PERGUNTA: Por que motivo diz o Gênesis que o Criador "soprou" a vida,
em lugar de dizer que os mundos se fizeram sob a orientação dos propostos siderais
de Deus?
RAMATÍS: O "Gênesis" é um livro que contém o máximo acessível ao entendimento
humano na época de Moisés; no entanto, sob as suas inúmeras descrições
simbólicas escondem-se grandes verdades. O sopro criador representa o potencial
transmitido por Deus aos seus Arcanjos, os quais revelam na matéria o Pensamento
Original Divino. Eles representam, na realidade, "sopros"' de
energias cósmicas do Espírito Onipotente; não um enfeixamento de ar, mas um enfeixamento
de luz, um fluxo de vida, um hálito criador, que plasma a Vontade Superior na
substância virgem do Cosmo. O "sopro" divino é de Deus, mas não é Deus;
quando Deus "soprou" a vida nos mundos, deu alento aos seus prepostos
siderais, como Espíritos Construtores dos Mundos e que estão mais perto do Foco
Central Gerador da Energia da Vida!
Os
Arcanjos vos unem a toda a Criação; significam elos vivos, e ligam-vos também à
Mente Divina; constituem a imensurável escadaria da ascensão eterna; são os
degraus que também tereis que galgar para vos transformardes em exuberantes
condensadores da Luz do Senhor dos Mundos.
PERGUNTA: Sob o entendimento humano, ficamos com a impressão de que o
Espírito Solar e o Planetário reencarnam-se na matéria dos seus sistemas solares
ou planetas. É isso mesmo?
RAMATÍS: Do mesmo modo que o vosso espírito comanda a indescritível rede
microcósmica de sistemas solares e galáxias, constituídos de elétrons, átomos, moléculas,
células, tecidos e órgãos do corpo físico, eles comandam os seus sistemas
solares, sem necessidade de se reencarnarem neles. Não deveis considerar "ao
pé da letra" esse comando, porquanto os Espíritos Arcangélicos atuam
noutras dimensões e não podeis concebê-los como sujeitos à dor comum, da vossa
carne.
Assim
que se findar o Grande Plano ou o "manvantara" de que participais,
desfarse- á a substância visível do vosso sistema, sem que por isso o Logos
Solar deixe de existir integralmente e, ao contrário, se sinta ainda mais
liberto em seu dinamismo sideral no Cosmo. Ele entrará no gozo pleno de sua
Consciência Constelatória, libertando-se da responsabilidade de despertar mais
um incontável número de consciências humanas, que já estarão brilhando como
centelhas festivas nos orbes que se movem na sua aura refulgente!
Assemelhar-se-á a gigantesco inseto que se desprenda de uma rede sutil, de fios
de seda!
