Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

sábado, 26 de dezembro de 2020

O USO INADEQUADO DAS COISAS DE DEUS

 


PERGUNTA: — Muitos afirmam que, se Deus permitiu a descoberta do álcool no mundo, por meio da destilação de certos produtos fermentáveis, é porque Ele também não proíbe o seu emprego em bebidas, pois, se assim não fora, tê-lo-ia eliminado, de qualquer modo, como produto perigoso para os seus próprios filhos. Alegam, ainda, que a própria Bíblia menciona várias vezes o uso de bebidas alcoólicas entre as primeiras tribos do planeta. Que nos dizeis?

RAMATIS:  Sobre a face da Terra só existem coisas úteis e benéficas criadas por Deus para felicidade de todos os seus filhos; é devido ao abuso com que a criatura humana se serve dessas coisas, para fins condenáveis, que surgem para ela prejuízos lamentáveis. O Pai criou as substâncias necessárias a todos os variados sistemas de vida em vosso planeta, mas não estabeleceu -nenhuma prática viciosa; quando esta surge, é porque o próprio homem ultrapassou os limites do uso das coisas que Deus lhe deu.
E evidente que, se Deus considerasse o álcool como bebida de necessidade, a ser ingerida a todo momento pelo cidadão terrícola, sem dúvida teria criado fontes ou riachos de vinho, cerveja, licores ou cachaça. Se assim não agiu, é porque achou que a bebida indispensável ao homem é a água pura, que lhe dá em abundância. A concupiscência, a ganância, a cobiça, a avidez de lucros ilícitos é que pervertem o uso do álcool e produzem consequências dignas de maldição! Sob a ganância criminosa, a propaganda do alcoolismo se requinta então, promovida por hábeis artistas que idealizam quadros atraentes e coloridos, com sugestivos conselhos para que esta ou aquela bebida alcoólica seja preferida por todos os indivíduos de bom gosto. E através do rádio soam aos vossos ouvidos as mais encantadoras frases sonoras que maquiavelicamente vos convidam a beber o perigoso corrosivo disfarçado pela aparência sedutora dos rótulos brilhantes! Modernamente já se introduz o álcool em doces, chocolates e bombons finos, para que, desde muito cedo, a criança se condicione ao terrível tóxico adverso ao homem físico e espiritual!

sábado, 5 de setembro de 2020

O CARMA

 

PERGUNTA: Qual a verdadeira significação da palavra “Carma” tão usada entre os reencarnacionistas, e que tem relação particularmente com as vidas anteriores?


RAMATIS: Carma é palavra que deriva do sânscrito (kri) ou seja “fazer”. Os hindus são os que mais a empregam, considerando-a como vocábulo técnico mais apropriado para designar a ação e o seu efeito correspondente nas encarnações sucessivas dos espíritos na Terra. Para eles, toda ação é Carma; qualquer trabalho ou pensamento que produzir algum efeito posterior é Carma. É a lei de Causa e Efeito, como a chamais, com seu saldo credor ou devedor para com o espírito encarnado. Os atos praticados por pensamentos, palavras ou obras, nas vidas anteriores, ou seja em vidas subsequentes, devem trazer venturas ou acarretar desgraças aos seus próprios autores, na proporção entre o bem e o mal que deles resultou. Os seus efeitos, portanto, atuam posteriormente sobre a felicidade, a vontade, o caráter e os desejos do homem em suas vidas futuras. Embora pareçam anular o livre arbítrio, são forças que resultam sempre dos próprios atos individuais do pretérito. E o efeito agindo e dominando a própria vontade do ser, mas reagindo exatamente de acordo com as próprias causas que ele engendrou. A lei de Causa e Efeito registra as ações boas ou más; a lei do Carma procede ao balanço das ações registradas e dá a cada espírito o “saldo” que lhe cabe em resultados bons ou maus.
Metafisicamente, a palavra “Carma” refere-se ao destino traçado e imponderável, que atua tanto nas coisas animadas como nas inanimadas, pois rege e disciplina todos os ciclos da vida, que vão desde o finito ao infinito, do átomo à estrela e do homem ao Universo! Há, pois, o Carma do homem, o da família, o da nação, o do continente e o da humanidade. E, assim como se engendram destinos futuros fundamentados nos atos ou pensamentos do homem que serão regidos e disciplinados pelo seu Carma também os orbes que balouçam no espaço obedecem a um determinismo cósmico, de reajustamento de sua massa planetária, em concomitância com o efeito das causas coletivas de suas próprias humanidades. Há que considerar, portanto, desde o Carma atômico que rege o princípio de vida microscópica no Cosmo, para a formação da matéria, até o Carma do Universo, que então já é a Lei Cósmica manifestada fora do tempo e do espaço. Com referência ao Carma do homem, convém lembrar que Jesus muitas vezes advertiu sobre a existência de uma lei disciplinadora do mecanismo de relações entre os seres, e que liga as causas aos seus efeitos correspondentes, quando afirmou: “Quem com ferro fere com ferro será ferido” ou “Cada um há de colher conforme for a semeadura”. Esses conceitos de Jesus não deixam dúvida de que o espírito há de sempre sofrer os efeitos na esteira das reencarnações físicas, submetido implacavelmente a determinismo das causas que gerou...

