Sabedoria Ramatis

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terça-feira, 2 de abril de 2013

OS ESTIGMAS DO PECADO NO CORPO FÍSICO E NO PERISPÍRITO - 1ª PARTE









PERGUNTA: Temos lido afirmação de que, devido à sua persistente atuação, a força mental produzida pelo pensamento desregrado causa modificações tão profundas na fisionomia de certos desencarnados, que alguns chegam a apresentar verdadeiros estigmas animais. Podeis nos dizer alguma coisa a respeito desse assunto?



RAMATÍS: Realmente, há modificações que se processam no perispírito de certos desencarnados, dando-lhes aspectos exóticos ou repulsivos, em que, muitas vezes, reproduzem as feições de conhecidos animais. Mas é certo que também os encarnados podem revelar em sua fisionomia os mais variados estigmas resultantes das vicissitudes morais, ou então dos vícios aviltantes. A face da criatura humana assemelha-se à tela cinematográfica refletindo as sensações do filme; ali plasmam-se tanto os estados de ventura, bondade e otimismo, como se refletem as subversões íntimas e insistentes do ódio, da cupidez, da astúcia ou da avareza.
O semblante humano retrata prontamente as investidas emotivas da alma, assim como registra os seus mínimos pensamentos. Quantas vezes não tendes notado que os rostos das criaturas escravizadas ao vício e às paixões aviltantes são parecidos à fisionomia de certas aves e animais! O avarento, por exemplo, não é representado pela figura do abutre, com o seu nariz adunco e os olhos com o brilho da rapina? O homem lerdo e inexpressivo não o comparam ao boi, o astuto à raposa, o cruel à hiena, o voraz ao lobo e o luxurioso à figura do caprino?
Imaginai, pois, o que acontece quando o potencial vigoroso da força mental pode agir diretamente sobre a estrutura astral do perispírito desencarnado que, por ser dotado de incrível qualidade plástica, modifica-se rapidamente na sua configuração fisionómica! Raros homens conhecem o assombroso efeito do pensamento sobre a ideoplastia do perispírito, que é na verdade o mais admirável prolongamento da mente do mundo astral.
Não nos referimos ao perispírito como sendo apenas um organismo singelo e semelhante a uma veste vaporosa, como ainda o creem muitos espiritualistas, mas sim como a um avançado conjunto coletivo composto de todos os veículos de que o espírito necessita para atuar e se relacionar com os diversos planos da vida imortal, como sejam o etérico, o astral, o mental concreto, o mental abstrato, etc. Sabemos que a sua real estrutura só agora está sendo conhecida entre os espíritas estudiosos, pois só era familiar aos teosofistas, esoteristas, rosa-cruzes, iogues, hermetistas e iniciados, que já conheciam a sua avançada fisiologia "etéreo-astral", através dos ensinos hermetistas e védicos. É o mais complexo aparelhamento jamais imaginado por um fisiologista ou anatomista humano, e o seu completo conhecimento no mundo físico ainda poderá exigir alguns milénios de estudos bem aplicados. A sua cor, densidade, temperatura magnética, luminosidade e odor astral são resultantes de processos metabólicos tão complexos e sutis, que ainda escapam inteiramente à compreensão do atual homem encarnado. São fenómenos de grande sensibilidade, que atendem e reagem rapidamente sob o mais ténue pensamento e emoção produzidos pela alma, como também se modificam e se elevam pela influência da luz original do espírito, que pode afluir do seu interior.
O perispírito é o revelador de todas as ações ocorridas na intimidade da vida espiritual, e a mente, então, significa o seu aparelho cinematográfico que projeta aquilo que a alma pensa ou deseja. Em consequência, ele também reproduz, em suas funções e aspectos, o "cunho permanente", ou caráter definitivo que a alma já imprimiu na formação de sua consciência individual através dos milénios.
É uma organização básica que, exteriormente, pode ser analisada pela sua cor, magnetismo, luminosidade, temperatura e odor, como elementos identificadores do temperamento psíquico do ser imortal. E, como é o fundamento identificador do tipo de cada alma, também costuma apresentar outras características de cores, com novos reflexos de luminosidade e diferenças magnéticas de temperatura e odor. Isso é conhecido no mundo astral como os "sinais acidentais" que resultam dos vários tipos de emoções e pensamentos produzidos pelo espírito, mas que não modificam o seu caráter fundamental, já exposto na aura perispiritual.


Do livro: “A Sobrevivência do Espírito” Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento

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