Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A ESCOLHA ENTRE O CÉU E O INFERNO...



Ninguém poderá alegar ignorância. Pode-se escolher entre o Céu e o Inferno, pois, há um clima de máxima liberalidade na lascívia humana, como o sexo grupal, terapêutica sexológica, onde o erotismo se confunde com a técnica de aspecto criativo. 
Existe todo um clima indisciplinado de satisfação até a exaustão dos desejos, das paixões, como solução dos problemas humanos. Hoje, no seio da humanidade terrícola, o sexo é produto de primeira necessidade, e é plenamente justificado por si mesmo, derrubando tabus, restrições, pudores e contenções, os quais passam a ser artificialismos, ou falsa moral. Os seres se buscam, atraídos na mesma faixa de satisfação erótica.
Fervilham obras em que a pornografia e a exposição científica fundiram-se na linha divisória e, dificilmente, podem ser identificadas as verdadeiras mensagens, e transformam-se em "best-sellers" mundiais. Escritores desavisados da realidade espiritual, da função educativa do orbe e da finalidade dos renascimentos carnais despejam toneladas de tinta sobre o papel pregando a lascívia, como absoluta liberdade de expressão oral ou gestual, dando nova feição psicológica para as práticas sexuais, como meio de sublimação superior. Na realidade, a "Besta ri cinicamente", porque, sob a cortina da falsa erudição, ou desconhecimento científico sexual, os vassalos da Besta usufruem, tão somente, os ricos proventos das edições incessantes.

POBREZA E ABORTO





PERGUNTA:  Insistimos, ainda, em indagar-vos: mesmo submetida às maiores privações do mundo, sobrevivendo dificilmente, sem qualquer ajuda, a mãe paupérrima é sempre culpada se praticar o aborto? Não lhe cabe nem o direito de decidir pela solução de abortar, ante a angústia de procriar um filho para a nudez e a fome?

RAMATÍS:  Que seria do mundo, caso Maria de Nazaré resolvesse abortar o seu filho Jesus, só por causa de sua pobreza? Ela não sabia se teria o pão do dia seguinte. Quantos artistas sublimes da música, da pintura e da escultura, ou servidores da ciência humana, teriam deixado de existir, não trazendo aos sentidos humanos a beleza da cor, a harmonia dos acordes ou a estesia da forma, caso suas progenitoras indigentes os tivessem abortado pelo medo da miséria? Seja qual for a opinião do mundo, justa ou injusta, racional ou emocional, o certo é que, após se iniciar a gestação, e apesar das justificativas de problemas sociais, financeiros, econômicos, é sempre um agravo interromper o curso criativo. Ainda, supondo-se que o nascituro venha a se extinguir pelas forças agressivas e precárias do meio ambiente, a mãe cumpriu o seu dever e redimiu-se perante a Lei.
Conforme já vos dissemos, o aborto só é lícito em casos excepcionais, como quando periga a vida da gestante a ser salva pelo médico, embora com o sacrifício do feto. O destino de qualquer criatura é previamente traçado antes de sua encarnação e a "Administração Divina" jamais elabora programas absurdos, injustos ou impossíveis. Não cabe à mãe, ou aos demais, decidir se o aborto é mais salutar nos casos de dificuldades sociais, econômicas ou mesmo de estabilidade civil. O espírito que se materializa no ventre da mulher terrena, apesar de onerado por mil dificuldades, há de viver e cumprir o destino, que é o resultado específico da soma das virtudes e dos vícios perpetrados em suas encarnações anteriores. Mesmo o nascituro atirado numa lata de lixo jamais perecerá à míngua, caso seja do seu projeto sobreviver e emancipar-se no seio da maior pobreza do mundo. Não há qualquer imprudência, leviandade ou negligência por parte dos mentores siderais, quando decidem sobre determinado destino humano, considerado pelos homens justo ou injusto. Tudo é examinado, programado, de modo a favorecer o encarnante quanto à sua vida espiritual, pois, o resto é simples acessório de vivências carnais transitórias. Cada homem vive o esquema necessário ao seu carma passado, quer venha a nascer num tugúrio infecto ou num palácio dourado. Jamais receberá proventos e favorecimentos indevidos; nunca pagará dívidas e contas que não assumiu.