quinta-feira, 30 de julho de 2020

JESUS - O ELEITO



PERGUNTA: - Em face de Jesus não ser o próprio Cristo, então poderíamos considerá-lo apenas um homem nomeado para uma tarefa espiritual incomum?

RAMATÍS:Jesus foi o sublime médium da entidade arcangélica responsável pela consciência espiritual do vosso orbe; espécie de elo vibratório, proporcionando a fluência do amor crístico até a maior capacidade de assimilação da humanidade terrena. No entanto, o próprio Jesus é atualmente o governador de toda atividade espiritual, social e mesmo científica da Terra, cabendo-lhe a imensa responsabilidade de traçar os rumos e os destinos dos homens, sob o incentivo libertador do Evangelho. Lembrando a honestidade e retidão de um mestre amoroso e leal, Jesus há dois mil anos decidiu-se pelo sacrifício estóico, num corpo físico, a fim de despertar os seus tutelados para o amor, embora ainda tratando-se de homens primários.

4 - Vide a obra "Do País da Luz", capo IV, 1° volume, psicografada por Fernando Lacerda, em Portugal, na qual o espírito de Napoleão diz o seguinte: "O Eleito é sempre escolhido; mas o escolhido não é eleito. O eleito foi escolhido por Deus para fazer o Bem pelo Bem; o escolhido pode ser para fazer o Bem pelo Mal. O eleito foi Jesus. Eu fui escolhido". Nesta comunicação, Napoleão compara a sua existência turbulenta e ambiciosa, com a missão tema, pacífica e amorosa de Jesus.

Mas em sua sabedoria sideral, ele compreendia perfeitamente a natureza psíquica de vossa humanidade, pois os "pecados" dos homens eram frutos de sua imaturidade espiritual. Ele não sofreu pelos insultos, pelas traições, incompreensões e crueldades humanas, porque reconhecia nas criaturas terrenas mais ignorância do que propriamente maldade.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

"SÃO OS GENUÍNOS EXUS DA UMBANDA QUE GARANTEM A SEGURANÇA DOS TRABALHOS"


PERGUNTA: E então o que são esses vários exus do meio umbandista, dos mais diversos nomes: Pinga-fogo, Exu-mirim, Exu do Mar, Exu Gira Mundo, Caveira, Bará, Pedra Negra, Veludo, e outros?

VOVÓ MARIA CONGA: - Os exus originais, agentes mágicos universais, não têm um corpo astral, não são um princípio espiritual encarnante e não se manifestam mediunicamente, assim como os orixás.
Os orixás seriam os positivos e os exus os negativos, se estivéssemos falando de polaridades energéticas aos filhos. Mas a par disso, existem entidades que trabalham na linha vibratória de determinados Exus, e, por associação, passaram a ser identificados com esses nomes, assim como os guias e protetores atuam nas linhas vibratórias dos orixás, e são indevidamente tornados como sendo a própria vibração deles.
Alguns nomes podem parecer estranhos para a compreensão dos filhos mais sensíveis, mas realmente assim o são. Ocorre que há uma confusão entre vibração e entidade. Embora os espíritos que atuem na egrégora umbandista tenham a denominação de exus, não o são verdadeiramente, pois a vibração de exu em si não se relaciona com o mundo da forma diretamente, mas sim por intermédio de entidades espirituais que atuam como "procuradores" na magia de cada exu, e que se relacionam com as sete vibrações dos orixás, como falamos inicialmente. Muitos chefes de terreiro utilizam-se dessas confusões para locupletarem-se no mando dos agrupamentos que dirigem, e, escondendo-se em uma falsa inconsciência, dizem estar "incorporados" de tal e qual orixá, ou este ou aquele exu, gerando fascinações e obsessões coletivas, caindo terrivelmente nas mãos das organizações de baixa envergadura moral do Umbral Inferior. verdadeiramente, verificamos quão distorcido é o conceito sobre a figura dos exus e, por associação, passaram a ser identificados com esses nomes. Há uma imagem pejorativa de exu, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, próprias da linha vibratória de exu, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje simbolizados por figuras grotescas, com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal, como do diabo em pessoa, pertinente a outros segmentos religiosos e decorrente do sincretismo, não da verdadeira Umbanda.
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