cessam os impulsos irascíveis, e que ainda ficam mais fortalecidos pelo sentimento da partida para o Além. 
Afora sua retificação individual, cada espírito encarnado ainda fica na dependência da correção do conjunto de espíritos afins, fann1ia, que é também uma espécie de membro de cada povo, raça, e, conseqüentemente, da própria humanidade terrícola, compondo a síntese do carma do próprio orbe onde vivem. Sob dores, sofrimentos, necessidades econômicas, vicissitudes morais e dramas da família, os espíritos reunidos pelo mesmo tipo de delitos, culpas e dívidas cármicas, então precisam amparar-se contra a agressividade do mundo exterior, enquanto isso os ameniza em suas próprias mágoas e ressentimentos  recíprocos do passado. Ademais, as alegrias e os sucessos dos membros da mesma família, quando se projetam nas esferas da arte, política, social, intelectual ou mesmo desportiva, carreiam louvores e exaltações que lembram indenizações dos maus entendimentos pregressos. A euforia do conjunto, uma vez que a ventura de um familiar também se reflete no todo da parentela, aumenta a satisfação recíproca e extingue mais breve as animosidades cármicas pregressas.

sábado, 15 de novembro de 2014

CARNIVORISMO, CULPA E CONSCIÊNCIA.




PERGUNTA:  Uma vez que os animais e as aves são inconscientes e de fácil proliferação, a sua morte para nossa alimentação deve ser considerada crime tão severo, quando se trata de costume que já nasceu com o homem? Cremos que Deus foi quem estabeleceu a vida assim como ela é e o homem não deve ser culpado por apenas seguir as suas diretrizes tradicionais, cumpre a Deus, na sua Augusta Inteligência, conduzir as suas criaturas para outra forma de nutrição independente da carne, não é verdade?

RAMATÍS: A culpa começa exatamente onde também começa a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune por seguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; não existe, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir o homem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando desperta e percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da Beleza Cósmica. Já vos dissemos que, quando o selvagem devora o seu irmão, para matar a fome e herdar-lhe as qualidades guerreiras, trata se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a Suprema Lei do Alto. A sua consciência não é capaz de extrair ilações morais ou verificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal ou carnívora. Mas o homem que sabe implorar piedade e clamar por Deus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que aprecia o conforto da família e se comove diante da ternura alheia; que derrama lágrimas compungidas diante da tragédia do próximo ou de novelas melodramáticas; que possui sensibilidade psíquica para anotar a beleza da cor, da luz e da alegria; que se horroriza com a guerra e censura o crime, teme a morte, a dor e a desgraça; que distingue o criminoso do santo, o ignorante do sábio, o velho do moço, a saúde da enfermidade, o veneno do bálsamo, a igreja do prostíbulo, o bem do mal, esse homem também há de compreender o equívoco da matança dos pássaros e da multiplicação incessante dos matadouros, charqueadas, frigoríficos e açougues sangrentos. E será um delinqüente perante a Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir no erro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente um Ideal Superior.
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