A ORAÇÃO É UM RECURSO DE DEFESA?





PERGUNTA: - A oração também pode ser mobilizada como um recurso positivo de segurança e defesa do corpo físico?

RAMATÍS: - A oração, embora constitua uma atitude de sublimação espiritual, não pode livrar o homem das agressões e hostilidades dos malfeitores do vosso mundo. Inúmeras criaturas de vida santificada foram trucidadas no momento que proferiam a mais fervorosa prece. Paulo foi decapitado quando orava; os mártires do Cristianismo sofreram o massacre mortal das feras dos romanos, enquanto interligavam-se pela força emotiva da prece e dos cânticos excelsos de renúncia à vida humana. Jesus, o Divino Amigo, enquanto os algozes lhe perfuravam as carnes com os espinhos e os cravos do martírio, comungava na mais elevada prece de amor ao Pai; Giordano Bruno, João Huss, Joana D'Arc e outros, apesar de suas rogativas fervorosas a Deus, não puderam livrar-se das chamas que lhes torravam as carnes no suplício das fogueiras.
Embora a prece seja um admirável processo de dinamização das forças angélicas do espírito imortal, não pode imunizar o homem contra os efeitos ofensivos e destrutivos das leis que estejam vigorando no mundo material. Nem mesmo Jesus violentou tal princípio, pois deixou esclarecido que ele não viera ao mundo material perturbar suas leis comuns.
Aliás, se isso fosse possível, então o ser humano só se devotaria à prece pelo interesse de proteger o seu corpo físico. No entanto, desde o berço, ele cuida de proteger-se contra as intempéries e demais hostilidades do meio onde renasce por determinação cármica.

sábado, 30 de abril de 2016

ELUCIDAÇÕES DE RAMATÍS SOBRE O JULGAMENTO SOCIAL.



PERGUNTA:  Por acaso é criticável, quando, ao julgamento social do mundo, orientado para um sentido ético e moral dos valores nobres da vida, haja essa separação algo afrontosa de "mulher honesta" e de "mulher prostituída"?
RAMATÍS:  Ambas foram criadas a fim de servirem como o vaso sublime da vida física e, tanto quanto possível, progredir incessantemente pela libertação dos grilhões da vida animal inferior. No entanto, a proverbial hipocrisia masculina, que vê na mulher tão somente um objeto de prazer sexual, facilmente envolve a moça ingênua, inexperiente ou acicatada pelo seu indecifrável impulso erótico, ou a estigmatizada perante a sociedade sofisticada e farisaica, na figura desprezada da "mãe solteira", ou de um repasto sem problemas, das célebres garotas-de-programas. Inúmeras vezes, a jovem desperta e avalia a sua situação, doravante alvo específico da concupiscência masculina, enfrentando as mais chocantes dificuldades, quando pretende, heroicamente, amparar e criar o fruto do seu suposto pecado sem a possibilidade de manter-se no emprego, em face do contrapeso indesejável do filho. E, não raras vezes, as manchetes escandalosas dos jornais noticiam na gelidez do noticiário sensacionalista, o infanticídio da "mãe desnaturada" que não quis criar o fruto dos seus amores clandestinos ou, quando possível, o aborto nas mãos perigosas da primeira fazedora-de anjos, ou ainda, o tresloucado suicídio, ante o estigma infamante de prostituta. No entanto, várias criaturas que destilam veneno pelos lábios pérfidos, ultrajando a infeliz cobaia do homem fescenino, mal dominando as suas taras compensadas na intimidade "oficial" do lar, julgam-se de um comportamento irrepreensível, confundindo a bênção do casamento depois da queda do noivado, com virtude impoluta.
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