Sabedoria Ramatis

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SEXO E PROCRIAÇÃO



Pergunta:  Que pode acontecer às pessoas celibatárias, que recusam deliberadamente de casar e cumprir o mandamento do "Crescei e multiplicai-vos", mas contemporizam o seu desejo sexual, alhures?



Ramatís: Toda infração ao curso da Lei gera punição dentro do próprio reajuste de equilíbrio entre os pólos opostos! O homem deliberadamente solteiro só agrava a sua situação num mundo egotista e impiedoso como ainda é a Terra! Ele é o candidato infalível à solidão por falta de afetos sinceros e íntimos, sem lar, esposa, filhos, netos ou demais parentes da descendência que o indenizarão nos últimos anos de vida! Considerado um marginal na esfera dos "casados", a sua presença é sub-repticiamente aceita com desconfiança, pois nada tem a perder no campo da relação sexual! O solteiro, em geral, vive exclusivamente para o seu próprio bem; não divide o seu afeto com uma esposa, não enfrenta problemas nevrálgicos de um chefe de casa e só tem uma preocupação: cuidar de si! Mas atinge a velhice quase como um indesejável, alguém que se furtou de cooperar na vida tão aflitiva dos demais parentes e companheiros! Comumente, semeia sentimentos de frustrações nos próprios progenitores que o geraram, os quais lamentam, no silêncio da alma, o filho ou a filha que lhes negou a continuidade na figura inquieta, vivíssima e rebelde dos netos!



Pergunta:  Mas é justificável o sofrimento da mulher que procria filhos incessantemente por culpa de maridos puritanos, fanáticos religiosos ou adeptos da gestação ininterrupta?



Ramatís:  Em face da equanimidade da Lei do Carma, que pesa na balança divina todos os nossos pensamentos, atos e sentimentos, teremos de indenizar os prejuízos ocasionados a quem quer que seja! Assim, muitas esposas, unidas a um esposo obstinado e obrigada a procriar filhos a granel, apenas colhe os efeitos cármicos que infringiu no pretérito! Através de sacrificial e incessante procriação, essa mulher indeniza os prejuízos causados em vidas anteriores, quando frustrou o renascimento de alguns espíritos desesperados pela vida física, ou, talvez, abandonou os próprios filhos no mundo implacável!

É o seu Carma culposo que a vincula a um marido obstinado ou fanático religioso, que não lhe dá descanso procriativo, pois doutra forma ela teria casado com outro homem menos sexual e fértil! Daí os paradoxos, quando nascem gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos, em famílias já oneradas por uma prole numerosa, porém em débito procriativo de vidas passadas!


Pergunta:  Mas a mulher frágil e enfermiça, desaconselhada de gestação pela própria medicina, assim mesmo ela deve procriar filhos, só porque faliu no pretérito negando-se de procriar?



Ramatís:  Insistimos em dizer que a Lei Cármica não se engana e não castiga, mas ela apenas reajusta e equilibra em benefício do próprio ser culposo. Esposa frágil e doentia, que ainda deve procriar muitos filhos de um esposo fanático do "Crescei e multiplicai-vos", sem dúvida é espírito bastante onerado com o pretérito. Talvez quando foi mulher afortunada e sadia, esposa de marido compreensivo e liberal, rodeada por serviçal criadagem, esquivou-se das vicissitudes da maternidade e negou-se a ser mãe para não deformar o ventre. Evidentemente, abusou do aborto infamante, expulsando a alma que lhe suplicava guarida em seu lar feliz! Como a "semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória", essa mulher faltosa, malgrado a saúde claudicante, ainda deve criar os filhos que rejeitou em vidas anteriores!



DO LIVRO: “A VIDA HUMANA E O ESPÍRITO IMORTAL” RAMATÍS/HERCÍLIO MAES – EDITORA DO CONHECIMENTO.












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